Coluna de domingo: Sesi acaba com a mesmice na Superliga



Feliz Páscoa aos amigos e amigas do blog. Coluna Saque publicada neste domingo especial está no ar.

Pela primeira vez em dez anos, alguém resolveu tirar a vaga cativa de Osasco da final da Superliga feminina. O feito do Sesi não deve e não pode ser encarado como uma mera zebra. Seria diminuir demais a façanha da equipe de Talmo de Oliveira.

Em primeiro lugar porque o Sesi acumula três vitórias sobre o Molico nas últimas semanas. A mais surpreendente, com certeza, aconteceu na decisão do Sul-Americano. Ali sim era possível tratar o time da capital como zebra, já que ainda vinha se recuperando após uma série de resultados ruins. Ao quebrar a sequência de 28 jogos de invencibilidade do rival na Superliga, na abertura da semifinal, o Sesi provou que já tinha aprendido a neutralizar armas importantes do ainda favorito, principalmente com o saque que minou as ponteiras estrangeiras Sanja e Caterina. Neste sábado, o fez novamente.

Outro mérito do Sesi: não desistir após perder o terceiro set por uma verdadeira surra (21 a 8) e ao encarar os match points de Osasco na quarta e quinta parciais. E olha que no tie-break o placar apontava 14 a 11… É raro, em duelos deste nível, ver reações assim. Ainda mais quando Sheilla estava inspirada no ataque. Prova o Sesi foi mais forte psicologicamente.

Para finalizar, aplausos para a redenção de Fabiana, que voltou a jogar como em seus melhores dias. Ontem foram 16 pontos, seis deles no bloqueio (neste fundamento, ele fez a soma de pontos de Thaisa e Adenízia, por exemplo). E também para a volta por cima de Talmo, técnico tão contestado no decorrer da temporada e que fez mexidas importantes durante a decisão de ontem, como a entrada de Carol Alburquerque, no saque, nas inversões, além de acreditar em Ivna, que começou mal demais e foi decisiva no fim.

Para entrar definitivamente para a história, resta bater a Unilever, no Rio. E embalo não falta para o Sesi.

 

 

 

 



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