Coluna de domingo: Respeitar o patrocinador evitaria erro



Aos fiéis leitores do blog, antecipo na noite de sábado a coluna que sairá neste domingo no LANCE!.

O assunto não é novo, muito menos minha posição sobre a nomenclatura dos times nas transmissões de TV. Mas a reflexão precisa acontecer.

Não chamar o time pelo nome do patrocinador, além de ofender este colunista chato, pode causar um constrangedor erro, informa a coluna Saque.

Durante a transmissão da final do Campeonato Carioca masculino, entre RJX e Volta Redonda, o narrador do SporTV cometeu um deslize imperdoável. Ele disse que o “Rio de Janeiro repetia o time feminino e conquistava o Estadual”.

Ora bolas, meu caro. Misturou alhos com bugalhos. A explicação do ato falho. Como não cita o nome dos patrocinadores, a emissora trata vários times pelo nome da cidade-sede. E, assim, o RJX passou a ser apenas o Rio de Janeiro, assim como a Unilever, que também é o Rio de Janeiro para a TV.

Como diz o velho clichê, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. O RJX tem aporte de aproximadamente R$ 13 milhões (uma miséria para quem promete investir US$ 50 bilhões no país em dez anos) do Grupo EBX, empresa formada por cinco companhias na Bovespa (OGX – petróleo; MPX – energia; LLX – logística; MMX – mineração; OSX – indústria naval offshore). Já a equipe de Bernardinho, uma das mais tradicionais do país com 14 anos de vida, ostenta desde 2010 o nome da multinacional que a banca, e não mais produtos – como Rexona e Ades. O investimento (aproximadamente R$ 10 milhões por ano) também é uma ninharia para quem faturou, apenas no Brasil no ano passado, R$ 11 bilhões. Mas tanto o Grupo EBX quanto a Unilever deveriam ter os nomes citados. São eles que pagam a conta, repatriam jogadores e transformam a Superliga em um campeonato atraente para a TV.

No fim das contas, o consumidor também perde com a informação errada. Se eu estivesse vendo vôlei pela primeira vez durante RJX x Volta Redonda, teria a certeza de que a versão de saias do time do Eike havia vencido o Carioca feminino.



  • Concordo plenamente, Daniel.
    Não se pode omitir o nome do patrocinador no voleibol. São eles que dão nomes às equipes e, principalmente, as bancam.
    É uma injustiça os veículos de comunicação não entenderem que essa visibilidades às marcas são importantíssimas para a sustentação dos patrocínios e, consequentemente, das equipes.
    http://www.primeiroset.blogspot.com

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