Coluna: No Mundial, Brasil leva goleada: 5 a 1



Pessoal, boa tarde, especialmente para as mães que perdem seu valoroso tempo lendo este blog. Um excelente domingo para vocês.  Coluna publicada neste domingo, 10 de maio, no LANCE!, logicamente sem os resultados dos jogos de hoje em Zurique (SUI).

Acabou ontem o sonho do Rexona-Ades, decacampeão nacional, de conquistar o título mundial de clubes. Na semifinal da edição 2015, derrota para as russas do Dínamo Krasnodar por 3 sets a 1. Resultado “normal”, levando em consideração o retrospecto entre equipes brasiliras diante das europeias na curta história da competição. Reiniciado em 2010,  após 16 anos de paralisação, o Mundial chega à sexta edição com domínio do Velho Continente. Como a decisão entre Krasnodar e as turcas do Eczacibasi, a Europa conquistará o quinto título (dois de times da Turquia, um da Rússia e outro do Azerbaijão), contra apenas um do Brasil (Osasco, em 2012). Nosso país soma ainda três vices. Um pequeno abismo, convenhamos.

Sempre fui a favor da volta do Mundial de Clubes. E um dos motivos era poder comparar o nível dos nossos principais times em duelos com as potências do outro lado do Atlântico. Antes, tal comparação ficava restrita ao confronto entre seleções. E o fato de o Brasil ser o atual bicampeão olímpico entre as mulheres reforçou um rótulo – errado e exagerado, na minha opinião – de a Superliga ser a principal competição do planeta.

Apesar de achar que o formato do Mundial ainda não é ideal (apenas seis participantes, sendo dois deles convidados), o placar Europa x Brasil dá um recado claro. Existe um degrau separando os principais times de lá e os daqui. Motivo para alarmismo? Não. Mas serve para diminuir o pachequismo.

Fofão
A levantadora faz hoje, contra o Volero Zurich (SUI), o último jogo oficial da carreira. 45 anos de vida, quase 30 de carreira. Por tudo que fez e que representa merecia mais uma medalha dourada no pescoço. Independentemente do resultado da partida, Fofão deve ser lembrada sempre como uma das maiores do país em todos os tempos.



  • Rafael

    Não entendo como essa levantadora turca não é titular na sua seleção, é superior a Naz e deu uma pequena aula de vôlei a esforçada Fabíola no jogo de hoje. A propósito, a liga russa caiu como uma luva a levantadora brasileira, pois consegue valorizar o que ela tem de melhor: precisão nas pontas.

  • Renata Machado

    A Fabíola está reinando soberana pelas quadras da Russia, afinal, por lá, para ser considerada uma boa levantadora basta empinar BOLÕES NA PONTA E NA SAÍDA e isso ela faz genialmente, tanto é assim que é eleita melhor levantadora empinando bolões. Ocorre que, para ser uma levantadora de Seleção Brasileira tem que fazer muito diferente do que isso, pois não sei se vocês sabem, mas o Brasil não funciona com esse tipo de jogo. No Brasil, velocidade, agilidade no ataque, finta feita pela levantadora é o que levou o time a ter os títulos em nível mundial, mesmo porque nunca tivemos e nem vamos ter uma KOSHELEEVA, GAMOVA, SOKOLOVA, MIREIA, CALDERON etc. Então, fico meio preocupado com a Fabíola jogando na Russia (para o futuro da seleção), ela está parecendo uma autêntica russa. E nós que sempre criticamos as Startsevas, Gratchevas, Sheshininas da vida por aqueles bolões. Não vi nada de excepcional nos levantamentos da Fabíola nesse torneio e mesmo com o passe na mão. Se ser boa levantadora é empinar bolões na entrada e na saída, isso a Fofão, Fernanda Venturini, Dani Lins fariam com muito mais qualidade técnica do que a Fabíola, que é uma boa levantadora para os novos que assistem volei faz poucos tempo, mas para quem acostumou com a qualidade das outras, empinar bolão não é das coisas mais difíceis na arte do levantamento. Agora, repararam, na final, quando o passe não entrou no Krasnodar e ela teve que levantar de manchete, simplesmente não existe manchete para levantadoras como Fabíola e Carol Albuquerque.

    • Billy

      Renata concordo em partes com você.Não desmereça a Fabíola(prá mim ela é ótima).Ela variou o jogo sim,mas do outro lado estava um time melhor e mais afinadora.Que central aquela Poljak(!?)além de alta ,reinou soberana no meio de rede.Um abraço.

    • Rafael

      Parabéns pela análise imparcial. Sou duramente criticado pelos fãs da Fabíola pq tenho uma opinião muito próxima da sua quanto ao seu voleibol frente as características do jogo brasileiro. E vou dizer mais uma vez: gosto muito da Fabíola, educada, externamente esforçada, com espírito guerreiro dentro de quadra que me agrada muito e que nos últimos 5 anos evoluiu bastante o seu jogo. Mesmo assim a considero mediana quando comparada a uma Fofão, Lo Bianco, Takeshita, etc…mas no Brasil, a Fabíola hoje é indiscutivelmente a segunda melhor levantadora, apenas atrás da talentosissima Dani Lins, que precisa e muito evoluir sua visão/distribuição de jogo para se tornar uma levantadora ao nivel das tops cítadas

      • Billy

        Rafael entenda uma coisa…todos temos preferências particulares(gostamos ou torcemos mais por determinados jogadores(as),técnicos,etc…),embora tenhamos opiniões diferentes,todos temos algo em comum:gostamos de vôlei e no fundo torcemos para que o Brasil se saia bem em todas as competições internacionais.Eu ás vezes escrevo coisas inadequadas aqui e já tive muitos comentários vetados(fazer o quê…mas é da minha personalidade,não consigo mudar) Mesmo que discordemos às vezes,não leve totalmente pro lado pessoal,ok!! Eu não desgosto de ninguém aqui no blog.Um abraço.

        • Aline

          O grande DEGRAU q separa os times BRASILEIROS dos EUROPEUS eh o RIDICULO RANKING,q impede os times brasileiros de formarem ELENCOS MAIS FORTES!
          Concordo com vcs. Inclusive acho que Fabiola nao DEVERIA JOGAR NUNCA MAIS NA SELECAO BRASILEIRA!
          Fabiola deveria ficar P/SEMPRE NA RUSSIA, onde eh VALORIZADA,QUERIDA,DEUSA,XODO DOS RUSSOS q admiram tanto a Fabiola q a elegeram MVP DA COPA DA RUSSIA.
          FABIOLA deve ficar ONDE REALMENTE EH VALORIZADA e nao onde eh ESCURRACADA E CORTADA NO AEROPORTO.
          Ela nao deve ficar onde ela eh ESCULACHADA E REBAIXADA PELO TECNICO COMO FOI NO MUNDIAL 2014.
          Fabiola,CHEGA DE SER HUMILHADA!
          No VOLEI MUNDIAL vc foi eleita a MELHOR DO MUNDO,NA OL VOLTE PARA O TERCEIRO MUNDO,SEJA EUROPEIA,SEJA RUSSA!
          FABIOLA NATURALIZADA RUSSA LEVANTANDO PARA GIGANTES COMO GAMOVA,KOSHELEVA,PODSKALNAYA,SOKOLOVA,MOROSOVA,MALYKETC…. A RUSSIA JA TERIA SIDO CAMPEA OLIMPICA E MUNDIAL HA MUITO TEMPO!
          Em 2012,se Fabiola fosse a levantadora da RUSSIA,quem seria CAMPEA OLIMPICA? As GIGANTES RUSSAS CLARO!
          O ponto fraco da RUSSIA sempre foram as levantadoras,Fabiola supriria essa deficiencia.
          O KRASNODAR ha muito tempo NAO GANHAVA NADA, ja na sua PRIMEIRA TEMPORADA, FABIOLA foi MVP,CAMPEA DA COPA DA RUSSIA E DA COPA DA EUROPA E PRATA NO MUNDIAL.O que Krasnodar havia conquistado ANTES DE FABIOLA?
          As russas do Krasnodar ADORAM A SIMPATIA DA FABIOLA!
          Portanto, Fabiola FIQUE NA RUSSIA,SE TORNE RUSSA,E GANHE TUDO COM AS GIGANTES RUSSAS!
          Fique onde GOSTEM DE VC,NAO VOLTE P/onde vc eh MARGINALIZADA!
          E

    • Logan Tom

      É justamente isso que torna o casamento Dani – Fabíola perfeito, na minha opinião. Dani é mais precisa com as bolas rápidas de meio, enquanto Fabíola é muito precisa nas pontas. Gosto da Dani Lins, mas a inteligência tática da Fabíola me agrada mais. Pra mim, as duas estão no mesmo patamar.

      • Paulo

        Concordo. Só que a fase da Fabíola é melhor. O problema é que nos acostumamos durante muito tempo com Venturini e Fofão, então se contentar com Dani e Fabíola é muito sacrifício. Fazer o que né? É o que temos. Vejo um potencial na Naiane para ser a futura Fofão, mas precisa ser muito bem trabalhada quem sabe no ciclio 2024 teremos enfim a herdeira da Fofão na seleção.

    • Natália

      Concordo também em partes.
      Acho que a fabiola está melhorando até suas bolas na ponta, consertando o passe (quando está ruim – garay e Sokolova estão arrasando no passe) e colocando quase sempre bolas muito boas na ponta.
      Mas por outro lado uma dessas pontas é a Garay! E se ela está se dando bem com esse jogo 50% das do problema das pontas está resolvido. E vimos nas finais da superliga que Dani Lins não está se acertando com a thaisa e isso não está ganhando jogo. Fabi também não resolveu jogo com a Carol (gente loooonge de mim questionar as centrais – melhores do mundo- só que onde estão não estão se dando melhor com suas levantadoras do que poderia ser com a Fabiola)

      Sempre fui mais fã da Dani por causa da distribuição, e vimos hoje que a Fabiola, sem sua principal atacante (Kosheleva estava muito bem marcada e errando) tentou sambar pra colocar as outras no jogo, e isso a está evoluindo muito também!

    • Paulo

      O problema é que quando o passe não entrou no Krasnodar ou ia pra arquibancada ou era ace. Time com um passe horroroso!!!!

    • Edu

      Uma critica bem ponderada, reconheço.No entanto, aconselho que assista a final do Mundial de clubes 2012.Fabíola talvez tenha feito sua partida mais próxima da perfeição e considero a mais perfeita partida do Osasco na sua história.A razão e que foi contra o campeão europeu com nove jogadoras de nacionalidades diferentes no time e na elite de seus países de origem.Ela distribuiu bolas com tamanha perfeição e alternância na maior ou menor distância que Sheilla.Thaisa,Adenizia e Jaque tiveram uma pontuação absolutamente próxima na média.Um jogo de três sets com pouco mais de uma hora em que a pontuação máxima do adversário, o campeão europeu, foi dezoito pontos.O que estamos celebrando é a boa fase que vive felizmente a Fabíola, ela foi a unica jogadora mencionada duas vezes por inciativa pessoal do ZRG numa entrevista de 50 minutos ao Band Sports nessa semana.E veja que ela é reserva há dois anos.Demonstrou tamanho domínio técnico da posição que assisti a 75% das partidas do Krasnodar na temporada e a Calderon se jogou 4 sets inteiros foi muito.Foi ela entrar e a Fabíola já acertar no ato as bolas de fundo de oposta desequilibrando,naquele momento, a partida em do favor do Krasnodar.Quanto as levantadoras cada uma teve sua fase e época. Já repeti que a mais talentosa e técnica levantadora do voleibol brasileiro foi a Jaque e sua entrada como primeira jogadora no Hall da Fama do voleibol mundial da consistência a essa minha opinião.

  • Léo

    Mais uma vez digo que as comparações entre Superligas são desnecessárias e descabidas. É óbvio que um time repleto de estrangeiras será superior a um time formado nacionalmente.
    Mas, já que o jornalista desse blog (que sou fã) está sempre enaltecendo o formato que vem da europa, vou refrescar a memória de todos:
    Lembra do que aconteceu com a ITÁLIA, ex grande potência mundial?
    Recheava sua Superliga de jogadoras de renome mundial e viu o seu PIB desaparecer.
    Conclusão
    Prefiro ser uma potência olímpica mundial e prolongar isso por gerações, do que inúmeros títulos mundiais de clube.
    VIVA O BRASIL
    VIVA A FOFÃO!!!

    • Patrick

      Eu sou um polonês, mas às vezes eu leio este fórum (Desculpe pelos erros,
      mas eu não falo bem Português).
      Eu acho que os brasileiros muitas vezes exagerem com critica de seu
      voleibol.
      Claro, a seleção é muito mais importante do que jogar em um clube. Todo
      mundo sabe disso.
      Voleibol brasileiro nao e ideal, claro, mas tem duas seleçoes maravilhosas
      (no masculino e feminino), bons clubes na Superliga e o fenomenal voleibol
      da praia, as coisas que (tudo em conjunto) não tem nem a Rússia, nem na
      Polónia, nem a Itália. E você tem que apreciar isso. E o melhor voleibol
      do mundo.

      Melhores clubes na Europa tem muito mais estrangeiras do que clubes no Brasil.
      Isso e toda razão que os clubes europeis são considerados mais fortes do que clubes
      brasileiros.
      Mas, e uma coisa importante: Clubes europeis são muitas vezes auxiliados pelos jogadores
      brasileiros. E os brasileiros tem sucessos em clubes europeis tambem.

      • Daniel Bortoletto

        audiência internacional. O português está ótimo, Patrick

    • Edu

      Os times da Itália não pereceram exclusivamente pelo encolhimento do PIB mas alguns clubes e dirigentes eram atrelados a atividades combatidas pela chamada Operação Mãos Limpas e sofreram a consequência de seus atos e tendo bens e recursos bloqueados.

  • Bernardo

    Deveria ser Europa 6, resto do mundo 1. Só o Osasco para representar bem o Brasil.

  • Marcelo

    As três únicas equipes brasileiras que conseguiram ganhar o Mundial eram compostas pela base da seleção nacional, essa foi a solução para enfrentar em iguais condições as seleções estrangeiras montadas pelas equipes européias.

    Mas como estamos em terra de PT e Dilma, depois de muito choro e ranger de dentes por parte do senhores Bernado e Bollmann, a CBV ágil rápido na remodelagem do ranking, transformando em sonho qualquer tentativa de levar nosso voleibol a outro nível.

  • Paulo

    Minhas impressões sobre a final:

    1º Sokolova parecia se arrastar em quadra, como o passe não tava saindo de jeito nenhum, não entendi a demora em apostar na Caldeiron. Eu teria colocado logo no início do segundo set.

    2º Se o Krasnodar quiser voar mais alto na próxima temporada tem que ter alguém que arrume o passe da equipe pra poder tentar usar o jogo com as centrais (não é bem a onda dos times russos, mas se quiser algo mais vai ter usar as centrais sim). Todos pensávamos que a Sokolova faria isso, mas a queda de rendimento dela foi nítida durante a temporada, sinal de que está mesmo em fim de carreira.

    3º Garay só atestou que está mesmo numa péssima fase até no ataque.

    4º Fabíola conseguiu ser a melhor levantadora mesmo com aquele passe quase inexistente do Krasnodar. Fará falta na temporada da seleção.

    Por fim, mais uma vez, enquanto não mudarem a estrutura interna do nosso voleibol, enquanto não reverem essa falácia do ranking continuaremos passando vergonha nos mundiais. Como a Laura lembrou, desde 2010 sem um time brasileiro no pódio. Nosso melhor time passou vexame.

  • Carlos

    Não dá pra comparar os clubes brasileiros com os estrangeiros. Aqui temos limites para compor as equipes que são bem menores para as equipes estrangeiras. O Rexona é uma equipe genuinamente “nacional”, só tem jogadoras de um único país, no caso o Brasil e creio que o Mirador também. Aqui agora só podemos ter duas jogadoras nível “7” por equipe. Na Europa eles podem ter quantas jogadoras quiserem do mais alto nível de seu país, desde que paguem por isso. E além disso podem ter as melhores estrangeiras, pois eles tem orçamentos muito superiores ao das equipes brasileiras. O Rexona deve gastar muito de seu orçamento pra pagar Bernardinho. Sobra pouco pra contratar jogadoras para vencer uma competição do nível do Mundial de Clubes. Osasco foi o único que ganhou porque tinha na época uma equipe de nível internacional, com um excelente orçamento, época em que ainda podia ter 3 jogadoras nível “7” na equipe, além de estrangeiras. Óbvio que houve uma vez em que Osasco chegou a ganhar um bronze no Mundial de Clubes, jogando com a equipe reserva e uma levantadora emprestada, mas isso é algo praticamente impensável em um campeonato onde geralmente algumas das maiores jogadoras mundiais estão em quadra. O ranking brasileiro prejudica as equipes e as jogadoras, que se veem obrigadas a jogar no exterior. O Krasnodar, que venceu o Rexona, contava com as brasileira Garay (nível “7”) e Fabíola (nível “6”), que certamente deixaram o Brasil porque não teriam espaço em equipes que podiam pagar seus salários por causa do ranking. Se o Brasil tem menos títulos no Mundial de Clubes a maior culpada é a CBV.

  • Edu

    O Bernardo na entrevista ao Band Sports de 35 minutos sem cortes afirmou que não existe termos de comparação da Superliga com os campeonatos europeus (Turquia,Russia ,Polonia,Itália) pela seguinte razão que aqui é impraticavel você contar com a receita do chamado direito de arena.Excetuando Maringá e Minas não se paga um real para assistir uma partida de volei na transição do campeonato.Em Zurique foram uns 300 torcedores turcos torcer gastando,além da passagem, ingressos na faixa de 60 ( o mais barato) a 180 reais convertidos(o mais caro) para assistir ao Mundial.Aqui apenas a final tem uma demanda financeira garantida.

  • perikito

    Sobre a Fofão, Daniel, ela deve ser lembrada como uma das melhores do mundo e não apenas do Brasil.

MaisRecentes

O novo conceito da FIVB para 2018



Continue Lendo

Apenas Lebes/Canoas faz o dever de casa na rodada



Continue Lendo

Um líder por pontos ganhos. Outro por pontos perdidos



Continue Lendo