Coluna: A imprevisível Superliga feminina



Rio ou Osasco? Desde o início do século a pergunta sobre o favorito ao título da Superliga feminina foi feita se resumindo aos dois vitoriosos e competentes projetos. E a chance de errar era mínima. Mas só até o início da atual temporada.

Depois de a dupla dividir os últimos 15 títulos (10 cariocas e cinco paulistas, com diferentes marcas/patrocinadores em cada projeto), a pergunta passou a ficar incompleta sem a inclusão de Dentil/Praia Clube, Camponesa/Minas e Hinode/Barueri.

A Superliga 2017/2018 apresenta um raríssimo equilíbrio de forças entre os favoritos ao título. Imprevisibilidade saudável há muito tempo não vista na principal competição feminina de vôlei de país. Após seis rodadas, as equipes de Uberlândia e do Rio seguem invictas, escoltadas de perto pelo time de Osasco (uma derrota). Minas e Barueri já perderam duas vezes, mas ainda tem muito a evoluir.

Explicações? Vamos a elas: o aumento do investimento da Dentil no Praia em busca do inédito título após o segundo lugar em 2015/2016 e o terceiro em 2016/2017, a manutenção quase total do time-base do Minas após quase chegar à final na temporada passada, a diminuição do orçamento da equipe de Bernardinho com a saída do Rexona, perdas importantes na espinha dorsal do Vôlei Nestlé e a estreia do Hinode/Barueri na elite com reforços de Seleção.

A partir da próxima rodada, já neste meio de semana, a quantidade de confrontos diretos entre os cinco vai aumentar na Superliga: Minas x Praia (sétima rodada), Vôlei Nestlé x Minas (oitava), Praia x Vôlei Nestlé e Minas x Sesc (nona), Minas x Barueri e Sesc x Praia (décima), Praia x Barueri e Vôlei Nestlé x Sesc (décima primeira). O fim do turno será um bom termômetro, mas provavelmente ainda inconclusivo para responder sobre favoritismo ao título.

Alguns ingredientes deixam a corrida pelo caneco mais imprevisível: as duas baixas por lesão do Sesc (Gabi e Gabi Guimarães), a expectativa pela utilização dos reforços no Minas (Hooker), no Barueri (Thaísa, Skowronska e Naiane) e no próprio Sesc (Peña), o diferente formato das finais (agora em dois jogos, com golden set em caso de igualdade) e playoffs mais longos nas semifinais (melhor de cinco jogos).

O fã do vôlei, aquele que gosta do bom espetáculo, independentemente da torcida por A ou B, é quem ganha com tudo isso.



  • AfonsoRJ

    A análise é ótima. Mas, como não poderia deixar de ser,baseia-se em dados do momento. Concoro que as maiores chances são dois cinco times citados, sendo que colocaria SESC Rio, Osasco e Praia um pouco à frente. Mas a quantidade de variáveis ainda é muito grande. São muitas jogadoras em recuperação de contusões, apostas em estrangeiras (algumas claramente fora da melhor forma física), etc… E tem outra coisa: há ANOS que mais ou menos nessa fase da competição, ouço a ladainha que “essa Superliga é a mais equilibrada”, e no frigir dos ovos acabam dando os mesmos. A única variação foi a presença do SESI (13/14) e do Praia (15/16) em finais.
    Como eu disse antes, a quantidade de variáveis ainda é muito grande, mas se eu fosse cravar um time na final esse seria o Praia. E acho que se Jucieli e as Gabis voltarem a tempo e se (quanto “se”, né?) a dominicana der liga, o Bernardinho põe o Rio novamente na final.

    • kleber

      Bem por aí….Ainda há que se falar que o Praia irá pegar os times mais fortes, Juciele ainda não voltou de contusão…

MaisRecentes

A velocidade do Sesc, com Thiaguinho, impressiona



Continue Lendo

O novo conceito da FIVB para 2018



Continue Lendo

Apenas Lebes/Canoas faz o dever de casa na rodada



Continue Lendo