Coluna de domingo: Mari é o maior dilema de Zé para Londres



Coluna Saque publicada hoje, dia 10 de junho, no LANCE!

Não gostaria de estar na pele de José Roberto Guimarães neste mês e meio até a Olimpíada de Londres. O técnico tem vários problemas (físicos, técnicos, emocionais ou todos eles somados) para definir a equipe que buscará o bicampeonato olímpico. Fechar o grupo de 12 atletas será uma tarefa das mais difíceis de sua carreira, já que existem dúvidas em todas as posições: Natália vai se recuperar da cirurgia na canela? Dani Lins ou Fernandinha como reserva de Fabíola? Levar apenas Fabi como líbero ou ter Camila Brait no elenco?

O maior dilema, porém, se chama Mari. A jogadora, criticada injustamente após a traumática semifinal em Atenas-2004 e que deu um cala boca nos críticos em Pequim-2008, vive fase técnica muito ruim, agravada por problemas no ombro direito e nos joelhos. Na tentativa de resgatá-la, Zé Roberto usa o Grand Prix como laboratório. Mari atua como oposto, sua posição de origem, já que na ponta virou alvo preferido dos saques adversários por ser inconstante na recepção.
Sem a obrigação de passar, ela dará a volta por cima e poderá fazer sombra para Sheilla? O passado diz que sim. O presente, após os jogos contra Itália e Sérvia, deixa dúvidas.

O técnico tem um relacionamento quase paternal com Mari. Foi ele, quando comandou Osasco, quem mudou a posição de Mari da saída de rede para a ponta. Via potencial em uma atleta alta, carência que o Brasil sempre teve nas ponteiras. Anos depois, durante o período em que dirigiu o Pesaro (ITA), tendo Mari como uma das comandadas, Zé virou uma espécie de conselheiro, tendo apoio da esposa Alcione nesta tarefa.

Hoje, tanto o técnico quanto a jogadora perdem noites de sono em busca de respostas. Mas somente os dias, ou melhor, os jogos, responderão as perguntas que tanto os atormenta.



  • Annie

    Essa eh a matéria com a Mari? Fraquinha! Eu pensei que era uma entrevista com ela! Btw, se o Zé pode esperar pela Natália contundida e sem jogar até as vésperas da olimpíada, porque nao esperar pela Mari? Querem que o Zé abandone a Mari e nao de chance pra ela se recuperar 100% das contusões pra finalmente jogar o que sabe? Eh como abandonar um trabalhador que se acidentou em trabalho. Totalmente antitérmico, imoral e injusto.

    • Daniel Bortoletto

      não é uma matéria. é uma coluna

      • Annie

        Não concordo com sua coluna. A Mari tem tudo pra se recuperar fisicamente para as Olimpiadas. E ela bem fisicamente, com certeza vai ser boa tecnicamente, e aí não tem porque haver nenhum dilema, nenhuma dúvida em levá-la. Aí ela é uma das maiores certezas para as Olimpiadas.

        • CMA

          gente mais as olimpiadas estão aí, se ela tem tudo para se recuperar, é muito arriscado. ela tem que estar recuperada agora, e não no futuro próximo.
          igual a Natalia, que esta estragada a mais de um ano, não tem como levar um atleta assim.

          • Arthur

            Hoje o Brasil venceu a Polonia gracas a Mari .. jogou como uma verdadeira talentosa campeã olímpica.
            🙂

  • CMA

    acho que a Mari vai, Zé confia e gosta dela, merece??? não pelo que esta jogando nesse ano, mas com certeza vai, deve ser reserva da Sheilla ou das ponteiras mesmo.

  • Luiz

    Ihhhhhhhhh, gente! A Mari entrou no jogo hoje e jogou muito! Saiu de quadra com 100% de ataque. E agora?

    • Claudio

      Quantos sets ela jogou?

  • Mauricio

    Um outro problema da Mari é que sua concorrente direta, a Tandara, está jogando bem, no saque, ataque e bloqueio. Para acirrar ainda mais, ela jogou como ponteira-passadora na última SL. Hoje, a Tandara está um passo à frente da Mari. Isso tudo conta a favor da Tandara que ainda é nova e pode render mais na seleção nos próximos ciclos.

    Se a Mari voltar para ponta, aí vai se complicar ainda mais.

    É certamente um jogo de quebra-cabeças…bom ou ruim só saberemos nas próximas semana.

    Alguém sabe se o Brasil fará jogos amistosos-treinos com alguma equipe, pós Grand Prix, como fez em 2008 contra os EUA?

  • Welmer

    Acho que a Mari vai a Londres. Mas acho que ela deveria ganhar um pouco mais de confiança. Nos dois jogos iniciais desse GP, a Mari foi pouco utilizada, parece que as levantadoras não queriam jogar com ela. No jogo de hoje contra a Polônia entrou muito bem, fez sete pontos só na metade final do 4º set, poderia ter feito mais se Fernandinha a acionasse mais. Espero que ela continue mostrando um voleibol como o de hoje.

    Agora falando um pouco mais da seleção nessas três partidas, poderia ter saído com nove pontos, se não perdesse a concentração no quarto set dos jogos contra a Sérvia e Itália, e se tivesse continuado no mesmo ritmo dos dois primeiros sets. Mas dessa etapa o saldo que eu tiro é positivo, principalmente com a Adenízia, que grande bloqueadora é essa jogadora! Pra mim, ela entra na briga pra ser titular na seleção. Fernandinha pra mim parece melhor opção que Dani Lins, apesar de achar que quando a Paula estava na rede a Fernandinha forçava muito o jogo com ela e também dela não ter um entrosamento legal com a Adenízia que pontuou muito mais no bloqueio do que no ataque. O saque precisa melhorar, a seleção cometeu muitos erros neste fundamento, acho que algumas jogadoras poderiam investir no saque viagem, como a Adenízia, Tandara e Jaqueline, aquelas nesse jogo contra a Polônia executaram ótimos saques viagem, espero que o Zé tenha sensibilidade e comece a investir nesse tipo de saque.

    Estou na torcida para que nessa próxima etapa a seleção tenha atuações ainda melhores.

    • Luiz

      as levantadoras ainda evitam levantar saída/fundo para a Mari. Quando tem bola do fundo a Mari corre para o meio.

  • lucas

    Mari deu uma resposta no jogo de hoje… virou TODAS as bolas que atacou e foi “roubada” em um ponto que raspou e MUITO no bloqueio adversário.

    • Jairo(RJ)

      Isso mesmo, a Mari jogou.
      Não creio que o ZRG vá abandoná-la agora. E colocando-a no 5º set em detrimento da Joycinha, fica mais claro que ele pensa em levá-la, pela experiência, paternalismo, etc. Rodagem nessa hora conta e nesse aspecto a Tandara leva desvantagem.
      Vamos ver o próximo fds para vermos o pensamento do treinador colocado em prática.

  • Adriano

    Está confirmado, então, que são 12 atletas? Antes trabalhou-se com a perspectiva de 14…

    • Daniel Bortoletto

      12 mesmo

  • go mari

  • Luciano

    Olh assisti todos os jogos do Brasil, é incrível o potencial das nossas jogadoras de uma maneira geral, de Adenízi a Gabi, de Paula a Natasha, e olha tudo construída na base onde o Brasil sobra tanto no masculino quanto no feminino. Porém é hora de pensar, de refletir e ser contundente. Vai para Londres o que o Brasil tem de melhor e faz jus para isso. Sei que seriam mais de 15 jogadoras em boas condições mais só poderão estar lá 12, infelizmente. Profissionalismo é não colocar lá pessoas sem condições ou pelo que se fez ou pelo que se pode fazer pensando em um torneio sério e rápido. Tanto no masculino quanto no feminino. Dúvidas nesse momento apenas atrapalha nosso rendimento e fortalece os adversários. O Brasil pensa muito com o coração e fica lamentando demais, o tempo passa, nada é igual como antes, fomos potência no volei masculino e feminino sozinhos, hoje temos mais seleções a nossa volta, que podem ser campeãs também, portanto na minha opinião Mari fica no Brasil, Natalia também, e Fecha a seleção da seguinte forma: Sheila e Tandara ( que pode jogar de ponteira também), Fabíola e Fernandinha, Fabíana, Thaisa, Adenízia e Jucyeli, Paula, Garay e Jaqueline e Camila Brait.

  • Eduardo Saverin

    Perguntas que tanto os atormenta e também nos atormenta. Vôlei e seleção sem a Mari não tem a mínima graça pra 90% das pessoas que acompanham. É péssimo imaginar ela fora dessa Olimpíada, e pior ainda, que a história dela na seleção corre grandes chances de acabar de maneira tão triste. A Mari carrega essa geração. Pelo que joga, pela história da volta por cima que deu, pelas polêmicas… é impossível falar dessa geração sem pensar nela. Impressionante a atenção que chama. Vai ficar marcada pra sempre!

    • Eduardo Saverin

      *Atormentam, por favor. rs

  • Annie

    A Mari pode não estar bem antes das Olimpiadas, mas isso não quer dizer que que vá ser assim nas Olimpiadas, onde o atleta entra num clima totalmente diferente, num momento mágico dos esportes. Até o time inteiro pode estar mal antes e na hora das Olimpiadas, arrebentar: Zé Roberto torce para que uma coincidência se repita em Londres. “Em 2007, não tivemos um bom ano e, no ano seguinte, fomos campeões em Pequim.” Na ocasião, a equipe foi mal no Grand Prix e perdeu em casa a medalha de ouro dos Jogos Pan-americanos do Rio.

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