Coluna: Final apenas com passado e presente?



Hoje um pouco mais cedo no ar, já que neste domingo a final da Superliga masculina acontece às 10h.

Um aspecto me preocupa na final da Superliga masculina, hoje, às 10h, em Belo Horizonte, entre Sada/Cruzeiro e Sesi. Estarão em quadra uma dezena de craques consagrados, com currículos vitoriosos e sem muito mais a provar. Isso é ótimo, dá peso para a decisão, atrai o público, etc. Mas gostaria de deixar uma reflexão no ar: já não era hora de termos, em um jogo entre os dois melhores times do país, jogadores mais novos despontando entre os titulares, apontando para uma futura geração de ouro?

Vejam a minha preocupação, posição por posição:

– Levantadores: William (35 anos) / Marcelinho (41); Opostos: Wallace (27) / Theo (31); Pontas: Filipe (35) e Leal (cubano de 26) / Murilo (33) e Lucarelli (23); Centrais: Eder (31) e Isac (24) / Riad (33) e Lucão (29); Líberos: Escadinha (39)/Serginho (36).

Reforço o que escrevi lá em cima: não faltam craques com passado glorioso, títulos importantes e alguns dos pilares da atual Seleção Brasileira para a Olimpíada de 2016. Mas, imaginando bem mais à frente, dos 14 atletas citados, apenas Lucarelli, Wallace, Isac e Lucão terão idade para pensar em outros ciclos olímpicos. É pouco, levando em consideração que o tema “renovação” é sempre delicado quando se trata da Seleção mais vencedora de todos os tempos.

Os “caras” do futuro ainda estão no banco de reservas, em busca de espaço no cenário nacional, após
passarem pela dura transição até chegarem ao profissionalismo. No Sesi, o levantador Thiaguinho (21),
o oposto Rafael (23) e o central Aracaju (22). No Sada, o levantador Fernando Cachopa (19) e o líbero
Kachel (23), além de uma meninada que acaba de vencer a Superliga B: o central Éder Levi (21), o ponta
Kadu (20), o oposto Alan Souza (21).

Atletas com passagens por Seleções de base e elogiados por gente que acompanha de perto novos talentos. Jogadores que precisam de mais minutos em quadra, partidas nervosas, confrontos decisivos… Apenas assim irão amadurecer e provar que são mesmo o futuro do esporte. Por sorte, hoje eles trabalham com Marcelo Mendez e Marcos Pacheco, treinadores que poderão ser decisivos para que eles deixem de ser promessas e logo se transformem em realidade.

 



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