Coluna: É bom nunca mais duvidar da Rússia



Coluna Saque publicada neste domingo, 17 de janeiro, no LANCE!. Como prometido na semana passada, o tema foi o cenário masculino para a Rio-2016, após os últimos pré-olímpicos. Os sete classificados até agora são: Brasil, EUA, Itália, Argentina, Cuba, Rússia e Egito. O Maracanãzinho receberá vários confrontos de tirar o fôlego, hein?

Polônia, Irã, França, Austrália, China, Venezuela, Japão e Canadá. Sairão destas oito seleções mais quatro classificadas para o torneio olímpico masculino de vôlei da Rio-2016.

Admito que esperava ver a Rússia neste grupo, como escrevi duas semanas atrás neste LANCE!. Mas a atual campeã olímpica, mesmo sem o gigantão Muserskiy, que pediu dispensa na véspera alegando problemas particulares e foi até chamado de traidor pelo presidente da federação russa, ganhou o Pré-Olímpico europeu. Durante a vitoriosa campanha, em Berlim (ALE), os russos deixaram para trás os poloneses, campeões do mundo em 2014, e os franceses, vencedores da Liga Mundial e do Europeu em 2015, além de alemães, sérvios, búlgaros.. Nada de moleza, que fique bem claro. Com o resultado os russos se livraram da competição mundial, marcada para o fim de maio, no Japão.

Mais uma vez a Rússia, que havia dado vexame na última Liga Mundial após a fazer a pior campanha entre 12 participantes, se salvou graças ao coelhos tirados da cartola pelo técnico Vladimir Alekno. Para quem tem memória curta, ele mudou a história da final olímpica em Londres-2012, diante do Brasil, ao colocar o central Muserskiy como oposto. E o 2 a 0 contra virou 3 a 2 a favor. Já na final do Pré-Olímpico, Alekno, após levar uma surra da emergente França no primeiro set (25-14), fez três trocas na equipe titular. Saíram os veteranos Tetyukhin e Volkov, além do novato Kliuka, para as entradas de Berezhko, Ashchev e Markin. E o trio, pouco utilizado nas últimas grandes competições, marcou 44 pontos, comandando a virada. Deste total 11 foram no bloqueio, fundamento decisivo para a reação e uma das marcas registradas de um dos times mais altos do planeta.

Berezhko brilhou na decisão do Pré-Olímpico Europeu (Divulgação)

Berezhko brilhou na decisão do Pré-Olímpico Europeu (Divulgação)

E assim a Rússia mostrou, mais uma vez, ter no banco de reservas quem pode fazer a diferença em situações delicadas. Uma preocupação para Brasil, Estados Unidos e Itália, outros pretendentes a um lugar no pódio no Rio-2016.

No Pré-Olímpico mundial do Japão, mais quatro vagas estarão em jogo. Uma ficará obrigatoriamente com o melhor asiático na classificação geral. O Irã, que se firmou no cenário mundial no atual ciclo olímpico, é o principal candidato, com os donos da casa, usando a força da torcida, também na briga. Acho até que ambos podem terminar classificados. França e Polônia irão abocanhar os dois primeiros lugares sem muito drama, engrossando a listas dos candidatos ao pódio citada acima.

Por fim, a 12ª vaga olímpica sairá de um torneio de “consolação” entre seleções mais fracas e com pior colocação nos pré-olímpicos continentais. Chile, México, Tunísia e Argélia serão os participantes. O vencedor fará figuração na Rio-2016, sendo um seríssimo candidato ao último lugar.



MaisRecentes

Quem fica com as últimas vagas na Superliga masculina?



Continue Lendo

Giovane encaminha manutenção do vôlei carioca na Superliga



Continue Lendo

Basta! Nada justifica ameaças de morte



Continue Lendo