Coluna de domingo: Parceria real entre clubes e seleções



Coluna publicada na edição de domingo, dia 22/9, no LANCE!. Um assunto que ainda merece reflexão e discussão.

Após conversar com alguns treinadores de ponta do vôlei brasileiro, resolvi voltar ao assunto calendário. A Superliga masculina começou para alguns, os Estaduais seguem rolando país afora, Seleção feminina está no Sul-Americano, logo mais Sada/Cruzeiro e Unilever estarão no Mundial de Clubes, sem contar o Mundial de Seleções sub-23 e a Copa dos Campeões no Japão. Ou seja: jogo não faltará até o fim de 2013. E talvez esse seja o maior perigo.

Ainda não existe uma racionalidade entre o calendário de clubes e Seleções durante a temporada. Algumas delas, como a atual 2013/2014, são ainda piores, com eventos que não são anuais (Copa dos Campeões e Mundial sub-23). E esse exagero prejudica principalmente os atletas, mais expostos a contusões em meio à maratona de treinamentos, partidas e viagens.

– Precisa existir uma boa convivência entre seleções e clubes. Não pode ser uma disputa. É preciso bom senso.

É assim que o argentino Horacio Dileo, comandante do Vivo/Minas, pensa, por exemplo. E concordo em gênero, número e grau com o argentino. Do jeito que está, seleções e clubes são rivais na utilização de atletas. Mas na verdade elas deveriam ser parceiras. Uma complementa a outra. E, para isso, um calendário mundial  mais “humano” precisa ser colocado em prática.

Ao menos, vejo uma espaço democrático para que discussões aconteçam no Brasil, em busca do tal equilíbrio tão necessário. Técnicos, clubes e jogadores com voz ativa, CBV abrindo espaço na organização da Superliga, descentralizando as decisões… Se ecoar aqui, chegará aos ouvidos da FIVB. E será bom para todos.



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