Coluna de domingo: Superliga enfraquecida em 2012/2013



Pessoal, publico hoje a coluna Saque que saiu na edição de ontem (2/9) do LANCE!.

Quantas vezes nos últimos anos você leu ou ouviu que estava sendo disputada a melhor Superliga de todos os tempos no Brasil? Craques de volta ao país e aumento no número de times com condição de disputar o título eram os principais pilares desta tese, que eu também defendi. Na competição que começará em novembro, porém, este rótulo positivo não poderá ser mais usado.

Entre as mulheres, três baixas em relação ao campeonato passado (o semifinalista Vôlei Futuro, o Mackenzie, que disputou os playoffs, e o tradicional Macaé). Como apenas uma novidade (Amil/Campinas), o número de times foi reduzido para dez. Preocupante, já que a gama de atletas é menor do que no masculino e dificulta a renovação. O resultado da diminuição de times foi a saída de mais jogadoras para o exterior, inclusive algumas da Seleção, como Paula Pequeno, Mari e Joycinha, e o desemprego de jogadoras sem tanto destaque no cenário nacional. Preocupa ainda não ver times surgindo na Superliga B com capacidade técnica/financeira para entrada na elite.

Já entre os homens, o número de equipes foi mantido, mas a diferença entre grandes, médios e pequenos aumentou. Não dá mais para dizer que o campeão sairá de uma lista de oito participantes. Sesi, RJX e Sada/Cruzeiro estão um patamar acima dos rivais. No ano passado, era possível colocar também Vôlei Futuro e Cimed neste grupo. Um está enfraquecido e o outro sobreviveu graças ao esforço de Renan Dal Zotto e virou Super Imperatriz Vôlei. O Vivo/Minas manteve-se logo abaixo, com chance de surpreender mais uma vez, algo também esperado pelo Medley/Campinas. A única boa notícia é o retorno de um time gaúcho: o Canoas. Mas eu esperava bem mais.

Antes de me chamem de ranzinza, a situação em outros grandes centros, como a Itália, é ainda pior. Contudo, temos de abrir o olho, não esconder nossos problemas e buscar soluções para que o nosso cenário não piore.



  • Farlei Souza de Melo

    Enquanto a detentora da transmissão da Superliga não se tocar e repassar esse direito a outra emissora, ou exibi-la (a Superliga) em TV aberta, outras equipes podem ter o mesmo caminho de Macaé, VF e Mackenzie. Saudades da Band com suas transmissões em TV aberta… 🙁

  • Jailson

    Infelizmente o Brasil não merece as glórias que o vôlei proporciona.Cada ano que passa quanto mais o país se destaca na modalidade mais amador se transforma a Superliga.Tv aberta: culpa da CBV que está atrelada a tv que “manda”no Brasil,tv aberta e tv paga.Onde já se viu o segundo esporte do país ficar escondido na tv paga?

    • Jailson

      Há rumores de Campeonato Paulista de Vôlei na Tv Cultura.Que Deus nos ajude!

  • Afonso RJ

    Cá entre nós, jogos da superliga, principalmente na primeira fase, e mais ainda entre equipes medianas, não tem o menor apelo para grande parte da audiência. Mesmo entre apreciadores do vôlei, há muitos que “passam” por esses jogos. O que chama mais a atenção, são jogos decisivos, e mais ainda quando a seleção entra em quadra.

    No meu entender, de nada adianta ficar culpando a TV por não divulgar, porque o interesse deles é puramente comercial. Se não tem audiência, não transmite. E segundo a CBV, é mais estratégico ter apenas alguns jogos transmitidos pela Globo, do que ter um monte de jogos transmitidos por TVs de menor audiência.

    Forma-se então um círculo vicioso: A TV não transmite porque não dá audiência, e se a TV não transmite, não há divulgação e portanto não dá audiência (e consequentemente não atrai patrocinadores). Como quebrar esse círculo?

    Uma sugestão, seria tentar aumentar os jogos da seleção brasileira aqui. Convenhamos, que tipo de divulgação temos com jogos na Ásia, transmitidos no meio da madrugada em dias de semana? E quando a seleção joga aqui, vai para algum centro menor, como foram o Pré Olímpico Sulamericano e a etapa brasileira do Grand Prix, ao invés de serem realizados em centros maiores, onde certamente teriam maior visibilidade. Porque não tentar trazer para cá mais eventos internacionais? Peru e México (com muito menos tradição do que nós) volta e meia sediam competições internacionais, principalmente em categorias inferiores. Porque não aqui? Porque não, criar algum tipo de torneio internacional, nos moldes da Copa Yeltsin?

    Com uma seleção bicampeã olímpica, e com atletas de renome internacional, temos uma excelente oportunidade, que se bem aproveitada pode render muitos dividendos para o volei brasileiro. Afinal, são antes de mais nada as vitórias que atraem torcedores. O que não pode é ficar sentado se lastimando porque a TV não divulga o nome dos patrocinadores, não transmite os jogos, e que falta visibilidade. Acho que temos mais é que capitalizar o bom momento do volei brasileiro com grandes eventos para atrair mais apreciadores para o esporte. Isso foi feito com a “geração de prata”, que chegou até a encher o Maracanã num jogo de exibição contra a Rússia, e que acredito, foi uma das razões do volei brasileiro ter chegado ao que é hoje.

    • leandro

      Afonso, é claro que não dá audiência, pois a a grande parte da população que assiste tv aberta é lesada mentalmente. O povo prefere assistir BIG BROTHER do que acompanhar programas educativos e culturais, etc.

      • Afonso RJ

        Você tem razão, Leandro. Mas a TV é comercial e ponto. Visa lucro. Então, dá o que o povão quer. Ou seja: Big Brother, futebol e novela. Se ficar passando programas “educativos” ou “culturais”, ninguém assiste. Mudam de canal e passam para o Silvio Santos, ou coisa que o valha. Não acho que seja a TV que aliena nosso povo. Acho que é ao contrário. O povo é que faz com que nossa TV seja o que é. O problema mesmo é nosso sistema educacional, uma completa lástima e único no mundo onde a prioridade é a merenda!

        • João

          Concordo com tudo que voce disse!

        • Elcio

          Meu caro Afonso, assino embaixo em tudo o que você falou. Parabéns!!!!

        • Augusto

          “onde a prioridade é a merenda!”

          Seria a minha também, se eu não tivesse o que comer em casa.

        • Augusto

          Só para completar: “Não acho que seja a TV que aliena nosso povo. Acho que é ao contrário. O povo é que faz com que nossa TV seja o que é”.
          Com todo o respeito, mas eu sinceramente não acredito no que eu estou lendo.
          Já assistiu “Além do Cidadão Kane”? Procura lá no Youtube, que tem a versão completa. Aliás, proibida pela Globo.

          • Afonso RJ

            Augusto: com todo o respeito: Ja vi mais de uma vez o documentário citado, e por coincidência ainda hoje o recomendei para uma amiga.
            Acontece, que as coisas já não são mais as mesmas de há 30 anos atrás. As coisas mudam. A ditadura acabou, mudamos de século, a Internet apareceu, Roberto Marinho morreu, o PT está no governo há mais de 10 anos e hoje em dia a Globo perdeu muito do poder que a ditadura lhe conferia. Em suma: deixou de ser a emissora chapa branca da ditadura e da direita empedernida. Não que não tenha poder atualmente, e muito, diga-se de passagem. Mas é mais o poder econômico de um grande conglomerado de comunicações. E como todo poder econômico, para manter-se tem que seguir as regras de mercado e dar o que o consumidor quer. Da mesma forma como funcionam CBS, ABC, NBC e alguns ramos mais comerciais da TV européia.

    • Perikito

      Putz! Fantástico o seu ponto de vista.

    • Mauricio

      Afonso, concordo em muito com você. E seguindo a linha de raciocínio do seu comentario, conclui-se que quem menos contribui para o vôlei é a própria CBV, que não se impõe nem perante a FIVB nem perante a Globo. Nós tínhamos que sediar mais competições internacionais de fato. Pelo número de títulos, pela nossa economia, por ter bons ginásios. Só pondero o que você disse sobre a 1ª fase da superliga. Os jogos de equipes medianas realmente não vão atrair muita gente. Mas, mesmo com menos times na competição, hoje, as atletas de seleção estão mais bem distribuidas em 4 clubes, junto com boas jogadoras estrangeiras. Bem mais que nos ultimos anos. A questão das 7 ou 8 finais Rio x Osasco reflete isso. Desde que o Minas enfraqueceu, em 2004, o Brusque, Macaé, São Caetano e o Vôlei Futuro surgiram sem planejamento e, apostando só na contratação de algumas estrelas, sumiram. Sesi e Campinas estão fazendo diferente. É só reparar. Ou seja, teremos clássicos no início da superliga, sim.

      • Afonso RJ

        Mauricio. Também concordo com você, mas não vejo o problema da CBV como “se impor” em relação à Globo ou à FIVB. Trata-se mais de problemas comerciais. Os torneios internacionais vão para a Ásia, porque lá pagam melhor. É lá que está o dinheiro. Acho que a CBV poderia alinhavar algo entre a Globo e patrocinadores, a fim de trazer mais desses torneios para cá. E de preferência realizá-los em grandes centros, como Rio, SP ou MG. Na minha opinião, pouco adianta trazer torneios e os jogos serem em cidades do interior.
        Quanto à Superliga, claro que há clássicos na primeira fase. Mas o “grosso” dos jogos é mesmo entre equipes medianas. Mas muito bem colocado o fato de surgirem equipes com investimento “de ocasião” com vida curta. E que ao menos aparentemente SESI e Campinas (e colocaria tb aí o RJX) tem projetos de mais longo prazo. Concordo plenamente.
        E para lançar ainda mais “lenha na fogueira”, tem também o tal sistema de ranqueamento das jogadoras, que segundo o próprio Zé Roberto (e concordo com ele), penaliza as equipes em formação, e talvez devesse ser revisto. Algumas jogadoras acabam ficando sem mercado, pois as equipes com mais “cacife” já estouraram a pontuação, e acabam por terem que trazer estrangeiras.

        • Mauricio

          É isso aí mesmo, cara. Acho que a CBV tinha que bancar mais e exigir mais. Muita só ouve falar em Vôlei na época de Pan e Olimpíada. Como você comentou, o Brasil tem que sediar alguma competição internacional como a Yeltsin ou como o Montreux. Acho que falta vontade de bancar isso tudo também, mesmo levando em consideração que paga-se mais no Japão e na China. Quanto a superliga, a Globo ainda foi boazinha em 2012. Mostrou Rio x Osasco no turno e 2 jogos das semifinais, além da final. Não dá pra passar Rio do Sul x São Caetano num sábado a tarde, concordo. Mas um clássico por mês já estaria de bom tamanho.

          • thiago

            o certo era fazer igual na italia dois jogos por semana e pronto !!e assim q tem que ser !!

      • Roberto

        Cara, o Osasco é praticamente a seleção inteira e pior, as que lá estão ainda ficam aliciando as outras jogadoras da seleção para que joguem lá e assim formarem a panela da seleção. Aonde que tu viu que está bem distribuído as jogadoras da seleção. Essa Superliga tá um lixo.

        • Mauricio

          Não me referi somente às jogadoras da seleção atual, campeã olímpica, mas às grandes jogadoras como Walewska, Fofão, Sassá e selecionáveis estrangeiras, como a Tom, Vasileva, Ramirez, Pavan. Fora aquelas jogadoras que sempre se destacam em clubes, como Soninha, Daroit, Jucy. Antes as grandes jogadoras ficavam no Rio x Osasco e vc tinha sempre um time “novo” apostando numa estrela. Agora temos 4 times muito bem montados.

  • debygoiania

    Farlei, pior é que a detentora não transmite nem deixa os outros transmitirem.
    Aconteceram bons jogos do campeonato paulista masculino e feminino no fim de semana e cadê Sportv transmitir?
    Os canais de “esportes” deveriam ser denunciados ao Procon. Transmitem até Futebol de Lingerie(!!!!). Valha-me ,Senhor!

    • Daniel Bortoletto

      Futebol de lingerie?? Daqui a pouco vão começar a pedir link para você

      • debygoiania

        Não passo de jeito nenhum Daniel. rs
        O tal campeonato existe na Europa e nos Estados Unidos, segundo o narrador.
        Nunca vi espetáculo mais deprimente.
        Eu assisti no BandSports(tinha que ser.rs).

  • leandro

    A Superliga não acompanha os resultados obtidos por nossas seleções feminina e masculina de vôlei. Entre uma temporada e outra, extingue-se 2 times e nasce 1.
    Se formos olhar apenas pelos resultados tinhamos que ter a melhor e mais competitiva Liga do mundo, mas nunca tivemos e nunca vamos ter se continuar do jeito que está.
    Daniel, sempre disse isso: Enquanto a Rede Globo “mandar” nesse país seremos atrasados.
    Exemplo: A Globo quer exclusividade para transmitir a Superliga mas não transmite e também não deixa outra emissora aberta transmitir. Somente a final da Superliga é transmitida na Tv Aberta e pergunto: Qual empresa vai querer investir num time médio e pequeno que não chega a final da Superliga.
    A Globo fica passando Big Brother, Encontro com Fátima, Malhação, Aventuras do Didi, etc. PQP
    Esses programas são para fazer lavagem celebral no povo. Só retardado assisti isso.
    E o esporte que mais trouxe títulos para o Brasil, o vôlei, fica jogado para escanteio.

  • JU

    tirando sollys unilever e minas fem e masc os outro ficam a merce das empresas ficarem de bom humor

  • Fernando

    É inegável que a SL sempre está na corda bamba e só a CBV nao vê isso. Alias, acredito que finge que não vê. Sempre as escolhas mais equivocadas pros patrocinadores e isso cada vez vao afastando bons investimentos. Espero que mudem e o logo a mentalidade.

    Sobre os favoritos, mudaram algumas coisas sim pq perdemos VF e Cimed. Mas o lance de 6 ou 5 times lutando pelo título não mudou muito. Pq em outros anos também se apontava por exemplo Sesi, RJX , Sada como as maiores forças do campeonato, no papel se descavam mesmo, alias, Sada no papel nao, mas na quadra alcançou essa posição. Então todo ano apesar de 5 ou 6 equipes com chances, sempre vão ter algumas dentre essas com elenco mais forte, isso pra mim não mudou muito. Sesi, RJX, Sada,Minas e Campinas pra mim serão capazes de manter essa disputa aí alta, acho 5 belos times. Pelo menos teoricamente.

    • Fernando

      Perdemos VF mais forte*

  • Bruno César

    A culpa não é só da tv mas em grande parte, sim. O SPORTV pediu pra cancelar a Copa Minas de Vôlei(que teria Unilever,BMG/São Bernardo, Banana Boat/Praia Clube e Usiminas/Minas), por questões de logística. Mas transmitir Taça BH de Juniores não teve problema nenhum!!
    Infelizmente o vôlei vai continuar sendo o terceiro esporte do brasileiro atrás de futebol em primeiro e futebol em segundo.
    Descanse em paz Montes Claros, Mackenzie e Olympico Club.

  • Fabio

    obvio que o apelo da mídia e tv é muito importante…mas volto a perguntar…será que a organização e a gerência da CBV não tem que repensar o fato de que as equipes investem milhões de reais no preparo de suas equipes para a temporada para disputar somente um troféu…para onde vai o $ que as tvs pagam nos contratos com a confederação??? disputar um campeonato de 5 ou 6 meses tendo que arcar com salários altíssimos de jogadores para ganhar um troféu??? que clube sobrevive a isso???…

  • Caco

    Discordo! No vôlei feminino, apesar das lamentáveis baixas e do enfraquecimento do Minas, o Sesi se reforçou muito e montou um ótimo elenco, muito mais competitivo do que o anterior e com condições de ser campeão, caso o favorito Osasco bobear. O Praia Clube está melhorando, enquanto que, o Campinas, só por ter o Zé Roberto já merece respeito e pode incomodar muito nesse ano e vencer no ano que vem. O Rio de Janeiro terá também um ótimo time e o competente Bernardinho sempre é capaz de surpreender. Se o que as pessoas querem é quebrar a hegemonia de Unilever e Sollys, Sesi, Campinas e Praia Clube têm muito mais condições disso do que os falecidos Vôlei Futuro, Mackenzie e Macaé.
    Quanto ao masculino, concordo que etá mais enfraquecida a Superliga desse ano.

  • Rogerio

    A questão toda está na exposição.
    O VOLEi é tratado como esporte amador.
    Os poucos clubes que sobrevivem precisam se submeter a REDE GLOBO.
    E os jogos são transmitidos pela SPORTV.
    Porém, a V aberta não consegue transmitir porque a GLOBO não quer.
    A RECORD teve interesse em adquirir a Superliga.
    Porém, conforme a CBV (deve ganhar um por fora da GLOBO) não teve interesse.
    Apesar de os Valores serem maiores do que a GLObobo propos em pagar.
    Existe muita coisa debaixo dos panos.
    Quem perde é o VOLEI.

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  • Paula

    Concordo sim que a globo só quer aparecer mostrando alguns jogos e nada mais. Acho também que o Ari Graça é bem parecido com o ex presidente da CBF, ou seja a record quis comprar os direitos de transmissão e lhe foi negado e sabe porque, pra ficar sempre no mesmo monopólio, ou seja times acabando por falta de patrocinadores.

  • costa

    O nosso volei se encontra em um nivel q n podemos retroceder, a iniciativa privada tem q ajudar, e os dirigentes ser responsável nessas parcerias firmadas com responsabilidade sempre, o volei no brasil ainda é um exemplo de desenvolvimento mais não podemos deixar q emissoras monopolizem um campeonato q uma minoria tenha o privilégio de pagar canal fechado liberar para o crescimento em canal aberto para pupularizar e ser mais assistido é a melhor opção!!! ,

  • diego

    esse pessoal nao dao valor pois deveriam passar volei em tv aberta mais passam coisa que nao tem nada a ver com o povo oq adianta ficar pasando jogos de futebol pois quando o BRASIL inferta uma coma do mundo ou uma OLIMPIADA nunca ganha oque adianta e melhor investeir no volei pois o brasil tem mais talento que no futebol…..

  • igao

    vcs sabem se ha algum clube novo para proxima temporada,A SL nao pode continuar com apenas 10 times.e verdade q a maria ira viltar .

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