Coluna de domingo: Um torneio apenas para enganar



Como já virou tradição, publico aqui a coluna Saque, de 9 de setembro, em meio à folga com a família. Bom domingo a todos.

Terminou na noite de quinta-feira o Sul-Americano feminino, em Osasco. Ele foi ressuscitado, anos atrás, para definir o representante do continente no Mundial de Clubes, disputado em Doha, no Qatar. Até aí, tudo bem. Mas, do jeito que o torneio está sendo feito, é melhor nem acontecer, oficializando antecipadamente que o time brasileiro que vencer a Superliga jogará sempre o Mundial do ano seguinte.

Nesta última edição, o Sul-Americano contou com apenas quatro concorrentes. Além do Sollys/Nestlé, participaram da competição o Boca Juniors (Argentina), o Club Deportivo Venezuela (Paraguai) e a Universidad Católica (Bolívia). Ou seja: nosso continente representado por apenas QUATRO países. Para conquistar o título, o time brasileiro passou 2h49 em quadra no total. Contra as paraguaias, perdeu um total de 27 pontos, ganhando um set por 25 a 6. Contra as bolivianas, 31. Já na “grande decisão”, 42 pontos perdidos, sendo a parcial final um sonoro 25 a 9. E olha que as titulares do Sollys foram poupadas em vários momentos da competição. Em resumo, uma perda de tempo durante três dias, em um calendário cada vez mais sacrificante para atletas, principalmente para aqueles que emendam jogos de clubes com os da Seleção. Vale a pena fazer por fazer?

A competição deixa ainda bem nítida a realidade da América do Sul. Praticamente nenhuma qualidade ao sair do território brasileiro. Nem mesmo o Peru, hegemônico nos anos 80, arriscou-se na competição. Vale lembrar ainda que está acontecendo um Pan-Americano sub-23 de seleções, em Lima, capital peruana. Em tese, as melhores jogadoras jovens estão lá, desfalcando os times que disputaram o Sul-Americano. Outro exemplo para mostrar que a competição de clubes não deve continuar existindo simplesmente por existir.



  • OSA

    Rumo ao titulo mundial Sollys

  • Afonso RJ

    Nós acabamos de conquistar o título mais importante do vôlei, que é o títilo olímpico, e pela segunda vez consecutiva. E deixamos de capitalizar essa conquista logo na primeira vez que nossas atletas campeãs entram em quadra. Tudo bem que é um torneio “meia bomba” com adversários fracos, mas afinal de contas temos um monte de campeãs olímpicas em quadra. E quase ninguém ficou sabendo. Não houver divulgação quase nenhuma, muito menos transmissão nem ao menos VT em canal alternativo. Acabou sendo um evento local (pode ser que eu me engane) com ginásio vazio. É por essas e outras que faltam patrocinadores, a superliga mingua e a TV não transmite os jogos por falta de audiência.
    Repito: tá bom que seja um torneio fraco, mas foi mais uma oportunidade perdida de capitalizar nossas vitórias no esporte.

    • SOL

      Ginásio quase lotado na final, se isso é vazio pohha n sei o q e ta lotado!

      FALA MUITO

  • Marco Aurélio

    E qual seria a solução?
    Porque não me parece justo e nem igualitário dar uma vaga no Mundial Interclubes simplesmente para a equipe que vencer a Superliga, mesmo que as adversárias dos outros países sul-americanos sejam frágeis.

  • Bia Ferraz

    Dessa vez tenho que discordar, em eventos como esse podemos ver a beleza do esporte, a alegria demonstrada a cada ponto pela equipe que não tem a mínima chance de ganhar e tem noção disso.

    Ah, um off para quem andou perguntando pela Vasileva, ela está disputando o qualificatório para o Europeu do ano que vem pelo seu país, e dizem que anda voando baixo …

  • RafaelCasta

    Daniel desculpa eu fica perguntado sobre si algum canal vai transmitir o mundial e porque eu amo a MARI e quero muito vela BRILHANDO!!!!!! DESDE JA OBRIGADO PELA A RESPOSTA.

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