Coluna de domingo: Significado da volta de Ricardinho



Pessoal, boa tarde. Segue a coluna Saque publicada neste domingo, 29 de abril.

O afastamento durou cinco anos. Muita gente, inclusive eu, duvidava que uma reconciliação, exatamente três meses antes da Olimpíada de Londres, ainda fosse possível. Mas Ricardinho reapareceu em uma convocação de Bernardinho para a Liga Mundial e vai iniciar os treinamentos, esta semana, em Saquarema.

A estremecida relação do levantador com o técnico foi sendo reconstruída por pessoas em comum. Recados, visitas, elogios públicos, comprovações de que o ressentimento foi esquecido (não encerrado definitivamente) e por fim uma conversa entre os dois então desafetos. Tudo isso serviu para que a ferida aberta na véspera do Pan de 2007 cicatrizasse e parasse de doer. Houve bom senso de ambos para encontrar a cura.

Declarações de jogadores que conviveram com Ricardinho naquela época e ainda estão na Seleção também foram importantes. Bernardinho teve a certeza de que convocar Ricardinho não causaria um abalo dentro do grupo. E a volta foi aceita, principalmente, por um motivo “simples”: Ricardinho é um levantador acima da média, que faz diferença no alto nível graças ao estilo único: veloz, preciso e corajoso.

Mostrou estar afiado na campanha do Vôlei Futuro, na última Superliga. Sofreu com o passe em vários momentos e mesmo assim disputou a final. A tendência, na Seleção, é contar com uma linha de passe bem melhor (Murilo/Dante/ Escadinha e talvez Giba). E, com a bola nas mãos, Ricardinho brinca. Os adversários sabem muito bem disso. Os principais rivais da Seleção têm a estatura como arma. E Ricardinho gosta de fazer “o bloqueio rival dançar”, como dizem na gíria do vôlei. Se os gigantes entrarem na dança, perdem para o talento dos atacantes brasileiros. E o ouro olímpico vira realidade.

 



MaisRecentes

Sesi joga melhor, bate Sada/Cruzeiro e fatura Supercopa



Continue Lendo

Seleção do Mundial não premiou destaques da final



Continue Lendo

Título coloca a Sérvia no topo após frustração olímpica



Continue Lendo