Coluna: Na Seleção, vida “recomeça” depois dos 30



Pessoal, bom dia. A coluna Saque transferida de domingo para segunda-feira e está na edição de hoje do LANCE!. Leiam, comentem e tenham uma boa semana.

Quais são as principais novidades da Seleção Brasileira masculina na Liga Mundial, a competição mais relevante neste importante ano pré-olímpico?

Não espere ler nas linhas abaixo nomes de jovens revelações ou talentos precoces. Quem tem aproveitado o início de 2015 para conseguir espaço na equipe nacional, após quatro vitórias em quatro jogos, são trintões, em uma renovação “às avessas”.

Escadinha, aos 39 anos, decidiu voltar à Seleção após três anos de aposentadoria. Já mostrou em quatro jogos na Liga que dificilmente deixará de ser o líbero titular na Rio-2016. Tem bola e disposição de sobra para superar qualquer limitação física que um sério problema nas costas o colocou em xeque em 2010.

Riad e Evandro, ambos com 33 anos, quase podem ser chamados de estreantes. Jogadores com carreiras consolidadas (aqui e no exterior), mas com poucas chances com Bernardinho e que apenas agora podem dizer que estão na briga por vagas na Olimpíada, quando pouca gente acreditava (arrisco a dizer que até eles). O central vem de ótimas performances na Superliga, mostra uma eficiência no bloqueio maior do que os concorrentes pela vaga e vem sendo uma agradável surpresa. Já o oposto de 2,07m, com altura e estilo parecido com Leandro Vissotto (32 anos e 2,12m), vem aproveitando as chances recebidas. É bom ficar de olhos nos dois.

Por fim William, que fará 36 anos no próximo mês, foi convencido por Bernardinho a também voltar à Seleção, após receber poucas chances nas temporadas anteriores. Disputa com Rapha, também prestes a fazer 36 anos, um lugar ao lado de Bruninho no levantamento.

Como se vê, experiência não deverá faltar ao Brasil na busca pelo título olímpico em 2016.



  • Marcio T.

    Caso do Evandro e do Riad até entendo só agora conseguirem estar na seleção. A geração anterior com Canha, Anderson, Rodrigao, Gustavo, André Helller, ficava difícil. Agora levantador vamos entrar na eterna discussão. Bruno foi alçado prematuramente a titular da seleção? Rapha e Wiliam já estavam jogando muito antes dos 30. Jogadores com seus 33/36 anos vão ter apenas um ciclo olímpico com a seleção! Mas também não vejo jovens para renovar…

  • Ari

    Voleibol brasileiro chegou a uma mediocridade tão grande que jogadores já em fim de carreira são considerados renovação, esses aí (se conseguirem) disputam as Olimpiadas e nada mais, enquanto isso as outras seleções possuem jogadores para vários ciclos, parabéns ao Bernardo e a todos envolvidos.

  • alberto

    Olha fazendo uma análise imparcial dessa situação vivida pela seleção no que toca a renovação, eu acho que o Bernardinho no seu amor de pai, inconscientemente utilizou a seleção para desenvolver a carreira do filho, é só fazer uma retrospectiva do material que existe na internet para perceber como sempre foi a relação dele com o filho na seleção.Ele chora, vocifera, insiste, defende o filho e sobretudo nunca questiona a capacidade e a titularidade dele, chegou inclusive a dizer inúmeras vezes que iria largar a seleção porque isto estaria prejudicando seu relacionamento com o filho.É compreensível porque é algo cultural no Brasil.Quem de nós não faria o mesmo?Não sou louco de questionar a capacidade e o talento de ambos,mas o que a gente observa hoje tão bem colocado pelo texto do nosso amigo Daniel seria reflexo desta situação. A titulo de comparação vejam o caso dos EUA, o vôlei lá é um esporte praticamente obscuro, e mesmo assim se mantém no topo. Os maiores jogadores da modalidade, são americanos. Quanta vezes eles montam desmontam e remontam o time novamente,trocam peças lapidam outras.Mas aqui é outra é história.

    • Marcelo

      Bota obscuro nisso, os ingressos para os jogos da Liga Mundial em Detroit tiveram um saída tão baixa que estavam fazendo uma promoção compre um e ganhe outro, mesmo assim dava para ver vários assentos vazios.

      • Edu

        Detroit e uma das cidades que mais sofrem em anos corridos com a crise econômica mundial.Nos anos 90, e eu assisti uma partida lá, colocavam quase 40 mil pessoas na maior arena dos EUA para assistir ao Detroit Pistols.Hoje não conseguem colocar nem a metade disso.Fora o fato do Detroit Tigers também não rechear constantemente o estadio mesmo com uma das maiores folhas da MLB.Talvez a iniciativa esportiva profissional atualmente mais bem sucedida seja o Detroit Red Wings. O voleibol estadunidense só tem repercussão dentro da costa oeste e Havaí.Esporte ditos nacionais de caráter profissional dentro do território estadunidense são NFL,NBA,NHL e parcialmente a MLS.

    • Mario

      Como se o levantador fosse o problema do Brasil…e os ponteiros , a culpa de quem é da falta de renovacao?

      • alberto

        Só pra esclarecer melhor a minha opinião, eu não quis dizer que o problema do Brasil é e nunca foi o levantador, mas o que se criou em torno dele. Jogador que precisa se adequar ao seu estilo de jogo e não o contrário, nunca foi utilizada em partidas oficiais outras combinações com outros jogadores. Quem assistiu a primeira partida contra a Sérvia o Tande explicou como funciona o sistema tático do Bernardinho e a importância que o Serginho teve desde de sempre nele. Por isso segundo ele, o Bernardo implorava pela sua volta, enfim resumindo a questão a seleção brasileira é e sempre foi o Bruninho e os outros reunidos em torno dele e que ofereçam condições para ele jogar.

        • Mario

          Nao concordo. Bruno é um dos levantadores que mais se adapta ao estilo de jogos dos outros jogadores, é suficiente ver no Modena com uma equipe “contraria” ao estilo de jogo dele. (Centrais e opostos fracos, ponteiros fortes) Ele se adaptaou completamente ao jogo da equipe e muduo totalmente o seu estilo. O resto é lenda urbana.

          • albertho

            Foi o que eu disse no meu comentário. o Bruno se adapta tanto aos jogadores que o pai dele teve que trazer o Serginho de volta. Por isso se justifica o sistema tático do Bernardo que o Tande explicou, passe A o tempo inteiro. No Modena tem o Rossini o Petric e o Ngapeth na seleção só tinha o Murilo.

          • Mario

            O passe de Modena è tudo menos que bomba. Voce realmente disse o contrario kkkkk

          • Juliano

            Albertho, ñ viaja. O passe do Modena era sofrível até. Por isto q o jogo era tão focado nas pontas (com o plus da péssima fase do Vettori), já q os centrais, por serem fracos, ñ conseguiam virar nas jogadas forçadas de meio. Deixa de ser ridículo, qqr seleção preza por bom passe e defesa, e só com Serginho a seleção conseguiu isso, ñ tem relação alguma com Bruno. Olha o desempenho lixo do Willian p depois falar algo do Bruno…

  • Juliano

    Não acho mediocridade, ao contrário do que alguns dizem.

    Jogadores jovens são importantes, mas é muito diferente quando se disputa uma olimpíada em casa. A pressão é maior e geralmente os jovens a sentem. É o que aconteceu com o Brasil no futebol, quando os jovens se emocionaram exageradamente e não aguentaram a responsabilidade. Não havia nenhum jogador experiente para segurar a barra, Robinho, Cacá e/ou Ronaldinho estavam de fora. No final, deu no que deu, aquele 7 a 1 que praticamente acabou com a vontade do público de acompanhar a seleção de futebol.

    Experiência está para ser usada. Falam como se o ciclo olímpico estivesse no começo. Mas não. Está quase no fim. Próximo ano é o ano. Pouco importa para o próximo ano a renovação. No próximo ano tem que estar os melhores, independentemente da idade.

    Quando acabar as olimpíadas a gente começa a bater cabeça sobre renovação. Agora, o Brasil tem a obrigação de trazer um time forte e competitivo aos jogos olímpicos.

    Eu acredito muito na seleção masculina. Para mim, é favorita ao ouro olímpico. Já a feminina eu sinto que será um fiasco. Estou nenhum pouco confiante. As jogadoras experientes e mais velhas estão quase todas acabadas fisicamente, enquanto que na seleção masculina os mais velhos estão esbanjando vigor físico, como acontece com o Riad, Rapha, Serginho e Evandro.

    Por fim, lógico que concordo com o que disseram sobre Riad e Raphael. Eles se destacaram no cenário internacional há muito tempo, ganharam diversos títulos pelo Trentino, inclusive mundiais (a título de exemplo, já se esperava convocação do Rapha para Liga Mundial de 2009). Eram para estar fazendo parte da seleção muito tempo antes. Porém, talvez até a falta de convocação à seleção fez com que chegassem a este momento com um físico muito invejável aos demais experientes. É a oportunidade deles, é o fim de carreira deles. Estão todos fortes e confiantes. Desejo sucesso a eles. É um abismo de diferença em vigor físico, se comparar ao coitado do Dante que se matou durante muitos anos na seleção.

    • Marcelo

      Devíamos ter começado a bater cabeça sobre renovação anos atrás, mas na primeira liga mundial após as Olimpíadas até o Dante estava na lista, agora o ciclo já foi jogado fora e é tarde demais para pensar em renovação. Sheilla, Fabiana e outras podem estar acabadas fisicamente, mas compare o poder de decisão que elas tem em comparação com Evandro e Riad.

      • Juliano

        Marcelo, elas só serão decisivas se chegarem inteiras. Sheilla não demonstrou nada no ano passado e também na temporada de clubes. Se o descanso de agora não resolver, ela vai passar vexame.

        Já Riad e Evandro, pelo menos por enquanto, não deram nem sinais de que estão sem vigor físico.

    • Mário

      Só que eu acho que o Rapha não estará na seleção olímpica, o Riad pode até ser, mas ainda é uma dúvida, ele vai ter que jogar muuuiito mais do que está jogando para convencer o Bernardo, pois sabemos que Lucão e Sidão são preferências do Treinador e ainda tem o Isac. é difícil pro Riad. Levantador temo Bruninho e mais um, e pelo jeito será o William. Só acho.

      • Juliano

        Vc está de brincadeira comigo? Willian tem a mesma idade do Rapha e ainda está travado e jogando nada pela seleção! Quer falar em vencedor? Rapha ganhou várias Champions League, Mundiais e Campeonatos Italianos. Pelo amor, há uma abismo entre Willian e Rapha muito grande, e na seleção isto é visível.

        Eu acho que Éder sai, Mário. Não acho que Éder continua. Nunca rendeu, no mundial, quando mais precisamos, meteu a bola na rede de tão nervoso. Não faz diferença no bloqueio igual ao Riad. Sidão está em risco também.

        Por ser em casa as olimpíadas, a pressão é maior. Bernado não pode guardar tanto cadeira cativa. Foi o que o matou em Londres, quando resolveu levar um Ricardinho com quase uma tonelada e um Giba machucado e em fim de carreira. São estas escolhas que tiraram o nosso ouro (além da presunção de achar que estava tudo acabado e colocar o Giba em quadra, né ¬¬’). Ele está muito traumatizado, o mundial serviu como mais lição (o que serviu Gordorício e Éder?).

  • Guga

    A responsabilidade que é dada aos jovens nas demais Seleções é diferente daqui do Brasil, é por isso que não temos mais um grande nome, um grande ídolo, nessa geração mais nova. Eua tem o Anderson, Sérvia tem o Ata, Italia o Zaytsev, Polonia o Kurek e outros,… São jogadores jovens que receberam oportunidade, o time anterior de Cuba mesmo, os jogadores todos jovens, Leon, Leal, dentre outros, aqui, esperam o cara ficar capenga, e velho p dar oportunidades.

    • Juliano

      Ué, e a gente não tem Lucarelli? Se toca. Está próximo de ser o melhor ponteiro do mundo. Fala de um que está melhor e mais regular que ele? Deixou de ser jovem agora? Me poupe.

      Também acho que o povo dramatiza demais.

      O próprio Isac é outro jovem que veio para se destacar no cenário mundial.

      Olha p o nosso time também, e para de babar ovo pelo de fora que nem está tudo aí que está falando. Ainda alguém me cita Kurek e quer falar de bom jogador. Só vive em banco, sempre irregular e ainda cheio de estrelismo… Polônia venceu mundial porque Kurek não estava lá. Vamos ver agora com ele. Estou adorando na posição, já que leva tocos monstros e sempre erra nas horas decisivas.

  • marcian

    Pior situação é a da feminina, em que as trintonas não são nem sombra do que foram. Essa esta fadada a um destino nada bom. A masculina, apesar da “idade avançada”, esta voando e tem boas perspectivas. Mas isso tudo é pitaco. Vamos ver como as meninas se sairão nessas competições que virão.por outro lado, EUA tem jogadoras novas, altas e pelo menos no primeiro amistoso contra a China, a maior pontuadora nem foi uma das conhecidas que jogam no exterior. Vem da liga universitária, o que mostra o celeiro de potenciais jogadoras que eles possuem

    • Ari

      Contra a equipe reserva da China até a Ivna vai bem, pegou a equipe titular e não saiu dos quatro pontos.

  • Lívia

    Bacana esses jogadores que vencem depois dos 30, mas numa visão geral é um grave problema de renovação. Desde a base até o processo que Bernardinho, apesar de grande técnico, vem falhando ano após ano.

  • humberto

    William foi convencido a voltar?Menos ne Daniel.
    Ele foi atras do Bernardinho no hotel quando o rexona enfrentou o minas na semi da superliga e “pediu” uma chance,todos da seleção e do mundo do volei sabem disso.Unico que o Bernardinho “pediu” pra voltar foi o serginho!
    Se o william tivesse sido convencido a voltar,ele seria o levantador titular e nao teria rodizios,e se fosse assim,ele tb seria convocado ano passado e nao foi,ou vc acha que ele iria querer ficar de fora de um mundial e liga mundial como foi ano passado?E nessa disputa com o Rapha,no meu ver ele esta atras,ele jogou com murilo todos os jogos entregando o passe na mao dele e fez pior que o Rapha que jogou com lucas loh e ganharam de 3×0!Tanto é que o william vai jogar contra servia la na servia e o Rapha vai jogar contra Italia e australia na casa deles tb!

    • Billy

      humberto,resumindo…XÔ William Arjona(¨mago de araque¨).Jogador baixo e nulo no bloqueio. Já o Riad e Evandro sim…merecem a chance que estão tendo.Tomara que o Éder(central com cara de bobalhão)caia fora de vez também.Sorte para a nossa seleção…em todas as competições presentes e futuras.

  • Edu

    Nos EUA obrigatoriamente e de forma cada vez mais rígida se aliou o esporte a formação educacional para a proliferação dos atletas profissionais.Na Europa, os clubes são associações societárias com participação de capital privado e fortalecimento dos campeonatos locais como atração de mercado.No Brasil se despreza o trabalho da base porque os clubes, que realizavam essa tarefa abnegada, mesmo com os incentivos fiscais prefere privilegiar, com certa razão, o conforto e comodidade dos associados que contribuem para a saúde financeira da instituição.O reflexo se cada em campeonatos regionais frágeis, excetuando um pouco o Paulista ( com 3 ou quatro equipes mais competitivas) e uma Superliga cada vez menos atraente mesmo com a regulação do ranking dito técnico.Numa solução de quem esta dentro não esta muito satisfeito, salvo raras exceções e quem quer entrar (as novas gerações) não tem via de acesso para tanto.A CBV tem muito a se preocupar principalmente com a preservação da renda de 80 milhões de reais ano e a qualidade de serviço que presta em retorno ao voleibol brasileiro.

  • Seleção do panelão

    Daniel, sinceramente não entendi a sua colocação no fim deste post:

    “[William] Disputa com Rapha, também prestes a fazer 36 anos, um lugar ao lado de Bruninho no levantamento.”

    Ou isso quer dizer que, de fato, como acredito que a maioria dos entendedores de seleção brasileira de vôlei masculino já imaginavam, o filhinho do técnico possui lugar cativo na seleção e, principalmente, detém a titularidade absoluta na posição de levantador??

    Que o mesmo é um dos melhores levantadores do país e que vem se aperfeiçoando ainda mais com a atuação no exterior é inquestionável, mas daí a se sobrepor aos outros atuantes na posição e que também são detentores de significativa notoriedade e comprovado alto desempenho já é demais!!

    William, Raphael e o bruno devem disputar com justiça a posição de titularidade o a de reserva imediato, sem prévias regalias. Tanto Rapha quanto William também somam pontos por construírem parte da sua carreira no exterior, sem contar que William é o atual campeão da superliga nacional e já foi campeão mundial de clubes, assim como Rapha. Portanto, SEM BAJULAÇÕES, por favor.

    A seleção brasileira é mera vítima de politicagem dentro e fora das quadras.

    Exemplo disso é que já não basta a mídia também contribuir para enlevar alguns jogadores em detrimento de outros. Muitas possibilidades de escalação e convocação nem chegam a ocorrer.

    Não há problema algum explorar novas opções, inclusive com atletas mais velhos ou veteranos, porém desde que todos que estejam em condições físicas e técnicas possam ter chances e, assim, lutar por uma vaga na seleção.

  • Edu

    Não sei mas essa história que o Bruno só joga porque é filho do Bernardo não anda colando mais.Já faz algum tempo que ele é o melhor levantador brasileiro em atividade.

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