Coluna: O Brasil queria receber os Pré-Olímpicos de vôlei. Mas…



2019 será um ano importante para o vôlei. No segundo semestre, serão disputados os Pré-Olímpicos, quadrangulares espalhados pelo mundo com o campeão garantindo vaga na Olimpíada de Tóquio. Competição de tiro curto e certamente muita pressão para os participantes, ainda mais para os considerados favoritos: três jogos para o carimbo no passaporte olímpico para 2020, com uma margem muito pequena para tropeços. Quem não conseguir terá uma segunda chance nos Pré-Olímpicos continentais.

Um fator pode ser preponderante neste novo formato adotado pela primeira vez pela Federação Internacional de Vôlei: jogar em casa, com a apoio da torcida. Neste momento, infelizmente, os brasileiros estão distantes de verem de perto as Seleções masculina e feminina no Pré-Olímpico.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) se assustou com as exigências do caderno de encargos da FIVB para ser sede das competições e inicialmente abriu mão de sediá-las. O principal fator foi o financeiro.

Para cada naipe, o valor gira em torno de US$ 500 mil. Com a moeda americana valendo quase R$ 4,00, a CBV teria de desembolsar por volta de R$ 4 milhões para o Brasil organizar os dois Pré-Olímpicos. Passando por um momento de queda nas receitas e com a necessidade de cortar custos em todas as áreas, a entidade nacional não tem esse montante previsto no orçamento.

Brasil foi vice-campeão mundial neste ano (FIVB Divulgação)

Renan Dal Zotto e José Roberto Guimarães já foram informados pela CBV que, nestas condições, a chance de as Seleções jogarem em casa é zero.

No masculino, o Brasil deverá ter pela frente Bulgária, Porto Rico e Egito. Como os europeus acabaram de dividir com a Itália a organização do Mundial de seleções, eu não duvidaria que o Pré-Olímpico acontecesse por lá. No feminino, a Seleção Brasileira terá pela frente República Dominicana, Camarões e Azerbaijão. Para quem não sabe, a definição das chaves é feita pela posição no ranking mundial e será oficializada no primeiro semestre do ano que vem.

Inicialmente os Pré-Olímpicos estão previstos no calendário da FIVB para os dias 1 a 4 e 9 a 12 de agosto. Até lá é esperar por uma mudança na posição da CBV, atualmente tratada como improvável.



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