Coluna de domingo: Mulheres, uma explicação, por favor!



Está no ar a Coluna Saque publicada neste domingo, 9/3, no L!

Pouco mais de uma década atrás, quando ainda era repórter do LANCE! e cobria, entre outros esportes, o vôlei, gostava de brincar com companheiras de cobertura sobre a “instabilidade feminina”.

A minha tese, usada em 90% das vezes para irritar Patricia Trindade, Mariana Lajolo, Carol Knoploch, Erica Hideshima ou Joanna de Assis, era baseada em jogos inexplicáveis da Superliga feminina. Aqueles que se encaminhavam para um 3 a 0 e, do nada, mudavam completamente de rumo e acabavam no tie-break, estendendo o plantão noturno de todos nós em ginásios Brasil afora.

Por que essas variações incríveis acontecem com tanta frequência entre as mulheres? A explicação é tática, técnica, emocional, hormonal? Tentava arrancar delas, entre uma provocação e outra, uma resposta.

Aquele fatídico Brasil x Rússia, o jogo do 24 a 19, em 2004, colocou o tema em discussão. E apareceram um milhão de teses, incluindo as mais machistas e sem fundamento. Anos depois, voltei a debater o assunto com Samia Hallage, que foi psicóloga da Seleção Brasileira feminina na Olimpíada de Pequim. E suas explicações me convenceram de que trabalhar a cabeça das mulheres é essencial para evitar as tais oscilações de humor e desempenho em quadra.

Ontem, no Dia Internacional da Mulher, resolvi voltar ao assunto no blog e também dedicar este espaço para a discussão. Desta vez, nenhuma provocação para elas  que fique claro. Mas me senti, novamente, com a sensação de anos atrás ao ver o jogo entre Vôlei Amil e Unilever. 2 a 0, 18 a 13 e o time da Campinas quase levou a virada.

E assim sigo sem entender vocês, mulheres!



  • wms

    Concordo com essa história de instabilidade feminina, apesar de instabilidade não ser exclusividade do gênero quando estamos falando de vôlei. Independente das teorias que expliquem o fenômeno, o fato é que os jogos no feminino são mais atraentes (falando agora no sentido esportivo, hehe) aos meus olhos. Dá até mais graça torcer diante de tanta imprevisibilidade: as viradas de mesa são tão emocionantes quanto disputas parelhas. Além do mais, são jogos com menos peso no fator força física, o que se traduz em muitos rallies e muitos lances de improviso. Espero continuar vendo nessa modalidade, especialmente através das mulheres, aquela inspiração pra nunca desistir das dificuldades, já que tudo pode ser… ou alguém não fica com a esperança renovada quando vê aquele tie-break entre Brasil e Rússia nas Olímpiadas?
    P.S: não fica aqui o “feliz dia internacional da mulher”, pois torço para o fim desta data, consequência natural de um mundo que tenha na igualdade de gênero um fato, e não uma busca.

  • Jairo(RJ)

    Que entender a psique feminina?… pede pra reencarnar como mulher na próxima vez!..

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