Coluna de domingo: Os pedidos para o bom velhinho



Para quem não viu o LANCE! de domingo, minha última coluna do ano, já que o Diário não circula dias 25/12 e 1/1, coincidentemente, dois domingos:

Caro Papai Noel, vou aproveitar minha última coluna de 2011 para fazer alguns pedidos para o senhor.

Já não estou na idade de esperar muitos presentes, você sabe. Mas o ano que se aproxima é muito importante para o esporte e, por viver profissionalmente dele, peço que inclua algumas coisinhas na sua imensa lista.

Em Londres, um lugar mais próximo de sua casa, vai acontecer a Olimpíada. A Seleção feminina de vôlei buscará o bicampeonato e o senhor precisa colocar essas meninas na linha. Saber jogar elas já provaram que sabem, mas precisam estar com a cabeça no lugar. Na Copa do Mundo, elas não foram boas moças e ficaram sem o presente, que era um lugar no pódio. Se deixarem os problemas fora de quadra, vão brigar pelo ouro mais uma vez. Tenho certeza de que elas têm crédito com o senhor, sabem que erraram e já refletiram bastante sobre as falhas.

Já a Seleção masculina poderia passar uns dias aí com você. É um ótimo lugar para esfriar a cabeça, imagino. Neste ano, o time mais vencedor dos últimos tempos parecia mais nervoso do que o normal. Brigas são comuns em longos casamentos, mas muitos componentes parecem mais estressados do que o nornal. O time não jogou aquela bola toda da fase final do Campeonato Mundial de 2010, mas não desaprendeu. Papai Noel, alguns jogadores também precisam apenas estar 100% fisicamente lá na Inglaterra, para que possam desequilibrar. Não é fácil enfrentar alguns gigantes que seu continente europeu aí produz. Se não for pedir muito, proteja ombros, joelhos e canelas também.

Na praia, alguns dos nossos melhores sofreram com contusões antes de Pequim-2008 e o resultado foi aquém do esperado. Se desta vez por diferente, aposto que os resultados também serão.

Por fim, bom velhinho, já que estou me excedendo nos pedidos específicos, o mais importante. Dê uma força para que raça humana possa ser chamada de humana novamente. Tenho visto tanta coisa feia por aqui que tenho medo do mundo que meus filhos pequenos vão enfrentar na fase adulta.



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