Coluna de domingo: Nuzman causa mal-estar no vôlei



Pessoal, está no ar minha coluna Saque, publicada neste domingo, 9/12, no LANCE!.

Quem diria! Carlos Arthur Nuzman, que tanto se orgulha e se vangloria por ter dado o impulso inicial, na década de 80, para o vôlei se transformar no segundo esporte do país, perdeu boa parte do seu prestígio na modalidade nos últimos dias.

O motivo foi uma entrevista dada para a “Veja”, na qual reclama da “falta de ambição dos atletas pela vitória”. O presidente do COB, ao analisar o número de medalhas conquistadas pelo Brasil na Olimpíada de Londres, criticou os jogadores de vôlei: “Os brasileiros são mais frágeis aí. Tremem mais do que os outros. Quando um jogador de vôlei não acorda bem, costuma falar para o outro: ‘Hoje estou com uma leve dor’. Chineses, russos, americanos não têm uma leve dor. Ou, se têm, ignoram”.

A frase teve um efeito devastador nos bastidores do esporte. Em off, dirigentes, integrantes de comissões técnicas e jogadores soltaram cobras e lagartos sobre Nuzman. A opinião quase unânime é a de que ele praticamente rotulou o classe como “amarelona”. Para a turma do vôlei, era mais justo dar nome ao boi ou aos bois, se eles existem, do que colocar todos sob suspeita. Sentiram-se traídos e atacados pelo cartola. Em on, vi apenas rápidas (e posso dizer também corajosas) declarações de Murilo, Bruninho e Lucão, via Twitter.

“Difícil ler certas coisas e ficar quieto!“, escreveu Murilo. Lucão respondeu a mensagem com um palavrão.

“O que pensar disso?!?! Indignação com tanta Mer**!“, completou o levantador.

E a classe usa os resultados dos últimos anos para rebater a teoria de Nuzman, principalmente as cinco medalhas olímpicas conquistadas nos últimos três ciclos (três ouros e duas pratas).

No dia 18, o COB organiza o Prêmio Brasil Olímpico. Até lá, bombeiros vão precisar entrar em ação para evitar alguma saia justa.



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