Coluna de domingo: Quem é ídolo nunca perde a majestade?



Coluna Saque publicada neste domingo, 17 de agosto, está no ar. Quero, para variar um pouco, ler a opinião de vocês.

Uma das coisas que mais gosto no meu blog no LANCE!Net é estimular o debate.  Fãs assíduos do vôlei que sabem mais do que eu, leitores ocasionais, autores de testamentos ou textos sucintos, pouco importa. Valorizo demais quem dedica parte do seu valioso tempo para comentar um post, para dar a opinião sobre um tópico que levantei, para criticar (que seja com educação) ou para elogiar um jogador/treinador. E admito que gostaria de ter mais tempo para responder um por um. Quando não consigo, procuro dar a resposta em forma de novos posts, para atender mais gente.

Com o passar do tempo, fiquei cada vez mais curioso para tentar entender o que se passa na cabeça de quem me ajuda diariamente a construir a identidade do blog. E um tema que me chama muito a atenção é a defesa incondicional ao ídolo. Não importa se o auge dele aconteceu anos e anos atrás. Não importa se o momento atual dele é de declínio. Só importa que ele possui um currículo fantástico e assim deveria ter lugar cativo nos melhores times e na respectiva seleção. Se ele não está lá, a culpa é dos outros. Técnicos que o perseguem, companheiros que o boicotam, dirigentes “que não enxergam direito”  e se negam a abrir a carteira. O ídolo, venerado como um deus, não erra. Ele nunca comete deslizes. Ele é santo. Fugir da concentração?  Ter culpa numa briga? Intrigas da oposição… Ele é intocável! Na visão de quem idolatra, existem apenas os acertos, as vitórias e o apogeu.

Como adoro esporte em geral, sei que não é exclusividade do vôlei e dos esportes coletivos. Gostar de Federer é odiar Nadal no tênis. Ou vice-versa. No futebol, esse cenário é multiplicado algumas vezes, por envolver paixão clubística. E as reações são muito mais intolerantes, radicais e violentas. Ser fã, para mim, é também admitir que ídolos não são eternos. São de carne e osso. Como nós!

Morte
O vôlei perdeu na última semana o ex-treinador Ênio Figueiredo. Ele, que comandou a Seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Moscou-80 e Los Angeles-84, teve como último grande trabalho internacional a direção técnica do Peru, levando o país à Copa do Mundo de 2007. Uma grande perda!



  • Alexandre Cossenza

    Oi, Bortoletto.
    Já que você citou o “meu” esporte e o meu drama, crio coragem pra comentar e, acho, concordar com você. Ser fã, pra mim, é gostar do atleta e entendê-lo, com seus erros e acertos. É comemorar as vitórias e sofrer nas derrotas como todo mundo, mas sobretudo entender que o ídolo também erra e eventualmente chuta uma placa de propaganda e machuca acidentalmente um juiz de linha. rsrsrs
    Pra mim, odiar o rival e rejeitar as críticas é coisa de gente cega, que se recusa a ver o que o resto do mundo está olhando.
    Abração.

  • iuri

    Que otimo texto. Parabens! Senti uma alfinetada grande pra cima dos fãs malucos de Mari e Paula. Adoro as duas, mas o tempo delas já era!!! Chega!

    • rafael cruzeiro

      Interpreto um pouco diferente esse excelente post.

      Não acho que foi alfinetada específica contra fãs de Mari, Paula ou outro qualquer atleta.

      Mas apenas entender o que se passa na cabeça dos fãs em geral, o que faz alguém a se envolver tanto com outra pessoa que está tão distante do seu dia a dia:
      Qual o motivo que faz alguém usar termos pejorativos (alguns ofensivos e agressivos) para se referir a Fabi, Mari, Sheila, Tande, entre outros?
      A paixão clubista está acima do razoável, apenas por ser torcedor do Osasco/molico ou Rio/unilever ou Praia/banana boat ou outro qualquer dá o direito de o fã ofender atleta que defende outra agremiação?
      Por outro lado, mesmo que o ídolo não esteja bem tecnicamente ele deve ser defendido a qualquer custo?
      Justifica-se atletas serem ofendidas apenas por mudarem de time?
      De outro modo, atleta que era perseguida passa a ser o “melhor do mundo” apenas porque agora defende sua equipe?
      Qual a razão que impulsiona o torcedor a agredir os atletas símbolos da agremiação rival (como a Fabi no Rio e a Adenízia do osasco) de forma tão massacrante e ao mesmo tempo defendê-los com todas as forças contra os torcedores rivais?

      Daniel, no meu ponto de vista, as respostas a essas questões são o sentido do post.

      p.s.1- só para constar, adotei a política de não comentar qualquer coisa em relação ao Cruzeiro, pois sei que não serei imparcial; mas também, por questão de educação, não faço qualquer tipo de ofensa contra qualquer atleta (do meu time ou rival), ademais fui atleta e sei a imensa dificuldade da profissão.

      P.s2 – Deixei de ver o outro post já há muito tempo, em virtude da baixaria.

      p.s.3 – O Ênio merecia muito mais que os 10s que dedicaram a ele no globoesporte.

      Desculpe-me pelo tamanho do comentário.

  • klaus

    Esse é o ponto Daniel.Como você mesmo disse o fã sempre lembra do apogeu, das vitórias, dos acertos e apoia nos momentos difíceis simplesmente por entender que todos nós passamos por instabilidade, que somos seres humanos e passíveis de erros.Mas o que vejo muito, principalmente no vôlei é o quanto nossos jogadores são massacrados por passarem por uma fase ruim.Um exemplo é o Giba, o que já li de críticas em relação à ele é algo de irritar.Outro exemplo é a Natália, que passou por momentos muito difíceis na carreira e mesmo assim é uma chuva de críticas e termos pejorativos em relação à ela.É triste ler certas coisas, mesmo depois de tantas conquistas.Da minha parte sempre vou apoiar os maus e bons momentos , pois entendo que todo atleta acima de tudo merece o nosso respeito.Agora Daniel, vou te fazer uma cobrança.Eu e muitos aqui estamos esperando o post do Leal.kkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Daniel Bortoletto

      cobrança justa

      • marcos costa

        Daniel, adoro sua coluna e seus textos…Sao leves, sem deixa de ser informativos. Tocam nos problemas, sem ser parciais…Por isso, sugiro que faça matérias com atletas do passado, mas que contribuiram e mto pelo atual estágio do volei, apesar de toda a corrupção administrativa da CBV. Principalmente daqueles que não tiveram o reconhecimento devido da mídia televisiva como a Hilma Caldeira, injustamente afastada da seleção em fins da decada de 90 e André Nascimento, que tantas vezes salvou o Brasil com seu saque e canhota e que sumiu dos noticiários. Ao contrário, giba, nalberth, venturini, são efuzivamente lembrados nas transmissões. Isso cansa…

    • Aline

      Querido Klaus, que bom vc ter lembrado disso… Acho que a dupla Leal e o MVP Olímpico Murilo nas pontas será um espetáculo e também um incentivo para o Lucarelli evoluir ainda mais…

      • hicham

        Aline concordo também com o seu comentário.Quanto mais um jovem jogador observar e admirar um craque e já consagrado jogador-melhor para a sua evolução.Ainda acho o lucarelli inconstante aos 22 anos.Voltando no tempo-Marcelo Negrão aos 19 anos já era um fenômeno e muito regular, mesmo ainda muito jovem.Acho que o Bernardinho para o Mundial poderia inovar e deslocar o Renan(217m) e o Evandro(206m) para as pontas e não provavelmente cortá-los do Mundial(é provavel que isso aconteça)Se eu fosse o técnico eu cortaria o Lucas loh e o Maurício Borges.Concorda ?É apenas a minha opinião-se você discordar,não tem problema.Abraços…

        • Lauriclecio

          Rapaz, deslocar dois opostos para a função de ponteiro de uma hora para outra as vésperas de um mundial, para mim seria um suicídio. Não vejo nem Evandro nem o Renan com condições para isso, sobretudo num mundial onde o nível do saque será alto, e já viu né? sem passe = sem vitória.
          Infelizmente nesse momento, a convocação é o feijão com arroz, tem que ter quatro ponteiros de origem. Eu até arriscaria 3 opostos e 3 meios de rede, mas só 03 ponteiros de ofício, no qual só o Murilo se garante no passe… sei não!

          • hicham

            Lauriclecio também concordo com você.Eu sugeri isso pois no fundo já temos o mário jr-o Lucarelli e o Murilo com passe bom e o Evandro tem saque ataque e bloqueio sensacional-concorda? Pena que o João Paulo Tavarez (ponteiro-passador) não tenha sido convocado pois prá mim é um excelente jogador(alto-2.05m).Ele seria o substituto à altura para o Dante na seleção pois já esta recuperado da cirurgia no ombro e joga demais ainda-Concorda?Enfim é a minha opinião-sugestão.Abraços.

    • Mister Volei

      É verdade. Eu também perguntei isso. Afinal Leal vai ou não ser naturalizado?

    • hicham

      Klaus você é muito inteligente,observador e sinto(mesmo sem te conhecer) que você é realmente um grande fã dos nossos jogadores e escreve com amor no coração mesmo.Sempre aprecio tudo que o Daniel escreve e também presto atenção em todos os comentários do blog.Tenho a mesma opinião que você-temos que apoiar os jogadores nos bons e maus momentos,pois eles sempre demonstram muita raça em defender o nosso Brasil.Quanto ao Giba, por tudo o que ele representou em termos de conquistas e divulgação para o nosso Brasil ,ele no mínimo deveria ter tido muitas homenagens em sua despedida.Para mim ele foi o jogador mais emblemático da geração mais campeoníssima do nosso vôlei.Tomara que façam pelo menos um jogo despedida para ele e que tenha tv transmitindo-ele merece e muito.Abração Klaus e fique com deus…

      • klaus

        Obrigado Hicham.Realmente eu sou muito observador e uma das coisas que mais me irrita é ver muitos brasileiros sempre achando que o que vem de fora é melhor, que nossos atletas vencem por sorte.É irritante isso.O Giba pra mim foi o melhor jogador brasileiro e olha que é difícil escrever isso no meio de tantos craques.O mínimo que ele merece é uma despedida à sua altura.Como já escrevi aqui, algumas pessoas deviam ser eternas e o Giba é um deles.Quanto ao vôlei em si, meu Deus, é uma das coisas que mais adoro na vida e quanto mais o tempo passa, mais eu me envolvo com esse esporte fantástico.Fique na paz.

        • hicham

          Obrigado por ler e comentar o meu post dirigido à você Klaus.Olha eu já fui jogador de vôlei dos bons(já fazem muitos anos anos-fui atacante e levantador também) Mesmo não jogando mais o meu amor e admiração pelo vôlei continuam a mil.Mesmo não mais entrando numa quadra para treinar como antigamente-jogar vôlei não se desaprende-apenas a forma física já não é mais a mesma.Mas é como andar de bicicleta-não se desaprende nunca.,mesmo não praticando mais.Pra mim é tocante participar de um blog de vôlei e saber que aqui todos são fãs de vôlei(jogando ou não).Vôlei sempre foi e é o meu esporte favorito-isso nunca vai mudar em mim.Às vezes gostaria de poder expressar melhor o que sinto-é que muitas vezes não sei escrever bem e por isso eu admiro todos do blog que escrevem tão bem cono você e outros.Lógico que ás vezes tem opiniões divergentes,mas não tem importãncia pois no final somos todos brasileiros e amamos o nosso vôlei .Grande abraço à você Klaus e à todos do blog.

  • Aline

    Daniel, esse texto seu encaixa perfeitamente na situação do técnico Marcos Kwiek na Rep.Dominicana que virou ídolo por lá e não perde a majestade, mesmo não tendo resultados expressivos, ou sequer mostrando evolução…
    Quando a República Dominicana derrotou a poderosíssima seleção cubana repleta de campeãs olímpicas na final do Pan Americano de 2003, além de deixar outras equipes mais tradicionais como EUA com o Bronze e Brasil com o quarto lugar, todos achavam que estaria surgindo uma nova potência do vôlei mundial, mas já se passaram 11 anos, estamos em 2014, e a Rep.Dominicana só dá trabalho, mas não ganha nada!
    Renovação existe, afinal de contas as dominicanas foram vice-campeãs mundiais sub-20 em 2009, com Brenda Castillo como MVP, e vice-campeã mundial sub-23 em 2013… Mas no ADULTO só conseguiu esse OURO no PAN de 2003 e MAIS NADA!!!
    A favoritíssima seleção cubana de 2003 tinha sido Ouro nas Olimpíadas de Sidnei/2000 e foi Bronze nas Olimpíadas de Atenas/2004 e contava com estrelas como: a Capitã Yumilka Ruiz, Yanelis Santos, Nancy Carrillo de la Paz, Daimi Ramirez, Yaima Ortiz Charro, Indira Mestre, Liana Mesa Luaces, Azurrima Alvarez, Anniara Muñoz, Martha Sánchez, Zoila Barros… E mesmo assim a República Dominicana foi vitoriosa.
    Como é possível uma seleção com tantas jogadoras altas, fortes, de impulsão e alcance de bola incríveis, com uma líbero espetacular(Brenda Castillo) e uma das atacantes mais poderosas do mundo como De La Cruz, não jogar como time?
    Como pode tantos talentos individuais ficarem batendo cabeça dentro de quadra?
    Como pode jogadoras tão fortes e privilegiadas geneticamente não conseguirem obter resultados em equipe?
    Que comissão técnica é essa que não consegue por esse material humano tão qualificado pra funcionar?
    O que adianta ter uma FERRARI nas mãos se não tem UM PILOTO À ALTURA?
    Imagina só se o Bernardinho tivesse essas dominicanas jogando pela UNILEVER, o que ele não iria fazer elas evoluírem taticamente.
    Acho que o problema da Rep.Dominicana é técnico, pois elas tem potencial pra estar disputando títulos e não ficar como saco-de-pancadas de todo mundo.
    É um imenso vexame as dominicanas terminarem em ÚLTIMO LUGAR NO GRAND PRIX com APENAS UMA VITÓRIA EM 9 JOGOS DISPUTADOS!!!
    Marcos Kwiek está LONGOS ANOS no comando da Rep.Dominicana e não consegue fazer esse time evoluir, é uma bagunça total, jogadoras confusas, batendo cabeça dentro de quadra, sem nenhuma organização tática, parece time colegial jogando…
    QUE DESPERDÍCIO DE TALENTOS!!!
    Como diz o velho ditado: DEUS NÃO DÁ ASA À COBRA!!!

    • perseverant

      É, realmente o Marcos Kwiek não tem mais como fazer esse time evoluir. Existem limitações técnicas por parte das jogadoras e da comissão técnica também. Acho que a saída dele motivaria as jogadoras. Quanto ao Bernardinho, não quero nem imaginar o que o Bernardinho faria com uma jogadora de 2.00m e ainda coordenada como a Martinez. Boas colocações Aline. MUDANDO DE ASSUNTO: Estou migrando para Blogs sobre volei que sejam mais democráticos, não censurem os comentários dos participantes só pelo fato de que o dono do blog não concorda com certas visões. Além disso, há um blog conhecido que se tornou local de comentários de baixo calão, pessoas desprovidas de educação, falta de respeito, tudo isso pode ser observado por lá. Sendo assim, vou passar a comentar por aqui, pois gostei do espaço. Pude perceber que as pessoas, por aqui, estão mais preocupadas em debater esse esporte tão apaixonante com visões mais racionais.

      • Parabéns Blog Saque

        Partilho da mesma opinião perseverant em relação a esse blog conhecido. É um absurdo os comentários, ou melhor, os xingamentos com palavrões e tudo expostos lá. E como vc bem relatou os comentários que não vão em concordância com o blogueiro são censurados mas o pior é os de baixo calão que a moderação deixa passar. Absurdo total! Como pode isso acontecer? Parabéns Daniel pelo seu blog! Que todos os blogs possam se espelhar no seu, pois sabe informar nós amantes do voleibol de forma objetiva e imparcial; e onde os comentários são sempre respeitosos mesmo quando se tem opiniões contrárias. E os de baixo calão são censurados. Vida longa ao Saque, para nossa alegria! rs

        • Edu

          A plena liberdade de expressão contempla um vocabulário que diversas vezes agridem nossa inteligência , quanto mais nossa compreensão.Seguidas vezes, por uma ausência melhor de repertorio verbal com a utilização das expressões grosseiras e chulas.Quanto aquele referido “blog do mal”sitiado no território do abecedário,o que se utiliza de rancores e motivações pessoais mal resolvidas como o corte de familiares na seleção para fazer campanha a favor de seus interesses pessoais em detrimento à pratica do sadio e independente jornalismo,me deixa bastante contrariado quando coloca afirmações ou convicções absolutamente pessoais, quase uma declaração, como produto de algum sujeito oculto.Exemplo, quando aponta categoricamente o Bernardo como a pessoa que vazou os documentos comprovando as comissões pagas aos antigos membros da CBV na forma de “dizem por ai que o técnico Bernardinho inconformado com a falta de apoio da CBV aos….”Aponte as incongruências ou evidencias,como por exemplo, ao se recusar a fazer uma postagem sobre a aposentadoria da excepcional libero Fabi, sua desafeto pessoal nos históricos de postagens, e ,na opinião daquele blogueiro, detentora de um lugar cativo indevido na seleção ele escolhe por vetar integralmente os comentários .Fora a grave obsessão em perseguir uma determinada levantadora ,nas boas e não tão boas atuações, e comemorar de formar efusiva seu corte na seleção.Criando a suspeita,na minha opinião , de uma recusa ou repulsa a uma aproximação menor entre os dois.

    • hicham

      Aline na minha modesta opinião acho que se o técnico da REPUBLICA DOMINICANA fosse o perfeccionista Bernardinho o jogo delas com certeza estaria num patamar muito superior-ele sim as faria evoluir mais e mais gradativamente.Ali há jogadoras muito altas e muito fortes fisicamente-com certeza elas relembrariam as grandes cubanas da década de 90(odiadas por serem as grandes rivais do Brasil na época mas muito talentosas também) É como você disse mesmo: DEUS NÃO DÁ ASA À COBRA mesmo.

  • Luiz Carlos Furucho

    Olá Daniel, boa tarde!

    Quando o Lance tinha a Coluna da Danielle Chevrand, rolava altos ‘barracos’ a respeito do que você postou hoje em sua coluna. Na época discutia-se quem é melhor a Fernanda Venturini ou a Fofão; o tempo foi passando e agora discute-se quem é melhor a Dani Lins ou a Fabíola; e o tempo vai passar aí vão discutir que é melhor essa ou aquela. Quando não existir isso, acho que o esporte deixará de ter o glamour que possui, e evidentemente com todo o respeito ao próximo e as instituições. Leio muito por aí, cada um defendendo o seu time, exprimir de forma chula o que se refere ao outro time, como por exemplo, é Unilixo pra lá e é Molixo pra cá, desse tipo de discussão eu fujo e vou procurar outro canto em que posso expor minhas idéias sem ser ‘ofendido’ e ao mesmo ‘ofender’, e também as instituições. Se começarmos a alongar os exemplos a coisa vai longe.

    Mas caro Daniel Bortoletto, que aliás estou com esta coluna em minha mãos, pois sou assinante do Diário O Lance, achei brilhante a sua coluna. Parabéns, pois!
    Forte abraço!

    • Danielle Chevrand

      Luiz Carlos, tenho muitas saudades dos barraquinhos da Família Dani. A gente discutia muito, mas éramos muito felizes. Eu tentava sempre fazer minhas análises de forma fria e técnica, sem paixão. Mas a paixão, como bem disse o Daniel, faz parte do esporte. Ainda bem que Daniel seguiu com esse importante espaço para os fãs de vôlei. Obrigada pela lembrança. Beijos pra vocêe pro Daniel!

    • Danielle Chevrand

      Luiz, também sinto muita saudade dos barraquinhos da família Dani. Nós discutíamos muito, mas era muito divertido. Nas minhas análises eu tentava ser o mais racional possível, sem deixar a paixão contaminar meus comentários, mas esporte sem paixão não existe, como bem disse Daniel. Fico feliz que hoje o Daniel tenha esse espaço reservado para os fãs de vôlei. É sempre muito interessante promover a discussão! Beijos pra você, Luiz, para o Daniel e para os demais membros da Família Dani.

      • Luiz Carlos Furucho

        Verdade Dani, quantas saudades que dos barracos que rolavam sempre muito bem conduzido por você, que o tornava em um ótimo nível. Por sorte nossa o Daniel Bortoletto veio a cobrir muito bem esta lacuna. Gostava muito da Família Dani. Agora acompanho todos os dias as colunas e os seus blogs que são muito bons e comento quando dá, pois o mundo do Vôlei gira a todo o momento. Mas o Daniel conduz sua coluna e seu blog no mais alto nível. Gostei muito de seu comentário aqui nesta coluna.
        Beijos pra você, abraços também para os membros da Família Dani e para o grande Daniel.

  • Lilika

    Apesar de ter meus ídolos, bem reais por sinal, pelo menos eu, tento ser neutra…nem sempre conseguimos, o ser humano é complexo mesmo rsrs. Da partida do Ênio, dirigentes e técnicos ao ver de muitos, a perda parece não surtir tantos efeitos, mesmo sabendo que as lutas dos bastidores não sejam mostradas como deveriam enfim…a vida é assim…

  • Jairo(RJ)

    Quando se falam em ídolos, principalmente no vôlei, a distância entre amor e ódio enquanto torcedores, para alguns é uma linha muito tênue… O amor por A ou B hoje vira rancor quando ocorre uma simples troca de clube ou país. A existência de preconceitos também norteia esse esporte e com isso mais alguns ídolos vão sofrendo (que o diga os Michael da vida!) E também o desempenho em seleções, o que falar?

    O Esporte tem suas variantes e por ser ídolo, um atleta, está sujeito a todo tipo de circunstância, tais como os Luizito Soares com seus dentões promoverem na Copa do Mundo. São pessoas ruins ou marginais? Tenho certeza que não, apenas são presas de suas emoções. Eu particularmente tenho o voleibol como primeiro esporte, mas gosto muito de tênis… e pasmem, o nº 1 do ranking, Djokovic está sendo criticado por conta de dois maus resultados, e isso porque o cara está vindo de lua de mel. Um pouco cruel, não é?

    Agora aproveitando Daniel, falando de ídolos, aqui no seu espaço pode ter um espaço para um bate papo com algumas pessoas, como Badalhoca, Vera Mossa, Ana Moser, Marcia Fu, Amaury, entre tantos outros, que já foram ídolos de tantas pessoas. Pode ser ?

  • Caco

    O fã é passional. Acho legal eternizar quem tanto fez pelo esporte, ao invés de se prender a uma fase ruim do atleta. Todo time tem uma equipe de profissionais para usar mais a razão do que a paixão ao tomar suas decisões. Os fãs não precisam disso. O esporte para eles é paixão e não profissão.
    Eu gosto de torcidas apaixonadas, que acreditam até o último minuto em seus times, ainda que a realidade diga o contrário; gosto da bagunça dos fãs nos ginásios, de sua incondicional torcida aos seus atletas favoritos e tenho a certeza de que os atletas também gostam disso; acho bacana a forma como os fãs apoiam os seus ídolos até o fim, não importando o que esteja acontecendo, sempre acreditando em uma volta por cima. Enfim, o atleta é ser humano, precisa desse carinho.

  • Tatiane

    Puxa, um blog tão bom, com um jornalista que escreve tão bem sobre voleibol, fico triste em ver só uma pequena nota a respeito da morte de Ênio Figueredo, e ainda assim quase uma semana depois. Ele merecia um blog só dele no dia 12/08.
    Ênio Figueiredo foi tecnico da seleção feminina em duas olimpíadas, e tem mesmo valor que Bernardinho ou José Roberto Guimarães, pois independente do resultado nas quadras ele representou o Brasil. Uma pena que só se de valor para os que ganham. Obrigado por representar tão bem meu país Ênio. O voleibol deve muito a você.

  • Afonso RJ

    Preferências pessoais, torcida pró e até contra, acho que todo torcedor é antes de mais nada um ser passional. Acho fundamental a variedade de opiniões, pois já bem dizia um Grande Mestre: “Toda a unanimidade é burra” (Nelson Rodrigues). Ou como dizia um outro Grande Mestre: “Posso discordar de suas opiniões, mas defenderei até o fim seu direito de externá-las” (François Marie Arouet). Críticas, elogios, opiniões. Tudo bem vindo.

    O que fica difícil de tolerar é a falta de educação (que às vezes beira a grosseria), comentários nítidamente maldosos, falsas polêmicas lançadas com a única finalidade de “aparecer”, e outras formas de manifestação que poderiam ser classificadas como discriminatórias, ofensivas, depreciativas ou no mínimo desrespeitosas.

    Felizmente nesse espaço há relativamente pouco disso. Acredito que nosso blogueiro é o principal responsável, pois em primeiro lugar, seus posts são imparciais e isentos de sensacionalismo ou polêmicas artificiais. Além disso certamente deve exercer uma justa censura. Essa palavra tomou uma conotação quase pejorativa, mas em certos casos além de plenamente justificável é mais do que necessária.

    E é por isso que prezo esse espaço, onde a grande maioria comenta com conhecimento de causa, e o que é mais importante, com educação, em que pese algumas vezes um certo grau natural de paixão. Espero que o Daniel continue seu belo trabalho, e por minha parte, mesmo com o risco de ser mal interpretado, vou continuar (pelo menos esporadicamente) pegando no pé de um ou outro mais exaltado.

  • Edu

    Recentemente observei o Daniel liberar os comentários em pleno sabadão noturno quando poderia estar utilizando o seu tempo de folga no convívio da família.Uma simples demonstração de zelo e respeito a um trabalho, que na minha opinião é muito bem realizado.O esporte , como na vida, desperta diversas paixões e o bom exercício de um blog temático e deixar com que essas mesmas paixões aflorem e sejam exercidas na sua plenitude. Conjugando com um minimo de respeito de mutuo(na esfera da civilidade) como no convívio das diferença de ideias e o transito de bons hábitos de comportamento e costumes.Peço um espacinho para lamentar publicamente numa ocasião a Folha ter ordenado a extinção imediata da coluna de vôlei assinada pela Cida Santos.Quanto mais num momento inoportuno como ocorrido em plena vigência das quartas de finais de uma Superliga em andamento.Nem sei se essa respeitável profissional, como nosso prezado Daniel, continua por lá e tem se dedicando a outras editorias?De vez em quando “dou um Google” para saber se ela transferiu a coluna para outro espaço.

    • hicham

      Muito bonito o que voce escreveu sobre o Daniel, Edu. Também concordo-O Daniel esta de parabéns.Quanto a´Cida Santos realmente ela faz muita falta-eu também sempre lia a coluna semanal que ela tinha na folha de S.Paulo.Ela sumiu da mídia parece.Que pena…

  • Suzana

    Olá, Daniel! Leio sempre sua coluna e gosto muito de como vc expõe seu ponto de vista sobre o esporte que eu amo! Bem, falando de amor, dizem que ele às vezes é cego e acho que é isso que acontece com alguns fãs. Participo de um grupo de vôlei de certa rede social e o que acontece é aquilo que vc descreveu, não importa se ela jogou há anos ou se está em declínio, se ela não faz parte principalmente da “seleção”, é tudo conspiração! E se a jogadora que atualmente joga na posição do seu ídolo vai mal então! Pipocam dezenas e milhares de posts ofensivos que não possuem o maior cabimento! E, assim, a guerra se instala! E é isso que me incomoda, uma briga generalizada que descamba para a baixaria! E que não fomenta nenhum debate. Para mim ser fã é apreciar tudo o que o jogador faz em quadra, se ele erra, apoiá-lo, e se acerta, regozijar-se de saber que fomos testemunhas de um momento muito especial! Como os seis match points que a Sheilla salvou, a bola que a Sassá foi buscar lá em Pequim, e quando o Giba deu os dois peixinhos lá em Atenas, e quando o ……..

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