Coluna: O fundamento que vai decidir a Superliga



Coluna Saque publicada neste domingo, 9 de novembro, no LANCE!

Nesta temporada da Superliga feminina que acaba de começar, estou com mais dificuldade do que em anos anteriores para apontar um favorito destacado para o título. E o motivo, infelizmente, é negativo. Não vejo nenhum dos melhores times, no papel, com uma linha de passe que demonstre ser acima da média e que transmita tranquilidade para as levantadoras.

Primeiro dos grandes a estrear, na sexta-feira, o Rexona-Ades, atual campeão e maior vencedor da Superliga, perdeu um set, em casa, para o Rio do Sul/Equibrasil. E um fator que pesou foi exatamente a recepção. Apesar de contar com Fabi, líbero acima da média neste fundamento, o time carioca não terá excelência parecida com Gabi e Natália, pontas com ataque muito melhor do que o passe. A levantadora Fofão, aos 44 anos, em sua última temporada antes da aposentadoria, precisará ter a bola na mão para acionar Juciely e Carol, centrais que não são gigantes, e necessitam de uma bola de velocidade.

No Molico/Osasco, a situação é parecida. Dani Lins, titular da Seleção, sofreu com a linha de passe na reta final do Paulista. Com a  cubana Carcaces e a campeã olímpica Mari, o sistema não funcionou. Luizomar de Moura, então, apostou em Samara, com uma recepção melhor, abrindo mão de Mari. E ela deu mais equilíbrio ao fundamento, dividindo a responsabilidade com a líbero Camila Brait. Mas será Mari banco por muito tempo? Ou a saída é colocá-la na saída de rede, disputando a posição com Ivna. Eu optaria pela segunda opção.

No Dentil/Praia Clube, ainda tenho dúvidas sobre a formação que Ricardo Picinin vai optar. Tandara na saída, Sassá e Daymi Ramirez nas pontas, me parece mais lógico. Ou será que a americana Webster, que chegou por último, vai arrumar espaço nesta formação? Só com um passe equilibrado esse time com Karine ou Ju Carrijo no levantamento irá deslanchar.

O último dos favoritos é o Sesi, que não conseguiu um lugar na final do Paulista, justamente por ter sofrido no passe diante do São Caetano. Talmo tem Pri Daroit, Suelle e a possibilidade de revezar as líberos Suelen e Michelle como melhores opções. Terá de equacionar isso para ter chance de repetir a final da temporada passada.



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