Coluna: Discussão sobre ranking é bem mais complexa



Coluna Saque publicada neste domingo, 25 de outubro, no LANCE!

O ranking de atletas voltou a ser tema de discussão no Brasil após a mobilização das jogadoras da Seleção Brasileira, via redes sociais, na sexta-feira, para tentar ajudar a oposto Elisângela. A jogadora, que defende o Molico/Nestlé no Paulista, pleiteia a diminuição de sua pontuação. Ele é 1, numa escala que vai até 7, e gostaria de ser 0. Assim teria o emprego mantido para a disputa da Superliga, já que cada time tem uma pontuação máxima para todo o elenco (43 pontos). A CBV repassou a decisão para os clubes, que são os “reguladores” do ranking. Mas, sem unanimidade entre eles, a pontuação de Lili foi mantida e agora ela ameaça abandonar a carreira.

Lili emocionada após título e homenagem (João Pires/Fotojump)

Lili emocionada após título e homenagem (João Pires/Fotojump)

O gesto nobre de apoio a uma jogadora que por vários anos vestiu a Amarelinha merece ser aplaudido. Mas a discussão não pode ser restrita ao caso de uma única atleta.

O ranking, há tempos, está na berlinda. Criado para equilibrar os times do país, ele não consegue impedir a polaridade, há uma década, entre Rio de Janeiro (Rexona, Unilever, Ades…) e Osasco (Molico, Nestlé), por exemplo. Ele não impede que jogadoras fiquem desempregadas ou sejam obrigadas a sair para mercados menores mundo afora. E parte desta responsabilidade é dos clubes.

Não é de hoje que os clubes, que também gostam de reclamar do ranking quando julgam-se prejudicados, preferem olhar apenas para o próprio umbigo, sem conseguir enxergar soluções para o tema, sem conseguir vislumbrar o futuro do esporte ao discutir um tema tão importante.

Espero que o caso Elisângela sirva para que todo o processo, que inclui a necessidade ou não desta pontuação ainda existir, seja discutido por CBV, clubes, atletas, TV, patrocinadores. Se ficar apenas na questão pontual de a oposto valer 1 ou 0 a oportunidade de melhorar o vôlei será desperdiçada.

 



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