Coluna: O desafio de fazer o vôlei ‘mais televisivo’



Coluna Saque publicada neste domingo, 31 de janeiro, no LANCE!

Basta uma rápida olhada nos comentários feitos por torcedores em postagens da CBV nas redes sociais para entender a relação de mais ódio do que amor dos fãs do esporte com as emissoras de televisão.

Chovem perguntas sobre a falta de transmissão dos jogos X, Y e Z ou cobranças pela escolha da partida W em detrimento da J. E também sobram xingamentos para a entidade e consequentemente para SporTV e Globo, parceiras de longa data do vôlei nacional. A “grade” virou a inimiga número 1 do esporte nacional, com o fã se transformando em um eterno insatisfeito com a quantidade de partidas transmitidas.

Duração dos jogos é preocupação das TV´s (Divulgação FIVB)

Duração dos jogos é preocupação das TV´s (Divulgação FIVB)

Será que existe uma solução amigável aqui no Brasil e no mundo para relação tão conturbada?

Uma das comissões executivas da Federação Internacional discutiu, nos últimos dias, na Suíça, a relação entre o jogo e a televisão. E a posição da entidade deixa bem claro que o vôlei deve passar por novas mudanças de regra após a Rio-2016. Para a FIVB, os jogos de vôlei não devem ultrapassar 1h50 de duração. É a forma de as TV´s separarem duas horas das famosas grades para a transmissão de um jogo. Seria o mundo ideal, mas é bem diferente da prática atual.

Peguei a última rodada da Superliga feminina para comparar o desejo dos dirigentes e a realidade. Quatro jogos terminados 3 a 0 tiveram entre 1h30 e 1h42. Já outros dois que foram para o tie-break variaram entre 2h22 e 2h59. Confirma-se que será enorme o desafio de encontrar mudança de regra que agrade a TV e não desvirtue o esporte. Nas últimas décadas, o vôlei, em sintonia com a TV, acabou com a vantagem e introduziu o “rally point”. Funcionou por um tempo. O teste dos sets com 20 pontos não convenceu na Superliga anos atrás. Será que chegou a hora de o cronômetro mandar no vôlei? Opiniões são muito bem-vindas!



MaisRecentes

Vaivém: Sada/Cruzeiro terá oposto “repatriado”



Continue Lendo

Conheça a lista de 26 inscritas do Brasil para a Liga das Nações



Continue Lendo

Informações sobre as finais da Superliga Masculina



Continue Lendo