Coluna de domingo: Vem aí outro fenômeno cubano?



Coluna Saque publicada neste domingo, 18 de maio, no LANCE!.

Preste atenção neste nome: Melissa Teresa Vargas Abreu. Ou simplesmente Melissa Vargas. É nela que o vôlei feminino de Cuba se apoia para tentar a viver novamente dias de glória.

Uma responsabilidade imensa para qualquer atleta ser apontado como referência de uma nova geração, ainda mais quando o país em questão tem no currículo três títulos olímpicos e três mundiais entre as mulheres. E multiplique esse peso mais algumas vezes, já que estamos falando de uma jogadora de 14 anos. Não escrevi errado: QUATORZE ANOS.

Melissa nasceu no 16 de outubro de 1999. Coincidentemente, um período que marcou o fim de uma geração brilhante, campeã olímpica em 1992, 1996 e 2000, mundial em 1994 e 1998. Essa menina cresceu vendo uma legião de atletas abandonando a ilha a cada competição mundo afora, enfraquecendo um time que já foi o mais temido do planeta. E foi moldada por uma fábrica de atletas que não para de ver fenômenos surgirem, mesmo com toda a limitação financeira que o mundo impôs ao sistema político de Fidel Castro.

Melissa já é a oposto titular da seleção caribenha e vem se destacando no torneio classificatório para o Mundial. Mesmo contra rivais sem tradição, ela vem sendo a maior pontuadora do time. Tem 1,84m (dizem que vai crescer mais um pouco) e sua história já é comparada com a de Wilfredo Leon, outro talento precoce que despontou pela seleção masculina de Cuba com os mesmos 14 anos, antes da Olimpíada de Pequim.

Os cubanos esperam, porém, que o fim da história não tenha o mesmo desfecho. Leon, que atualmente tem 20 anos, está suspenso pela federação local desde o ano passado, quando manifestou o interesse de jogar fora do país, algo proibido pelas leis locais. Ele, que foi o grande nome de Cuba na conquista da medalha de prata no Mundial de 2010, na Itália, espera acabar a punição em 2015 para poder se transferir, provavelmente para a Rússia, e voltar a jogar.



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