Coluna de domingo: O vôlei vive um inferno astral no Brasil?



Pessoal, boa tarde. No ar a coluna Saque publicada neste domingo, 29 de setembro, no LANCE!.

Há algo de podre no reino da Dinamarca. Fui buscar na fantástica peça Hamlet, de William Shakespeare, uma forma de definir o vôlei brasileiro hoje.

É difícil digerir o que aconteceu na noite de sexta-feira, em Osasco. Primeira rodada da Superliga feminina, ginásio reformado, um time repleto de selecionáveis versus um estreante que representa uma região importante e, infelizmente, pouco representativa no esporte. Fãs ansiosos pela abertura da principal competição do país, com recorde de participantes entre as mulheres. O 3 a 0 do Molico/Osasco no Maranhão/Cemar era esperado. O que ninguém imaginava é que as parciais de 21-11, 21-17 e 21-16 devam se transformar em 21-0, 21-0 e 21-0 nos próximos dias. E assim ignoramos o jogo em si e vamos falar de julgamento, tapetão, TJD…

Segundo a CBV, o Maranhão escalou a levantadora argentina Yael Castiglioni de forma irregular. Ela só teria condição de atuar a partir de quarta-feira, atendendo o regulamento da competição. Chicão, técnico do time maranhense, diz que todo trâmite legal foi cumprido e, se houve algum atraso, foi culpa da greve dos bancos/correios.

O SporTV, que transmitiu o jogo, anunciou ainda com a bola rolando que o placar pouco importava, já que o triplo 21-0 era certo pela escalação irregular da hermana. Ou seja: a partida não valeu nada para quem estava no ginásio ou vendo pela TV. Me pergunto: se a irregularidade foi percebida antes, o delegado do jogo não deveria impedir que Yael entrasse em quadra?

Esse tipo de acontecimento mancha a imagem de qualquer esporte, por mais vencedor e organizado que seja. Que fique claro: não quero rasgar o livro de regras. Quero apenas que o bom senso prevaleça.



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