Coluna de domingo: Uma cortada certeira no preconceito



Coluna Saque publicada neste domingo, 11 de agosto, no LANCE!

Um mês depois de assumirem o namoro, em uma rede social, Larissa e Lili, jogadoras de vôlei de praia, se casaram na última semana, em Fortaleza. “E daí?”, talvez perguntem alguns de vocês ao lerem apenas as primeiras linhas deste texto. É um marco no esporte nacional, respondo para quem questionou.

O esporte, não apenas no Brasil, é muito preconceituoso. Basta ver o números de atletas que assumem a homossexualidade para confirmar a tese. Vamos acreditar que não existe nenhum gay no futebol, por exemplo? No vôlei apenas Lilico, já falecido, e Michael, agora no São Bernardo, assumiram… É preferível fugir ou evitar o assunto, vivendo de aparências, mesmo que nos bastidores muita gente saiba. Não condeno quem prefere evitar tornar pública a orientação sexual. Mas imagino como deve ser difícil viver assim, temendo retaliações de treinadores, perda de patrocinadores ou simplesmente tentando não “frustrar” famílias mais conservadoras.

Felizmente, nos últimos anos, alguns casos, ainda que esporádicos, estão ajudando a derrubar barreiras e tabus. Por isso acho louvável e corajosa a decisão que Larissa e Lili tomaram. O caso Jason Collins é outro marco em 2013. Em abril, o pivô se tornou o primeiro jogador ainda em atividade a assumir ser gay na NBA, a liga americana de basquete, em uma entrevista para a revista Sports Illustrated. Virou o assunto número 1 do país, foi defendido por Kobe Bryant, foi convidado a participar de eventos…

“Estou feliz de iniciar essa discussão”, disse ele na ocasião. E é isso mesmo que nossa sociedade preconceituosa deve fazer com este tabu.

 



  • henrique

    Parabens as duas e a outros(as) que farao o mesmo futuramente quem quiser gostar de seus idolos do esporte tera que açeita-los assim e ja mandando um recado aos machocados de plantao antes desse papo furado de abominaçao cuide de abominarem suas linguas e cuidem de seus rabos e deixem elas viverem suas vidas, procurem algo util para fazerem, a real e essa querendo o povinho ou aprovarem ou nao

  • Hans

    Cada vez mais sinto orgulho do esporte que mais gosto. Mesmo sendo pequeno o número de jogadore(a)s assumindo sua sexualidade, ainda é um dos esportes que melhor lida com a questão.

    Mas o preconceito não está só no lado dos atletas, não é uma provocação Daniel, mas me diga quantos jornalistas esportivos assumem sua homosexualidade? Será que existe alguma relação com credibilidade da informação e preconceito?

    Parabéns por escrever esse post.

    • Raffael

      Sambou!!!

  • Achei bacana a atitude delas,não sei pq a sexualidade alheia mexem tanto com a imaginação de algumas pessoas,minha tese é que estas pessoas que se passam pelo “olho da sociedade e moralidade” no fundo gostariam de estar no lugar delas,principalmente certas mulheres que criticam,talvez pq no fundo queriam ser elas!No meu trabalho tem homem ,tem mulher homo e em nada altera na convivência,tem que haver respeito de todos os lados!!

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