Coluna: O momento é do Minas



Atual campeão mineiro, sul-americano e agora da Copa Brasil. Mesma campanha do Dentil/Praia Clube, líder da Superliga (38 pontos, 13 vitórias, 1 derrota) na temporada 2018/2019, ficando atrás apenas no saldo de sets. Vice-campeão mundial no fim do ano passado na China.

A descrição do histórico recente do Minas não deixa mais dúvidas: o tradicional clube de Belo Horizonte está de volta aos seus melhores dias no vôlei feminino.

Na noite deste sábado, a conquista da Copa Brasil, em Gramado (RS), com vitória de virada sobre o arquirrival Praia, de Uberlândia, garantiu o título nacional ao Minas, somando-se ao estadual e ao continental, como citado acima.

É a comprovação de que o Minas está de volta para a prateleira de cima do vôlei brasileiro. Para o torcedor mais antigo, lembrar dos times patrocinados por L´Agua di Fiori e MRV, décadas atrás, era rememorar as últimas grandes conquistas do clube de Belo Horizonte.

Desde então, quase duas décadas se passaram. O Minas nunca deixou de ter o time disputando a Superliga, a principal competição nacional. Mas o investimento diminuiu, muitos times foram montados apenas com atletas das categorias de base (um dos pilares da política do clube) e consequentemente as grandes conquistas rarearam. Projetos como os de Bernardinho e Luizomar de Moura, no Rio e em Osasco, respectivamente, dominaram o cenário nacional. Nem por isso o time mineiro deixou de existir e projetar uma volta por cima.

Agora, depois de um longo e árduo trabalho, os fãs já colocam nomes como os de Macris, Carol Gattaz e Stefano Lavarini, ao lado dos de Cristina Pirv, Ângela Moraes e Fofão, que marcaram época no outro ciclo áureo de conquistas.

Comemoração do Minas em Gramado (Divulgação CBV)

A contratação da dupla Gabi/Natália, no ano passado, mostrou que o Minas não estava para brincadeira no mercado. O investimento pesado reforçava a ambição. Os resultados, meses depois, comprovam o planejamento. Na quinta-feira, o clube anunciou o patrocínio da Itambé, um investimento por duas temporadas que permitirá a manutenção dos atuais grandes nomes do elenco e, talvez, pensar em reforços estrangeiros para a próxima temporada.

Neste mês, o Minas defenderá em casa o título sul-americano, provavelmente repetindo a final contra o Praia. E sonha em fechar com chave de ouro 2018/2019 com a Superliga, taça não levantada desde a temporada 2001/2002. Por tudo o que foi escrito acima, sem esquecer da tradição, da estrutura e da competência de quem lá está nas diversas posições de comando, o torcedor tem todo o direito de sonhar ainda mais alto.



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