Coluna: Mundial é nova prova de fogo para o Cruzeiro



A partir desta segunda-feira, o Sada/Cruzeiro estará em quadra, na Polônia, para disputar o Campeonato Mundial masculino pela sétima vez, em busca do quarto título.

Com um excelente aproveitamento de 50% de conquistas na competição até aqui, o time comandado por Marcelo Mendez terá desta vez uma das tarefas mais árduas nesta década de participações na principal competição de clubes do planeta.

O primeiro motivo é bem conhecido do torcedor cruzeirense: a profunda remontagem no elenco com a saída de Leal, Simon e Uriarte. Três baixas em posições estratégicas e com dificílima reposição à altura.

Junte-se a isso o pouco tempo que o excelente treinador argentino teve para fazer o novo time jogar com Sander, Le Roux e Fernando Cachopa, o trio de substitutos, como titulares. Em uma conversa com Mendez, em outubro, ele admitiu que o melhor Sada/Cruzeiro seria visto a partir de dezembro. Ou seja: o início da Superliga foi utilizado para começar a atingir a excelência no Campeonato Mundial.

Para piorar, o capitão Filipe teve um problema muscular semanas atrás e só voltou a atuar na véspera do embarque para a Polônia. Apesar de o elenco contar com os jovens Rodriguinho e Leozinho, não se abre mão da categoria e da experiência de um jogador como Filipe em um Mundial.

Trio Evandro, Filipe e Isac segue no Cruzeiro (FIVB Divulgação)

Agora nem tudo são notícias ruins. O Asseco Resovia, time da casa e adversário da estreia dos mineiros, vive péssimo momento no Campeonato Polonês, com uma vitória em nove rodadas. Um triunfo na abertura dará tranquilidade do Cruzeiro, que na sequência enfrentará o tradicional Trentino, da Itália, e o Khatam Ardakan, do Irã. Também reformulado, o time italiano está em quarto no torneio local e não é o bicho-papão de anos anteriores. Dá para o time brasileiro sair na liderança da chave, apesar de todo o explicado acima.

Daí em diante será pedreira atrás de pedreira. Nas semifinais poderá cruzar com Zenit Kazan (RUS), atual campeão mundial, com Ngapeth, Matt Anderson e Mikhaylov, com o Civitanova (ITA), com os velhos conhecidos Leal, Simon e Bruninho, com o Belchatow (POL), dos astros locais Wlazly, Kochanowski e Szalpuk, além do Fakel (RUS), de Kliuka e Volkov. Um verdadeiro grupo da morte, que mostra a força desta edição do Mundial e o enorme desafio do Cruzeiro de conquistar o mundo pela primeira vez fora de casa.

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