Coluna de domingo: Mundial sub-23 era para ser uma boa, mas…



Coluna publicada neste domingo, 6/10, no LANCE!.

A ideia é ótima. A data de execução, porém, atrapalha e compromete.

Assim defino a primeira edição do Campeonato Mundial sub-23, iniciado ontem, no México, em sua versão feminina, e começando hoje no masculino, em Uberlândia (MG).

Na concepção do projeto, a FIVB acerta ao criar uma competição para uma faixa etária decisiva na carreira dos atletas. É o período de afirmação entre a base e o profissional, que muitas vezes faz com que joias que vinham sendo lapidadas há anos deem o último salto rumo ao estrelato definitivo. Ou, também com frequência, sepulta de vez fenômenos da base que não possuem jogo/cabeça/físico para brilharem no profissional. Na gíria do esporte, é a hora de transformar jovens em adultos. Pode parecer cruel, mas essa seleção natural é um marco na carreiras dos atletas.

O Mundial sub-23, porém, esbarra em sua estreia no calendário mundial apertado. Faz, por exemplo, com que times brasileiros no início da Superliga perca seus atletas de treinos e jogos. Algumas potências europeias desistiram da disputa, enquanto alguns times “pouparam” atletas, priorizando outras competições. Pior, em alguns casos, ele expõe demais alguns jovens talentos. É o caso de Lucarelli, por exemplo. O maior nome da nova geração do país vem de jogar a Liga Mundial pelo Brasil entre maio e julho, o Sul-Americano em agosto e emendou por mais um mês treinos de segunda a quinta com a Seleção sub-23, em Saquarema, com a participação em jogos e treinamentos do Sesi, seu clube, no restante da semana. Depois voltará para a Superliga e deve, provavelmente, jogar ainda a Copa dos Campeões com a Seleção, em Japão, em novembro. É muita coisa e, no fim das contas, faz com que o Mundial sub-23 seja considerado o menos importante evento deste calendário insano.

 

 



  • Afonso RJ

    Calendário insano… concordo plenamente.
    E aida digo mais: com uma quantidade dessas de competições e torneios se sucedendo e se sobrepondo da maneira mais caótica possível, o resultado é que uma boa parte deles seja desvalorizado, com os participantes enviando equipes “B” ou poupando jogadores. Não seria esse o caso do Grand Prix, quando China e Sérvia entraram com seus times reserva contra o Brasil, com a desculpa de que teriam os campeonatos asiático e europeu respectivamente logo a seguir? Desse jeito daqui a algum tempo vamos ter disputas para valer com times titulares em quadra apenas nas Olimpíadas e talvez no Mundial.

    Mas a boa notícia é que no sub 23 feminino os técnicos se reuniram, criticaram duramente a sugestão da FIVB e rejeitaram por maioria arrasadora o set de 21 pontos, incluindo aí o técnico brasileiro. O torneio será disputado com sets de 25 pontos, mesmo sendo patrocinado pela própria FIVB. Temos ainda pela frente o sub 23 masculino, e os mundiais de clubes. De quantos pontos serão os sets desses torneios? Algo me diz que se forem de 25 pontos, estarão enterrando de vez essa ideia de jerico de sets mais curtos.

    Num comentário anterior, ponderei que o grande problema da transmissão do volei pela TV não era a duração dos sets, mas a imprevisibilidade da duração da partida. Uma equipe forte contra uma fraca, e o jogo tende a ser curto com 3 sets rápidos, onde a aquipe mais fraca pontua pouco. Por outro lado, um jogo equilibrado tem sets longos em que ambas as equipes pontuam muito e pode ser decidido apenas no tie break. Foi justamente isso que aconteceu nos os jogos entre Uniara x Brasília e S. Caetano x Sesi. Em ambos os jogos a grade do SporTV foi pro brejo. No caso de S. Caetano x Sesi, nem teve o “pré-jogo” de Vasco x Internacional (não se perdeu nada, porque esse tal de pré-jogo é só locutor e comentarista falando abobrinha e enchendo linguiça por quase meia hora).

    Resumo da ópera: a besteira dos sets de 21 pontos só fez foi desagradar a todo o mundo e não resolveu o problema das grades das TVs.

    Finalmente: talvez ainda seja cedo para afirmar, mas me arrisco a dizer que o SESI está mais fraco que no ano passado e que dificilmente chega às semifinais da superliga. As derrotas do Brasília não me surpreenderam muito. São atletas a quem devemos muito, mas parece que já deixaram para trás o seu auge.

    DELENDA EST CARTHAGO
    SETS DE 25 PONTOS JÁ. QUERO MEU VÔLEI DE VOLTA!!!!!!

  • VOLEI BRASILEIRO EM DECADENCIA

    Daniel, o que você queria com um brasileiro no comando da FIVB? Bagunça, desorganização e zona. É só você observar a tentativa de implantar a escrota regra de 21 pontos. A Europa não vai aderir a essa regra. Graças a Deus. O mundo inteiro vai jogar com a regra de 25 pontos e no Brasil será 21 pontos. É um vexame. Você verá nas próximas competições o desempenho medíocre das seleções masculina e feminina adultas prejudicadas por essa regra medíocre implantada por essa emissora chamada Rede Globo.
    O Brasil já perdeu a hegemonia nas categorias de base, é só observar os resultados esse ano. A seleção masculina já foi superada pela Rússia e assim será.
    O vôlei brasileiro vai se fuder por causa da Rede Globo e seu bonequinho chamado Ary Desgraça.
    Aguarde cenas do próximos capítulos.

  • Engraçado como um torneio interessante, disputado no Brasil, com sets de 21 pontos, e mesmo assim nenhuma emissora se dispôs a transmitir. A Sérvia trouxe o oposto Atanasijevic e o central Lisinac, ambos medalha de bronze no ultimo europeu,o Brasil o já citado Lucarelli, tem Russia, Argentina e Bulgária, boas seleções que valeriam a pena, para quem gosta de vôlei,assistir.

  • raphael

    Eh isso msm Daniel, o campeonato tem 21 pontos por causa da tv, mas nao tem transmissao no Brasil?? um campeonato mundial no Brasil e nao tem transmissao??

    Pelo amor de Deus, comente ou melhor, faca um post sobre isso, por favor!

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