Coluna de domingo: O ‘estrago’ que as estrangeiras estão fazendo



Coluna Saque publicada neste domingo, 13/1, no LANCE!

Uma búlgara em primeiro lugar, seguida por uma cubana e uma brasileira. Em quarto, uma canadense e logo depois outra cubana.

Até parece ranking de fundamento do Grand Prix, mas na verdade é a estatística de ataque da Superliga feminina.

Vasileva, Herrera, Fernanda Garay, Pavan e Ramirez são as cinco melhores atacantes da competição após o primeiro turno. Não deixa de ser uma charme especial para um torneio brasileiro ter estrangeiras renomadas se destacando por aqui. Uma prova cabal de que Vôlei Amil, Unilever e Banana Boat/Praia Clube acertaram na contratação das gringas. Mas, confesso, que fico um pouco preocupado com essa “concentração internacional” em um único (e tão importante) fundamento.

Minha primeira preocupação é com a fase das brasileiras, principalmente as selecionáveis. A oposto Sheilla, por exemplo, deveria estar nesta briga, mas não aparece entre as dez melhores. Titular da Seleção há vários anos, a jogadora do Sollys/Nestlé ainda não encontrou sua melhor forma após quebrar um dedo do pé no início da preparação da equipe de Osasco. Na derrota para a Unilever, na noite de sexta, o atual campeão nacional sentiu falta de uma atuação consistente de sua principal atacante. Ainda viu a “forasteira” Pavan roubar a cena, fazendo com que as cariocas faturassem o título simbólico do turno.

Também sinto falta de nomes novos entre as melhores ranqueadas. No Top 10, apenas Tandara e Priscila Daroit, oitava e décima colocadas, representam a nova geração, com capacidade de disputar vaga no grupo brasileiro para a Olimpíada de 2016. Isso me faz pensar se é válido para atletas mais novas e talentosas, como Gabi e Ivna, serem reservas na Unilever e Sollys, quando podiam ser titulares em qualquer outro time do país.



  • HELLO

    Adoro o UNILEVER,mas já cansei da Natália, depois que conquistou o OURO OLÍMPICO sem condições de jogo e nas costas das demais jogadoras, ela está mais irregular ainda que antes… eterna promessa? Ela ficou esse tempo todo sem saltar, só treinando fundamentos de fundo de quadra, mas parece que não adiantou muito, pq Natalia está dando muito prejuízo no passe, além de levar muitos tocos no ataque… Logam Tom tbém não tá muito entusiasmada no ataque. Gostaria de ver a GABI no lugar da TOM e a REGIS no lugar da NATÁLIA, pelo menos a Régis é mais alta(1,90m) e bloqueia melhor que a NATALIA.
    Quem tá salvando o time mesmo é a Sara PAvan que está pontuando como louca, tem tudo para ser a maior pontuadora da SUPERLIGA.
    Galera a HERRERA é uma excelente ATACANTE, e só isso, não ajuda nos outros fundamentos. No ataque ela é uma das melhores do mundo, mas no bloqueio, saque, passe e defesa é apenas uma jogadora mediana dos 154 pontos que marcou na superliga até agora 94% foram no ATAQUE e apenas 4% no bloqueio e 2% no saque, ou seja, HERRERA É FENOMENAL NO ATAQUE, mas deixa a desejar no PASSE, DEFESA, SAQUE E BLOQUEIO onde quase não pontua. Nesses fundamentos a DAYSE é uma jogadora mais completa e equilibrada, pois como já jogou como MEIIO-DE-REDE, PONTEIRA-PASSADORA e OPOSTA ela contribui muito mais no PASSE, bloqueio e no saque do que a HERRERA.
    O PRAIA CLUBE não liderou por tanto tempo a SUPERLIGA devido somente ao talento no ataque da HERRERA, mas também porque tem outras jogadoras muito eficientes nos demais fundamentos. Além disso, a outra estrela estrangeira do time é uma das melhores meio-de-rede do mundo, Prata em Londres/2012, que dá várias opções de ataque e tem um “time” de bloqueio excelente, a Dani Scott-Arruda.
    Ou seja, o PRAIA CLUBE perdeu uma excelente atacante e só. Nos outros fundamentos HERRERA não contribuía. P/ HERRERA pontuar somente no ataque, tinha outras jogadoras no time executando os demais fundamentos. Uma vez que um time não vive somente de ATAQUE.
    HERRERA é retrato do que é o vôlei cubano hoje em dia: mais de 90% somente ataque e menos de 10% os demais fundamentos!!! Depois da regra do líbero o vôlei cubano nunca mais conseguiu ter o domínio absoluto que teve no final do século XX… A decadência do vôlei cubano coincidiu com a saída de REGLA BELL da seleção, nunca CUBA produziu uma jogadora tão técnica e equilibrada nos fundamentos quanto REGAL BELL, ao contrário da maioria das jogadoras cubanas, REGLA BELL não era só ataque, ela tinha um excelente fundo de quadra, exímia defensora, excelente passadora, além de, claro, ter um canhotaça mortal no ataque… Porém ela dava o equilíbrio que a seleção de CUBA precisava para não depender somente do seu ataque. Regla Bell é a jogadora que mais conquistou títulos pela seleção cubana, tricampeã olímpica(1992,1996 e 2000) e TETRA-CAMPEÃ da COPA DO MUNDO, entre vários outros títulos. É a melhor e mais técnica passadora que o voleibol cubano já produziu, responsável pelo grande volume de jogo nas equipes em que atua. Na atualidade nenhuma líbero ou ponteira-passadora cubana conseguiu chegar sequer perto do que REGLA BELL significou para o campeoníssimo time cubano do final do século XX…
    E HERRERA não é diferente, apesar de ser uma excelente atacante, fica devendo, e muito, nos demais fundamentos.
    Dayse logo na primeira partida como titular já pontuou nos 3 fundamentos.
    Juliana Carrijo é a levantadora mais jovem a ser titular de uma equipe competitiva da superliga e está atuando com a maturidade de uma veterana, inteligente e serena, distribui muito bem as jogadas, fazendo uma dupla muito boa com a Camila Adão na inversão do 5×1.
    Arlene é uma líbero veterana que tá com muito mais energia que muitas líberos jovens por aí, depois de anos de experiência na seleção brasileira, continua incansável no fundo de quadra.
    As irmãs Pavão esbanjam técnica e habilidade.
    Angélica é uma revelação no meio-de-rede, alta e ágil, sempre comparece no ataque e no bloqueio.

    • daniel

      Então vamos aguardar e ver até onde vai o Praia sem Herrera.

  • Afonso RJ

    É verdade que no quesito ataque, as estrangeiras estão se sobressaindo. Mas isso já era de se esperar, uma vez que a maioria delas foram contratadas e vieram para isso mesmo.

    Mas minha opinião é a seguinte:

    Em termos de seleção, a gente nunca foi lá essas maravilhas no ataque. Times como Rússia, Cuba e outros principalmente do Leste Europeu, mole mole têm um ataque muito melhor que o nosso. Estão aí para provar a Gamova, Mammadova, Sokolova, Goncharova e mais um monte de “Girafovas”.

    Da mesma forma, a gente ainda não chegou no nível da asiáticas no quesito recepção e defesa. Elas tem um jogo irritante, onde a bola não cai ou custa para cair, e acabam muitas vezes “vencendo pelo cansaço”.

    Sempre achei que a nossa grande vantagem, que nos colocou no topo do ranking mundial, foi o grande equilíbrio nos fundamentos e um forte jogo de conjunto (méritos aos nossos técnicos). A gente ataca mais que as asiáticas e defende mais que cubanas e “ovas”. Nossos times sempre foram mais “de jeito” do que “de força”.

    Quanto à Sheilla, se a gente traçar um gráfico do seu desempenho, vinha bem baixinho, deu um pique nas olimpíadas e depois voltou ao patamar anterior. É bom lembrar que jogando no Unilever na temporada passada deixou a desejar, e acbou sendo “engolida” pela Hooker. Portanto, já vimos esse filme. Especulo até que o Bernardinho nem fez tanta questão assim de mantê-la no time.

    E no final, a bem da verdade, nós simplesmente não temos nenhuma grande oposta no momento. Talvez por deficiência das comissões técnicas das divisões de base que desviam automaticamente todas as jogadoras mais altas para a posição de central, sem levarem em consideração seu potencial como opostas.

    No momento as nossas esperanças de atacantes de força são a Tandara e a Natalia (Elisângela? Esquece!). Na primeira não levo muita fé. Para mim é uma “ova” piorada, pois só sabe atacar para baixo e para onde o nariz aponta. Sobra força mas falta técnica. Exemplo típico foram os quatro blocks seguidos que tomou na final do Top Vôlei contra o Cannes. Tenho mais esperanças na Natália, mas acho que ainda tem muito a ser lapidada, o que talvez aconteça agora que está sendo treinada pelo Bernardinho. Aliás, tenho esperanças que a Natália ainda retorne à sua posição original de oposta, e que essa passagem como ponteira ajude em seu aprendizado.

    Gabi e Pri Daroit são ponteiras e grandes esperanças, e uma na mão do Zé e outra na mão do Bernardinho só tendem a crescer. Acho que ambas ainda vão contribuir muito para nossa seleção, mas provavelmente nunca serão atacantes de força e muito menos opostas de bola de segurança.

    E já que estamos falando das gringas, o que está acontecendo com a Logan Tom? Adaptar-se ao Brasil ou ao Rio, não creio ter sido problema. Mesmo porque é uma jogadora experiente e já jogou em um monte de lugares, inclusive aqui mesmo no Brasil. Portanto o país não é nenhuma novidade para ela. A sensação que passa é que ela não está nada confortável. Tem algo estranho.

    • Gosto muito da Sheilla, e acho que o Problema dela é justamente o cansaço somado ao jogo dela que nunca foi só na força, ela é dependente de uma boa levantadora
      não que ela só consiga se sobre sair se tiver uma boa levantadora, ela faz uns estragos também
      mas a verdade é que ela sem uma boa levantadora não consegue mostrar todo o seu Potencial

      Vejo a nova geração taum fraca…. quando comecei a acompanhar o voleibol essas mesma meninas de hoje já arrebentavam no mundo, tinham entre 20 e 25 anos em sua maioria,

      hoje a realidade é que a Daroit que tem 24 anos é uma “aposta” “Promessa”
      sendo que com essa idade ela ainda naum se destaca no cenário nacional
      e a natália já mostrou ser o grande talento, detonou no Mundial de 2014 e em finais de superliga, não acho que mereça o rotulo de eterna promessa, mas uma coisa é verdade… como ela tá passando mal… doi de ver…. e o pior é que ainda naum consegue compensar o seu mau recepcionamento com grande ataques… tá devendo ainda… espero que melhore ao se recuperar completamente

      a gabi que é a grande promessa… naum vejo ela taum melhor que a sassá em outros tempos. talvez ataque melhor e bloquei melhor, mas a sassá defendia mais e sacava mais!

      as veteranas só tem mais um cilco olimpico, visto que como exemplo Paula aos 30 já não rende tanto, e assim provavelmente vai acontecer com muitas das outras jogadoras

      me impressiono com o fato das Brasileiras ao chegar aos 30 já começarem a cair muito de rendimento, e jogadoras como Sokolova aos 35 conseguem jogar em alto nível!

      foi e é uma geração muito vitoriosa! que não tem substitutas a altura, ainda!

      e a posição de Oposto é a mais precária, visto que somos acostumados com Leila, Mari e Sheilla… então quem vai pegar essa batata quente.. não vejo ninguém no nivel ainda, mas tendo essas possibilidades

      acho Tandara muito 8 ou 80, ataca bem de mais, depois mal demais, muito irregular para titular da seleção, prefiro a Joicinha!
      Jú Nogueira, sô o Zé mesmo ….. Sinceramente eu Prefiro a Lia do que a Jú Nogueira… acho eu

      já que as opções não estão muito boas, se eu fosse o Zé levaria opostas novas como a Stefany (acho que naum é assim que se escreve), uma que foi jogar na Alemanha, acho que devemos preparar alguém realmente para o Futuro por que, sinceramente, com 24 e 25 anos ninguém pode ser considerado promessa ou revelação no voleibol feminino, já que o auge do Atleta de ve está entre os 23 e os 26 anos.

    • César Castro

      Não poderia estar mais de acordo!

  • Fabricio

    1. Nossas estrelas estão muito valorizadas, são relativamente jovens, porém estão muito desmotivadas.
    2. Nossas promessas não estão tendo espaço. Amargando banco nos times grandes, com raras exceções.
    3. Muitas lesões por treino, calendário apertado ou mesmo azar.
    4. Não há como negar que as mais novas não tem o mesmo talento das atuais.
    Pronto.

  • @Felipe_hiego (BA)

    Acho bom esse numero limite de estrangeiros que a CBV impôs, pois com um numero maior poderia atrapalhar o surgimento de novos talentos.
    Mas sonho com o dia em que teremos nossas jovens talentosas sendo titulares em grandes equipes como as jovens italianas C. Bosetti, Leticia Camera, De Gennaro, Diouf que preferem jogar ainda que seja em equipes de menor expressão, do que bancar para estrelas consagradas.

  • Luciano

    Muito legal sua matéria, e seu ponto de vista. Mias também vejo que para uma seleção há poucas vagas, e o Voleibol profissional é uma profissão, é com isso que os jogadores ganham dinheiro. De repente será que ser banco de times de ponta financeiramente rende mais do que titular de times que brigam na parte de baixo da tabela. Apenas suposições, mais seria interessante se os times se equivalecem e fosse muito bom ver grandes jogos entre eles, tanto masculinos como femininos. É também muito interessante ver que os selecionáveis estão distribuídos tanto no masculino como no feminino em apenas 3 times.

  • bsb

    E tem gente que critica o Sollys por ter uma seleção em seu grupo. Mas será que é melhor vc formar uma seleção nacional ou ficar trazendo estrangeiras? Ao meu ver o Sollys faz certo e aposta no que é nosso valorizando nossas velhas e novas craques. O problema da renovação tb é não ter uma liga B como temos no masculino. E dez equipes na primeira divisão para um país tão grande como o Brasil é pouco. Poderíamos ter umas 14, se RS, Nordeste, Centro-Oeste e Paraná tivessem um representante cada. Mesmo que fossem equipes mais fracas do que times como Pinheiros e Minas que são os times médios seria importante para buscarmos jovens atletas, sem falar em torcida e patrocinios.

    • Felipe Lima

      Eu também gostaria de mais times, mas teríamos 2 “problemas”:

      a) Mais equipes = mais jogos. Já tivemos manifestações dos jogadores reclamarem que estavam com excesso de jogos (SE não me engano o Gustavo encabeçou essa campanha…).

      b) Montar times apenas para participar. Seria dinheiro jogado fora. Vemos equipes com suporte financeiro que ao primeiro revés cortam investimentos, mesmo esse revés significando um 3º ou 2º lugar nas competições. Uma equipe entrar sabendo que será saco de pancadas assusta qualquer marca de injetar dinheiro.

      • Andrea

        Concordo principalmente que é necessário que surjam equipes novas. Flamengo e Fluminense devem voltar ao voleibol adulto no Rio,seria ótimo a volta do Mackenzie em Minas, do time de Brusque e de outros estados.

  • Thamyres

    Não querendo defender a Sheilla, mas já defendendo(rs) chega uma hora que o corpo cansa , na temporada passada , pelo Uni , ela foi sacrificada, o Bernadinho mesmo já afirmou que o jogo todo era baseado nela atacando. Pela seleção, nesse ano, quando foi necessário que ela aparecesse ela surgiu . Pelo Sollys, atuou um pouco no mundial, mas depois caiu e teve o dedo quebrado. Mas ainda acho que o cansaço do corpo é maior do que a vontade de vencer pela mente. Alguém destacou a técnica da nossa seleção, e é isso que vejo nela, técnica muito bem apurada, que pouco apareceu nessa superliga.
    Com relação a Gabi, quando soube que o Mackenzie fechou as portas me perguntei qual seria um bom time pra Gabi continuar como titular, depois veio a noticia dela atuar no Uni, não gostei, não pelo fato dela ir para o Rio, mas sim que ela seria banco, afinal a principal contratação do Rio na temporada passada finamente estaria de volta(Natalia) e com a força dela no ataque, Logan Tom chegava pra fazer o fundo de quadra, tirando as possibilidades da Gabi atuar como titular. Se ela ganha sendo comandada pelo Bernadinho, claro que ganha. Mas é uma perda muito grande vê-la no banco e não mais atuando como atuava pelo Mackenzie.

    A Ivna ganhou muito com a Sheilla no Osasco, além de ter atuado quando a Oposto quebrou o dedo, pegou da eterna oposto brasileira alguns golpes técnico interessantes, como certar largadas de fundo de quadra que a Sheilla faz bem, a Ivna andou abusando delas no paulista .
    Daroit esta em pleno desenvolvimento.
    Ju Nogueira, anda um pouco esquecida, e bastante apagada no Amil, ela tbm precisa de mais oportunidades e muita confiança de sua comissão técnica para voltar a brilhar um pouquinho pela sua equipe, claro que com a Vasileva jogando muito isso dificulta um pouco as coisas….

  • VIVOMINAS

    Agora “completíssimo” o VIVO-MINAS entrou de vez no hall dos favoritos. O Minas 2013 resolveu o problema de contusões de seus atletas, as estrelas estrangeiras, o habilidosíssimo argentino QUIROGA e o mão-pesada tcheco FILIP. estão de ânimos renovados com o retorno. É um time muito jovem, com a garotada da nova geração bombando mesclados com a experiência e categoria do Marcelo Elgarten e do Henrique Randow. Dentre os novatos os maiores destaques são:
    1. O excelente líbero LUKINHA: Cheio de títulos e premiações individuais nas categorias de base da Seleção Brasileira, ele vem com tudo para substituir o Serginho que se aposentou da seleção adulta. LUKINHA tem sido o maior destaque na posição de líbero dessa superliga,mostrando que amadureceu bastante e está pronto para a seleção adulta. Currículo recheado: foi campeão Sul-americano Infanto; vice-campeão do Campeonato Mundial Infanto e eleito a Melhor Recepção; campeão do Campeonato Sul-americano Juvenil e eleito Melhor Recepção e Melhor Líbero; campeão do Campeonato Mundial Juvenil e eleito Melhor Líbero.
    2. Ricardo Lucarelli: substituto natural de GIBA na seleção, vem tendo atuações fantásticas na ponta do VIVO-MINAS, e vem forte na briga para ser o maior pontuador da SUPERLIGA;
    3. Maurício Souza: gigante do meio-de-rede com 2,06m, estreiou em 2013 com uma atuação de gala contra o MEDLEY/CAMPINAS, marcando 8 pontos de bloqueio, sendo um dos grandes responsáveis pelo 3×0.

  • PINHEIROS surpresa, USIMINAS decepção

    Pinheiros à frente do Usiminas foi a maior surpresa do 1º turno da Superliga feminina, afinal de contas o Pinheiros veio com uma equipe pra lá de modesta para a disputa da SUPERLIGA, cuja principal jogadora é uma ex-central que foi deslocada para as funções de ponteira e capitã do time: ANDREIA LAURENCE. Todos pensavam que o PINHEIROS ficaria na lanterna junto com o São Bernardo, mas, surpreendente, está na SEXTA posição atrás do SESI, quinto, e à frente do USIMINAS, sétimo.
    O USIMINAS, por sua vez, com jogadoras bem mais conhecidas e experientes que as do PINHEIROS, como a levantadora CLAUDINHA, a líbero TÁSSIA, as centrais FÊ ÍSIS e as ponteiras TAÍS BARBOSA, TAISINHA e LIA, fez um começo de SUPERLIGA muito bom, inclusive vencendo a líder UNILEVER por 3×0, e ,até o início da QUINTA RODADA, sustentava a TERCEIRA POSIÇÃO NA TABELA, porém, o divisor de águas foi o jogo contra o SESI, em que o USIMINAS, jogando em BH,vencia por 2×0, e tudo levava a crer que fecharia novamente em 3×0, mas aconteceu um apagão no time, o SESI aproveitou a chance e virou o jogo, vencendo os 3 sets seguintes, fechando o jogo em 3×2. Parece que o USIMINAS nunca mais se recuperou dessa grande ducha de água fria que foi perder de virada um jogo que parecia ganho, pois desde então foram CINCO DERROTAS consecutivas e o USIMINAS não venceu mais no campeonato, despencando da TERCEIRA para a SÉTIMA posicão. Enquanto isso o PINHEIROS que estava até então na DÉCIMA e última posição depois de QUATRO derrotas seguidas,deu uma arrancada e foi para a SEXTA posição.

  • kucas kazan

    antes era saca na mari agora é saca na tom, ja passou da hora o bernardinho chamar a atençao dela ja estamos no returno, para mim ela veio ao rio para passeio.

    • kucas kazan

      lucas kazan

  • DIVA SCOTT-ARRUDA

    DANIELE SCOTT-ARRUDA DIVOU, sempre simpática, porém com a bola em jogo saiu carimbando todo mundo com seus torpedos. Acho que não teve uma jogadora no São Bernardo que não levou uma bolada dela.
    Juliana Carrijo e Camila Adão novamente se revezaram na inversão do 5×1 e aproveitaram que a DIVA SCOTT-ARRUDA estava com a mão pesadíssima para encherem ela de bolas. MAYHARA entrou bem na função de OPOSTO revezando o 5X1 com a capitã MONIQUE.
    Spencer Lee, excelente técnico, superou muito bem a falta de Herrera deslocando Dayse de oposta para jogar de ponteira-passadora e A CENTRAL MAYHARA para atuar como OPOSTA nas inversões do 5X1. Enquanto isso reveza Angélica e Letícia Hage pelo meio de rede, com a DIVA DANI SCOTT-ARRUDA fixa na outra vaga de central.
    Arlene e as irmãs MONIQUE e MICHELE defenderam muito e deram um volume de jogo muito grande ao PRAIA.
    DANI SCOTT-ARRUDA saiu como MVP da partida e deu uma entrevista muito simpática em português.
    O SÃO BERNARDO sofreu muito com o saque do PRAIA: foram “13 ACES” em apenas 3 sets.
    JULIANA CARRIJO está sobrando nessa SUPERLIGA, tá esbanjando categoria e tranquilidade digna de uma veterana, com certeza é o nome para RIO/2016.
    A líbero do São Bernardo esteve ridícula,Stephany não consegue defender direito e sequer fazer passes decentes,aliás ninguém no SÃO BERNARDO consegue passar.
    São Bernardo nessa SUPERLIGA nem parece o mesmo time que fez a final dos JOGOS ABERTOS DO INTERIOR contra o OSASCO.
    P/falar a verdade não vejo o SÃO BERNARDO com chance nenhuma de vencer sequer uma partida,pq enquanto a maioria dos times vem evoluindo o São Bernardo está estagnado.

  • Afonso RJ

    Vi o jogo ontem entre S.Bernardo e Banana Boat e fiquei pasmo com a recepção do time paulista. Eu sabia que o S.Bernardo vinha muito mal na competição, amargando a lanterna, e me perrguntava porque. Afinal tem a Renatinha que já foi selecionável, a levantadora Ana Cristina que fez um bom campeonato no ano passado pelo finado Volei (sem) Futuro e tem uma cubana que como toda a compatriota “senta o braço”. Mas entendi agora porque conseguiram apenas um mísero pontinho em todo o turno. A recepção é uma verdadeira catástrofe. Eu nunca vi um time que se diz profissional tomar mais de meio set em aces num jogo de 3 sets. Foram 13 no total. Isso sem contar a correria que a pobre da já meio gordinha Ana Cristina foi obrigada pela “jacas” que a recepção mandava para ela quando por puro acaso conseguia pegar algum saque. E olha que não era saque tão forçado assim de uma Taísa, Tom ou Pavan. Era tudo saque tático. E por falar em gordinha, a pobre da Teny não dá. Consegue ter ainda menos mobilidade que a jamanta do Amil. Não chega em bola nenhuma e só põe para cima o que vai na direção dela. Sem brincadeira: se não melhorar, e rápido, desse jeito o São Bernardo não ganha nem de time de colégio de freira.

    Por outro lado, gostei do Praia. As mexidas que o “Holandês Voador” fez para contornar a saída da Herrera foram dignas de um verdadeiro estrategista. Graças ao bom passe principalmente da Michelle e Arlene (que mais parece whiskey escocês – quanto mais velha melhor) a Ju deitou e rolou na distribuição e pode encher a outra gringa do time de bolas, que não se fez de rogada e botou a maioria no chão.

    Esse time do Praia, mesmo sem a Herrera ainda promete. Acho que não ganha dos grandes, mas pode beliscar pontos e quem sabe até protagonizar uma zebra. Pode quem sabe até fazer uma semifinal. Sesi que se cuide.

  • marcio

    Essa estatística é facilmente explicada. Não tem nada de ruim com as atacantes brasileiras, o que acontece é que nos times em que jogam Sara Pavan, Vasileva e Ramirez, a bola é quase que exclusivamente levantada para elas, já no Sollys a distribuição é maior e mesmo assim a Garay vem se destacando, alias como vem fazendo a no minimo 5 anos. Estrangeiro não pode ser contratado para ser mais um, tem que ser decisivo!

    • Daniel Bortoletto

      Vasileva e Ramirez jogam no mesmo time. Só aí já dividem as ações

      • marcio

        Na verdade quis dizer a Herrera desculpe, a Ramirez só joga contra time fraco.

  • Adriano

    Eu concordo com o que falaram sobre as estrangeiras, vejo como natural que se destaquem.

    Agora, em relação às jovens brasileiras, também há uma explicação, e aí, acho justificada a preocupação do Daniel. Tandara e Daroit, assim como a Natália, são jogadoras da geração que disputou o Mundial juvenil em 2007. As gerações de 2001 (base da seleção campeã olímpica em Pequim) até 2007 trouxeram as jogadoras mais talentosas do vôlei brasileiro até hoje. A partir de 2009, já começa a haver um gap.

    A Ivna era apontada como tendo muito potencial naquela época, mas tem feito algumas opções equivocadas na sua carreira e hoje é facilmente superada por algumas jogadoras que não eram tão boas quando ela era juvenil, como Ju Nogueira e Daroit. Já são 3 temporadas consecutivas no banco. As outras ponteiras/opostas daquela geração – Natiele, Glauciele, Letícia Raymundi, Isadora obviamente não vingaram. A Glauci agora está tendo uma boa oportunidade no Pinheiros, sendo titular. Gostaria de ver como está se saindo – infelizmente nenhum jogo do Pinheiros foi transmitido ainda. Semana que vem, o Sportv deve passar o jogo contra a Unilever.

    Depois, tu tem as gerações de 2011 e 2013. A de 2011 teve algumas boas atacantes baixinhas, como a Samara e a Gabi Souza. Normalmente, essas jogadoras, mais habilidosas, se dão bem nas categorias de base, mas quando passam pro adulto têm muita dificuldade de se firmar – vide Silvana, Letícia Raymundi, Elymara: todas eram referência nas seleções juvenis e, no adulto, meio que não foram pra lugar nenhum. A última exceção, entre esse tipo de ponteiras, foi a Sassá. Não espero muito dessa geração também, em termos de ponteiras.

    Em 2013, teremos pleiteando o título juvenil a geração da Gabi Guimarães e da Rosa. A Gabi, embora também baixa, parece ser a ponteira mais talentosa a surgir no vôlei brasileiro nos últimos tempos. A Rosa, que começou como oposta, está fazendo a transição pra ponteira agora e começando a jogar passando. Acho que dá pra esperar bastante dessas duas, ao menos. Mas é notório que há um gap, de pelo menos duas gerações, aí.

  • Rafael

    Primeiramente vamos tratar melhor o nosso portuga. Não é a “oposto Sheila” e sim oposta, como também “ponteira”, “líbera” e “levantadora”, o substantivo se flexiona seguindo o gênero.
    Entre as estrangeiras, a Logan é quem está mais irregular, já as demais estão jogando no nível para o qual foram contratadas. Destaque para a Pavan, que carrega o Rio nas costas.
    O Osasco ainda pena com as levantadoras. Isso tem prejudicado o jogo da Sheila (que nunca foi uma atacante de força) e sobra para a Fê resolver na base da porrada.
    A grande surpresa é o Praia, que está muito bem taticamente. Pena que perderam a Herrera.
    Entre as selecionáveis nacionais, as melhores durante essa SL são a fabizinha (que tem amenizado o problema de recepção e defesa do Rio) e a Garay. Abr.

    • Daniel Bortoletto

      A oposta é como a Globo usa, por exemplo. O LANCE! sempre usou a oposto. Exatamente para não usar a líbera, como você bem exemplificou, Rafael.

MaisRecentes

Zenit campeão com méritos. “Cubanos” dominam premiação



Continue Lendo

Sada/Cruzeiro sai do Mundial com bronze e cabeça erguida



Continue Lendo

Rodada define confrontos da Copa Brasil masculina



Continue Lendo