Coluna de domingo: Vôlei volta à TV aberta. Foi bom pra você?



Pessoal, boa tarde. Coluna Saque publicada neste domingo, 19/1, no LANCE!.

Por quase duas horas, Nestlé e Fiesp viram, ontem, o investimento milionário que fazem no vôlei ser transformado em exposição na Rede Globo. Apenas por esse motivo a ressuscitada Copa Brasil já valeu a pena para Molico/Osasco e Sesi.

A presença do esporte em TV aberta é um sonho de dez entre dez confederações. Para estar na emissora líder de audiência do país, então, “vale até vender a alma para o diabo”. Está entre aspas por ser uma frase que já ouvi de gente importante do vôlei nacional.

Até a temporada passada, os times tinham tal chance concreta apenas na final da Superliga. Um mísero joguinho, que, no feminino, é repetido por Osasco e Unilever há uma década. Vez ou outra, a CBV conseguia incluir no pacote mais uma partida ou outra, na rodada final dos turnos, e assim um terceiro time podia entrar neste seleto rol da TV aberta ao enfrentar um dos dois gigantes. Pouco, muito pouco, para um esporte com tamanho retorno de resultado com as Seleções e que nos últimos anos conseguiu ter em sua principal competição nacional quase todos os principais atletas. Era para ser um produtivo bem mais valorizado, não?

Tal escassez de exposição na TV aberta “contamina” a própria transmissão, obrigada a ser didática ao ponto de explicar o motivo de uma atleta, a líbero, vestir uniforme diferente das demais, por exemplo. Para o fã do vôlei, que convive com tal regra há mais de dez anos, chega a ser uma ofensa. Mas para o patrocinador basta colocar a TV no mute.



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