Coluna de domingo: Quem é a favor de um jogo com seis sets?



Pessoal, bom domingo a todos. Segue a coluna Saque publicada neste primeiro dia de dezembro.

O Brasil acompanhou, na semana passada, uma partida terminar após seis sets. Isso mesmo! Pela semifinal do Campeonato Paulista feminino, o Molico/Osasco perdeu para o Pinheiros por 3 a 2 e se classificou para a decisão após faturar um set desempate. Triunfo que encheu minha caixa de e-mail de perguntas, críticas e elogios.

Já refleti sobre o assunto, mas a tal regra, importada de torneios europeus, não me convence. Tenho a impressão de que certos regulamentos só servem para dificultar a compreensão do esporte, atrapalham o fã ocasional e pouco agregam. E, no fim das contas, vão contra ao que a Federação Internacional defende atualmente ao cortar a pontuação dos sets de 25 para 21 pontos. Se é para diminuir o tempo em quadra, um jogo com seis sets é uma incoerência, não?

O vôlei talvez seja o esporte que mais adaptou suas regras às necessidades da TV nas últimas décadas. Muitas das mudanças, diga-se de passagem, melhoraram a dinâmica do jogo e foram grandes acertos: fim da vantage, criação do líbero… É preciso, porém, que o bom senso, palavrinha da moda no futebol brasileiro atualmente, seja incorporado ao dicionário de nossos cartolas. E falo isso para o bem do vôlei.



  • Iuri

    Daniel, o Osasco venceu por 3×3, pois o Pinheiros venceu o jogo principal por 3×2, e o Osasco faturou o golden set…

    • Daniel Bortoletto

      tem razão. falha nossa

  • Diogo

    Eu particularmente ñ tenho muita coisa contra o golden set,até pq com o paulista sendo disputado no meio da SL atrapalha muito e tem q acaba logo..as unicas coisas q eu ñ gostei foi como o golden set acontece,pq eles inutilizam o 1° jogo,pois se vc perde o 2° ta fpra ou vai pro golden set,o + justo seria q o perdedor do 1° jogo tivesse q ganhar com o msm placar pra levar o jogo para o golden set..outra coisa q ñ gostei foi a exaustão das jogadoras q sofrem muito em quadra,eu em casa sentado no sofa fiquei mentalmente destruido imagine elas la em quadra..

  • Afonso RJ

    O problema é o seguinte: Melhor de três pode ser decidido com 2 jogos apenas ou ser necessário o terceiro jogo de desempate. Essa incerteza quanto a necessidade do jogo extra (que quando eu era pequeno a gente chamava “a negra”) compromete o calendário e as grades de TV. O “golden set” foi criado para resolver esse problema. Outro critério poderia ser o “set average” ou até mesmo chegar ao “point average” mas argumenta-se que iria complicar demais a cabeça dos torcedores com uma infinidade de contas e possibilidades. Quanto a mim, considero mais justa a realização de um terceiro jogo de desempate, mesmo porque preserva o físico das atletas. Mas não acho completamente descabido o set de desempate.

    Quanto aos sets de 21 pontos, só mais uma consideração: O Bernardinho comentou que havia outras maneiras de diminuir o tempo de duração dos jogos, principalmente cortando-se o numero de paralizações, ddiminuindo-se os tempos para o saque e outras coisas mais. Eu, particularmente acho excessivas as paralizações por tempos técnicos (no meu entender completamente desnecessários) e/ou pedidos de tempo disponíveis para cada treinador. Quem sabe mexendo-se nesses detalhes, diminuindo-se as paralizações ou tornando-as as mais breves possíveis o jogo não fluiria melhor e se reduziria a duração das partidas.

    No mais: Torneio de Alassio, Montreux, Grand Prix, Sulamericano de Clubes, Mundial de Clubes, Copa dos Campeões, Campeonato Turco, Campeonato Italiano, Superliga Russa… Tudo com sets de 25 pontos. Só nós remamos contra a maré. Será que só nós estamos certos? Que acabe logo essa péssima superliga 2013/14, a pior que eu já acompanhei. Minha esperança é que na próxima a CBV crie um mínimo de juízo.

    • Caco

      No Japão, as jogadoras respeitam os 15 segundos para o saque. Tudo bem que aqui é mais quente e precisamos mais da secagem das quadras, mas estou me referindo ao fato de, mesmo quando não há secagem, as jogadoras enrolarem muito antes do saque. A ideia do Bernardo é, no mínimo, interessante.

      A regra de 21 pontos foi aplicada na Liga europeia desse ano. Pelo que sei, ninguém esteve satisfeito por lá. Aqui no Brasil já existem muitos críticos e, mesmo aqueles que não criticam, também não estão apoiando a ideia (com exceção do Nalbert rsrsrs). Acho que, se realmente os jogos fossem mais transmitidos pela TV, alguns até que concordariam com a mudança. Não é o caso.
      Não sou contra mudanças. Apenas penso que precisam ser bem pensadas, especialmente quando a mudança altera em muito a relação do torcedor com o esporte.
      O torcedor tira a noite para ir ao ginásio; em determinadas situações, até parte do dia, caso decida comprar os ingressos antes; se apronta; em cidades grandes, demora, às vezes, 1h ou 1h30 para chegar e mais 1h para voltar. No fim, a partida acaba em 50-55 minutos…
      Em esportes novos, tudo bem! Não há outra referência. Porém, para quem já está acostumado com sets de 25 pontos, sim.
      E tem mais, a sensação muitas vezes é muito maior do que a real diferença de 4 pontos.
      Me explico: o jogo para tecnicamente aos 14. Suponhamos que um técnico decida fazer uma parada aos 16. O outro, aos 18. Depois, mais uma aos 19 e outra aos 20.
      Já presenciei algumas pessoas não acostumadas com o vôlei, que estavam sentadas ao meu lado, reclamarem: “Pô, esse jogo para toda hora!” A sensação da frustração da expectativa da continuidade da tensão nos momentos finais de um set é muito maior do que os meros quatro pontos.

      • Afonso RJ

        Você tocou exatamente no ponto do meu comentário abaixo: Diminuiram a duração do jogo mas não diminuiram as interrupções. O jogo acaba ficando muito mais truncado. Os pedidos de tempo, distribuidos entre 25 pontos, agora ficam espremidos entre 21.
        E tem mais uma coisa: os sets não foram diminuidos em “apenas” 4 pontos como muitos pensam ao fazerem um cálculo simplista. Imaginemos uma situação limite em que um time abra 23 a zero e o outro consiga uma virada miraculosa e vença por 25×23. Depois dos 21 pontos, são mais dois do primeiro time para alcançar os 23, e mais 25 pontos do outro time para virar o jogo, num total de 27 pontos disputados. Claro que isso tem uma probabilidade desprezível de ocorrer, mas teoricamente os sets de 21 pontos diminuem entre 4 e 27 o número de pontos disputados. Na maioria das vezes o set é diminuido em bem mais de 4 pontos.

        • Caco

          Interessante! De fato, são muito mais do que 4 pontos. Somente espero que o passarinho que a Sheilla ouviu seja alguém muito influente na CBV.

        • Osmar Cordeiro

          Poderia ter apenas uma parada técnica obrigatória lá pelo 12 ou 13 º ponto , apenas 1 parada para cada time e diminuição de substituições . Não adiantou nada abaixar para 21 se o resto continua a mesma coisa .

  • rapha

    prefiro por exemplo final da SL em final de 2 jogos com golden set a final em jogo único

  • Lilika

    Prefiro o golden set a 21 pontos o set…todos visam menos desgaste e maior visibilidade para a midia…mas como disse a Erica ponteira do Brasilia, numa entrevista de um outro site, não é isso o que estamos vendo…nesse sentido estou gostando, os jogos demoram mais…e a política daquela emissora que detém os direitos de tudo o que acontece no voleibol mas só se presta para exibir as finais, cai por terra…

  • Afonso RJ

    Assisti hoje à final do Paulista. Joguinho bem chinfrim. O SESI não deu nem para a saída. Cometeu uma enxurrada de erros, muitos deles infantis e o Osasco não teve o menor trabalho em abiscoitar mais um título paulista. Recepção péssima a do SESI, com Priscila Daroit jogando muito abaixo do que pode. Ju Costa faz muita falta e com opostas como Ivna e Neneca o time não deve ir muito longe. São boas para compor elenco, mas não para decidir. Chegar às finais do paulista foi bem mais do que seria de se esperar. Salvam-se Fabizona e Dani Lins, mas só as duas não podem fazer milagres.

    Outra coisa que tem me chamado a atenção: com sets de 21 pontos, e mantidos os tempos técnicos, percentualmente temos menos tempo de bola em jogo. Em outras palavras: Diminuiu-se a duração do jogo, mas não o tempo das paralisações. Acaba que o jogo fica mais truncado, com paralisações mais próximas umas das outras. E há quem diga que o jogo fica mais dinâmico!!!

    Outro comentário: Até o site da CBV está confuso esse ano. Tiraram a tebela por rodadas, erraram datas das transmissões de jogos pela WEB, e agora me pareceu que diminuíram drásticamente a transmissão de jogos pela WEB (ou será que só não anunciaram ainda?). A cada dia que passa mais me convenço que a superliga desse ano não vai deixar nenhuma saudade.

  • Valdir

    É besteira falar que a incerteza o 3 jogo atrapalha grades de TV bla bla bla. NBA, um dos campeonatos com “mata mata” mas bem sucedidos do mundo tem finais em melhor de 7 jogos. E todo mundo adora quando chega no 7 jogo, é um sucesso de público, TV, dinheiro, etc… Aliás, o basquete não tem empate, e nos playoffs, muitos jogos vão para o OT, as vezes com 2 e até 3 prorrogações, e ninguém reclama de tempo de tv.

  • Mauricio

    Acho o Golden Set interessante para campeonatos curtos ou secundários, no caso do Paulista. Não há muito tempo para ficar realizando terceira, quarta, quinta partida. Ótimo pra Copas, Regionais. Na superliga não cabe.

  • Osmar Cordeiro

    Alguem confirma se na Superliga os playoffs vai ter esse Golden Set tbem ?

    • Daniel Bortoletto

      não teremos Golden Set na Superliga

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