Coluna de domingo: Prévia para as finais do Grand Prix



Pessoal, boa tarde. Coluna Saque publicada neste domingo, 25 de agosto, no LANCE!. Está quase na hora das finais do Grand Prix. Preparados?

O hexagonal final do Grand Prix começará na madrugada da próxima quarta-feira, em Sapporo, no Japão, com um emblemático duelo entre Brasil x Estados Unidos. Desde a definição da tabela, na semana passada, vejo fãs ouriçados no meu blog e também no Twitter. E não é para menos.

A partida é simplesmente a reprise da decisão dos dois últimos Jogos Olímpicos, ambos vencidos pela equipe de José Roberto Guimarães. As duas seleções também monopolizaram as três edições mais recentes do GP. Neste caso, as americanas entrarão em quadra como atuais tricampeãs, sempre deixando as brasileiras no segundo degrau do pódio. A rivalidade entre os times é crescente, assim como o grau de conhecimento que um tem do outro.

Vejo o Brasil em um momento melhor do que os Estados Unidos, muito por manter grande parte da base de Londres-2012. Durante o GP, Zé Roberto deu chances para algumas atletas, como a oposto Monique, a ponta Gabi, a central Juciely e a líbero Camila Brait. Mas agora chegou a hora das titulares Sheilla, Fabiana, Thaisa e Fabi. Com esta espinha dorsal, além de Dani Lins e Fernanda Garay, outras remanescentes da Olimpíada, coloco uma boa dose de favoritismo no Brasil. No encontro entre as duas seleções na primeira fase, em Campinas, 3 a 1 para as donas de casa. Mas não vejo muita relevância nele como parâmetro para o confronto de quarta-feira.

E por tudo isso dá para cravar o vencedor do duelo como provável vencedor da competição em 2013? Eu não diria isso com todas as letras, apesar de em 2012 o jogo ter acontecido também na primeira rodada do hexagonal e a vitória americana por 15 a 13, no tie-break, ter encaminhado a conquista. China, Japão, Sérvia e Itália, os outros quatro concorrentes ao título, não demonstram estar muito abaixo da dupla. Coloco a renovada seleção chinesa acima das outras, mais próxima da dupla Brasil e Estados Unidos e como candidata ao pódio.

Segundo minha bola de cristal, após os jogos do dia 1 de setembro, teremos a seguinte classificação: Brasil, China, EUA, Sérvia, Japão e Itália.

 



  • daniel

    Minha aposta é a seguinte: Brasil, EUA, Sérvia, China, Japão e Itália.

  • Muita calma nessa hora,o Brasil quando perdeu para Bulgária dias atrás,estavam em quadra:Sheilla e Thaisa,além das demais olímpicas:Dani Lins,Fe Garay,Adenísia e Brait, e mesmo assim perderam.Qualquer pessoa de bom senso verá que a Sheilla não ta jogando desde a superliga e o Brasil pedeu a boa chance de fato renovar a equipe.O volei feminino vai pagar muito caro lá na frente,pelo medo da renovação.Os EUA renovaram sua equipe quase na totalidade,estavam ausentes neste grand prix as maiores jogadoras americanas,sejam por opção do técnico ou por motivos pessoais destas jogadoras.O medo que tem o ze roberto de sair com uma derrota ,talvez pela competição individual com bernadinho,irá custar caro.A Pri D., a Claudinha e demais novatas foram pouco utilizadas,grande erro dele ter-se arriscado pouco.

    • Bernardo

      Concordo inteiramente com o LEAL. Falou e disse tudo e ainda penso que o vencedor desse Grand Prix esteja entre EUA e Brasil mesmo, as duas melhores seleções no vôlei atualmente, 1º e 2º do ranking. Quem ganhar esse confronto tem enorme probabilidade de levar o título. Embora a China saiu invicta da fase classificatória, dos finalistas ela só enfrentou a Sérvia, e ainda foi até o quinto set. Será um grande adversário, mas não acredito que supere brasileiras e americanas.

      O que chama atenção para esse Grand Prix que a seleção brasileira é a que menos tem renovado. Só Gabi e Monique de novidade praticamente. Não sei porque na última semana o técnico brasileiro excluiu Adenízia, Jucyele e a brait, para colocar Sheila, Thaisa, Fabiana, Fabi, etc…
      Desse jeito, nunca que a seleção terá de fato um grupo renovado e entrosado.

      É nítido e impressionante como os EUA, após Londres já reuniu um grupo muitas caras novas e excelentes jogadoras, sem contar com Hooker, Larson, Hodge, quem também são revelações e nem estão jogando esse ano. Penso que é apenas uma questão de tempo até as americanas dominarem completamente e conseguirem um título olímpico. Rússia e China também estão a todo vapor com jogadoras muito jovens e promissoras. Até a Itália, que até então vinha tendo uma certa dificuldade em renovar seus atletas no voleibol está colocando jogadoras interessantes para os jogos, inclusive no masculino.

      Se o Brasil levar o título desse Grand Prix, será principalmente devido à presença de jogadoras mais velhas que já possuem experiência, não por renovação ou inovação, o que é preocupante se pensarmos a longo prazo.

  • R.TIGRE

    A ITÁLIA em último lugar???
    Sinto muito, mas não vai ser mesmo!!!
    Ao contrário de Sérvia e Brasil, a Itália preferiu voltar e treinar em casa após o fim da fase classificatória do Grand Prix. As titulares só jogaram os 2 primeiros finais de semana e depois voltaram para a ITÁLIA, as novatas jogaram o último final de semana e depois também voltaram para a ITÁLIA.
    Depois de treinar em casa, a delegação pegou o voo desde Milão até Sapporo. O desembarque das italianas aconteceu na manhã de Domingo (25), três dias antes da estreia com o anfitrião Japão.
    Marco Mencarelli adotou uma estratégia especial para buscar o título do GP: como o intervalo entre a fase de classificação e a fase final era grande, não valia a pena deixar as jogadoras mais estressadas ainda longe de casa por tanto tempo.
    A opção por treinar na ITÁLIA, perto dos familiares, surtiu um efeito muito favorável no psicológico das jogadoras, que vão agora para a fase final com as energias renovadas sem a tensão de tanto tempo de concentração.
    Para a final a ITÁLIA vem com força máxima, o time titular deverá ser:
    Levantadora: Noemi Signorile
    Oposta: Indre Sorokaite
    Líbero: Mônica de Gennaro
    Centrais: Valentina Arrighetti e Martina Guiggi
    Ponteiras-passadoras: Carolina Costagrande e Caterina Bosetti
    Completam o time: Camera, Chirichella, Diouf, Fiorin, Barcellini, Gennari, Folie.

  • Leo

    Acredito que vá ser uma boa fase final. Serão bons jogos. Brasil x USA é um show à parte. Quero vê mesmo é o ótimo time da China! ^^

  • karina

    Espero sempre que o Brasil ganhe todos os títulos, mas analisando racionalmente, a seleção americana é a que mais me agradou – tem um jogo muito rápido, atacantes com muita potência no ataque, uma grande levantadora e boa defesa; a Sérvia e China têm jogadoras altas e potentes, bloqueio e saque fortes, logo depois vem o Brasil, que na minha opinião é a quarta força. No Brasil, de renovação mesmo só Gabi, as outras “novatas” acima de 26 anos, sem potência no ataque e baixas o que acaba comprometendo a defesa, pois as adversárias atacam por cima do bloque brasileiro. Acho que o ZR perdeu uma ótima oportunidade de testar jovens e altas jogadoras.

  • emanuella

    O Brasil ganha com um pé nas costas.
    Todo mundo mexeu nos times

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