Coluna de domingo: O dilema vivido por Leandro Vissotto



Pessoal, boa tarde. Está no ar minha coluna publicada hoje no LANCE!. Um assunto difícil de abordar.

A arritmia cardíaca que tirou Leandro Vissotto de uma partida do Ural Ufa, pelo Campeonato Russo, na terça-feira, dividiu os internautas do meu blog no LANCE!Net. O acontecido deveria fazer com que o oposto, titular da Seleção na Olimpíada de Londres, pensasse apenas na vida e encerrasse a carreira prematuramente aos 29 anos?

Para quem não sabe, Leandro Vissotto precisou fazer um cateterismo no início de 2012, após sofrer outra arritmia em jogo do Cuneo, clube que defendia na Itália. A cirurgia, inclusive, colocou em xeque a participação dele na Olimpíada. Mas a recuperação foi boa e o gigante de 2,12m acabou sendo convocado por Bernardinho.

Parte da pergunta feita por mim no primeiro parágrafo foi respondida pelo jogador, ontem. Ele tratou o acontecido como “mais um susto” (termo utilizado pelo próprio nas redes sociais, entrou em quadra após ser liberado pelo cardiologista Jacob Atie  e disputou os quatro sets do seu time na derrota para o Nizhny Novgorod por 3 a 1. Marcou 22 pontos e liderou o Ural Ufa.

“Jogou normalmente, sem problema algum”, me disse uma pessoa próxima ao atacante.

Ainda assim, fico imaginando o que seria o “normalmente” numa situação assim. O que se passa pela cabeça de alguém com histórico de problemas cardíacos logo na partida seguinte a uma arritmia?

Leandro sempre teve muito respaldo familiar. Lembro do início do então garoto-prodígio em Suzano, com a família quase sempre na arquibancada do Ginásio Paulo Portela. Ele ainda enfrentou lesões graves no joelho e demorou para se firmar na categoria adulta. Sabe o que é estar desacreditado. Hoje, com vários títulos importantes no currículo, também sabe o que é estar no auge. Que seja iluminado para saber também até quando vale a pena seguir jogando.



  • Meyre

    Sempre vale a pena seguir jogando, se é isso que ele quer e é disso que ele gosta: eu, por exemplo, adoro o que faço! Prefiro morrer fazendo o que gosto, o que me dá prazer, a ter uma vida longa e frustrada por ter desistido dos meus sonhos!

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