Coluna de domingo: Quem é ídolo nunca perde a majestade?



Coluna Saque publicada neste domingo, 17 de agosto, está no ar. Quero, para variar um pouco, ler a opinião de vocês.

Uma das coisas que mais gosto no meu blog no LANCE!Net é estimular o debate.  Fãs assíduos do vôlei que sabem mais do que eu, leitores ocasionais, autores de testamentos ou textos sucintos, pouco importa. Valorizo demais quem dedica parte do seu valioso tempo para comentar um post, para dar a opinião sobre um tópico que levantei, para criticar (que seja com educação) ou para elogiar um jogador/treinador. E admito que gostaria de ter mais tempo para responder um por um. Quando não consigo, procuro dar a resposta em forma de novos posts, para atender mais gente.

Com o passar do tempo, fiquei cada vez mais curioso para tentar entender o que se passa na cabeça de quem me ajuda diariamente a construir a identidade do blog. E um tema que me chama muito a atenção é a defesa incondicional ao ídolo. Não importa se o auge dele aconteceu anos e anos atrás. Não importa se o momento atual dele é de declínio. Só importa que ele possui um currículo fantástico e assim deveria ter lugar cativo nos melhores times e na respectiva seleção. Se ele não está lá, a culpa é dos outros. Técnicos que o perseguem, companheiros que o boicotam, dirigentes “que não enxergam direito”  e se negam a abrir a carteira. O ídolo, venerado como um deus, não erra. Ele nunca comete deslizes. Ele é santo. Fugir da concentração?  Ter culpa numa briga? Intrigas da oposição… Ele é intocável! Na visão de quem idolatra, existem apenas os acertos, as vitórias e o apogeu.

Como adoro esporte em geral, sei que não é exclusividade do vôlei e dos esportes coletivos. Gostar de Federer é odiar Nadal no tênis. Ou vice-versa. No futebol, esse cenário é multiplicado algumas vezes, por envolver paixão clubística. E as reações são muito mais intolerantes, radicais e violentas. Ser fã, para mim, é também admitir que ídolos não são eternos. São de carne e osso. Como nós!

Morte
O vôlei perdeu na última semana o ex-treinador Ênio Figueiredo. Ele, que comandou a Seleção feminina nos Jogos Olímpicos de Moscou-80 e Los Angeles-84, teve como último grande trabalho internacional a direção técnica do Peru, levando o país à Copa do Mundo de 2007. Uma grande perda!



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