Coluna: A difícil tarefa de se reerguer



A decisão do Grand Prix, neste domingo, em Nanjing, na China, representa o primeiro objetivo concreto atingido tanto para o “novo” Brasil quanto para a “nova” Itália. O passo inicial da difícil reconstrução após a decepção olímpica de duas escolas tradicionais do vôlei feminino mundial.

Exatamente um ano atrás, no dia 6 de agosto, a Olimpíada do Rio começava para Brasil e Itália, no Maracanãzinho. Cada uma ciente do tamanho do seu sonho e dos objetivos possíveis. A Seleção Brasileira era uma das favoritas ao tricampeonato olímpico. Acabou eliminada precocemente nas quartas de final para surpresa geral. A Azzurra nem sequer passou da fase inicial, após vencer apenas um (Porto Rico) dos seus cinco jogos. Ambos ficaram aquém das expectativas, com aquele gostinho amargo na boca.

A renovação para o Brasil foi pesada. Das 12 inscritas na Rio-2016, apenas duas atletas estarão em quadra para a final do GP: Natália e Adenízia. José Roberto Guimarães ainda gostaria de contar com outras remanescentes, mas lesões afastaram Thaisa e Gabi, enquanto questões particulares deixaram fora Fernanda Garay e Dani Lins deste início de ciclo. Abrir mão de uma base, que contava ainda com as bicampeãs olímpicas Sheilla, Fabiana e Jaqueline, não é nada fácil. Mesmo com a reposição sendo feita com jogadoras não tão novas, mas com pouca rodagem em nível internacional. E nesta lista estão Roberta, Bia, Carol, Suelen, entre outras.

Para a Itália, do sexteto titular olímpico seguem a jovem fenômeno Egonu (apenas 18 anos), a central e nova capitã Chirichella (23) e a líbero De Gennaro (30). Elas foram as jogadoras mantidas pelo novo comandante Davide Mazzanti, que encara também uma difícil transição, com o fim da talentosa geração de Lo Bianco, Del Core, Centoni, Guiggi e Ortolani. As irmãs Caterina e Lucia Bosetti voltaram como protagonistas e jovens como a levantadora Malinov, 21 anos, além de Egonu, viraram peças-chave.

Hoje, independentemente do resultado da decisão, Zé e Davide deixarão a quadra convictos de que a difícil transição até Tóquio-2020, após os resultados decepcionantes na Rio-2016, começa a dar os primeiros frutos.



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