Coluna: “Descentralização” agrada e bate recordes



Pessoal, está no ar a Coluna Saque publicada neste domingo, 5 de fevereiro, no LANCE!.

Uma das novidades da Superliga na temporada 2016/2017 veio mesmo para ficar. A realização de partidas em cidades do Norte e do Nordeste do país, locais sem participantes na elite do vôlei nacional, mostrou-se um sucesso de público e crítica.

5.947 torcedores estiveram, na noite de sexta-feira, na Arena Amadeu Teixeira, em Manaus (AM), na partida entre Rexona-Sesc e São Cristovão/São Caetano. É o recorde da atual competição feminina. A capital do Amazonas já havia recebido o mesmo time do ABC, em novembro, contra o Dentil/Praia Clube, com público de 4.782 pessoas, e contra o Vôlei Nestlé (4.079), em janeiro. No masculino, Sesi e Brasil Kirin jogaram em dezembro, em Belém, para 7.500 torcedores, recorde da temporada de clubes. O time campineiro já havia “experimentado” de atuar em Fortaleza, na final da Supercopa contra o Sada/Cruzeiro para cinco mil pessoas.

Cinco mil pessoas viram jogo em Manaus  em 2016 (Divulgação CBV)

Cinco mil pessoas viram jogo em Manaus em 2016 (Divulgação CBV)

– Foi incrível a atmosfera do jogo. A torcida incentivou os dois times durante a partida. É muito bom jogar em um lugar que não recebe tantas partidas de voleibol para ajudar o esporte a crescer e quem sabe no futuro surgirem novos talentos – analisou a selecionável Gabi, do Rexona.

Já os patrocinadores têm aproveitado os jogos para ações de ativação. O sucesso entre os “atores” do esporte já faz a CBV pensar em aumentar a experiência bem sucedida na temporada 2017/2018. Perfeito.

Torço, porém, para que as empresas e o poder público dos estados do Norte e Nordeste vejam o resultado dos jogos como motivação para criar times para as próximas edições da Superliga. Um país como o Brasil não pode se dar ao luxo de não ter equipes nas duas regiões. Ver o nascimento de projetos nessas localidades seria o maior legado da descentralização das partidas da Superliga.



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