Coluna de domingo: Vôlei festeja Libertadores fora do SporTV



Pessoal, segue a coluna Saque publicada na edição do LANCE! deste domingo, 18 de março. No fim deste texto, um bônus especial para os leitores blog: a opinião de Renato D’Ávila, superintendente da Confederação Brasileira de Voleibol, sobre o tema.

 A entrada da Fox Sports no cenário brasileiro de televisão por assinatura, em fevereiro, ajudou, indiretamente, a Superliga a aumentar seu tempo de exposição no SporTV, agora concorrente no país do gigante das comunicações dirigido pelo bilionário Rupert Murdoch.

O importante ganho de espaço do vôlei na grade de programação se deve, principalmente, à mudança dos direitos de transmissão da Copa Libertadores do SporTV para a Fox. Sem a possibilidade de mostrar de seis a oito jogos do torneio sul-americano de futebol por semana, o SporTV, parceiro de longa data da CBV, deu à Superliga uma exposição nunca vista anteriormente. Incluindo até alguns jogos da segunda divisão, o canal chegou a mostrar, em um único dia, nove horas de vôlei ao vivo. No início dos playoffs da elite feminina, na última terça-feira, foram três jogos em sequência e quase 13 sets exibidos pelo canal.

Os patrocinadores estão rindo de orelha a orelha. O torcedor com acesso à TV fechada também. Jogadores comemoram, via Twitter, a presença constante na telinha.

O próximo passo da CBV, que ciente do produto rentável que tem nas mãos, é ganhar mais visibilidade na TV aberta. O acordo
com a Globo prevê alguns jogos pontuais da fase de classificação, além das finais masculina e feminina. Um trunfo que a CBV poderá explorar é o da audiência. No jogo entre BMG/Montes Claros e Cimed/SKY, por exemplo, a emissora carioca registrou no Ibope 5,5 pontos (no Rio, cada ponto equivale a cerca de 36 mil domicílios). Já  Sollys/Nestlé x Unilever rendeu quase 7 pontos na medição. Na comparação com o basquete,  um concorrente direto por espaço na mídia, o Jogo das Estrelas, realizado na semana passada, não passou de 4,5 pontos, segundo o Máquina do Esporte. Com a faca e o queijo nas mãos, o vôlei precisa aproveitar o momento.

Como prometido, a opinião da CBV sobre o assunto, exclusividade do blog:

“A Confederação Brasileira de Voleibol tem feito um trabalho com os clubes buscando um espaço cada vez maior dentro das televisões detentoras dos direitos de transmissão da Superliga. Isso, consequentemente, vai gerar um maior número de patrocinadores para as equipes. Temos tentado adequar o melhor dia para as transmissões, sem prejudicar os times. A CBV tem arcado com os custos das passagens dos clubes participantes procurando sempre ter uma flexibilidade na mudança dos horários. Esse é um trabalho sem fim, pois queremos cada vez mais espaço, tanto na TV aberta, quanto na fechada”



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