Coluna de domingo: Homenagem ao capitão Nalbert



13 de março de 2004. Um sábado. Morava em Belo Horizonte havia poucos meses e me dedicava, pela primeira vez na carreira profissional, a um projeto fora deste LANCE!, casa que estou desde 99 e me ausentei por alguns meses no ano acima citado. 

No Messenger, inicio uma conversa com Nalbert, então jogador do Macerata. Conversamos um pouco sobre Campeonato Italiano e logo o assunto passou a ser Seleção Brasileira. O time de Bernardinho jogaria a Liga como teste para a Olimpíada de Atenas. E o capitão sabia da importância daqueles meses prévios para chegar voando na Grécia. Sempre atencioso, o ponta respondeu as perguntas, publicadas no site Planeta Vôlei, e depois se despediu. Na Itália já era noite e ele tinha jogo no dia seguinte. Fatídico domingo. Ao abrir os sites italianos para ver os resultados da rodada, a notícia: Nalbert havia lesionado o ombro.  Exames feito, cirurgia marcada. A Seleção corria risco de perder o capitão para a Olimpíada, já que o prazo para recuperação era de cinco meses.

O fim desta história vocês conhecem. Amarrado na bandeira do Brasil, chorou como criança ao receber a medalha de ouro em Atenas. Os exemplos de superação deste carioca merecem um livro, que felizmente já está sendo escrito. O capítulo final, no Maracanãzinho, na quinta-feira, no duelo RJX x Cimed/Sky, fez fãs do vôlei relembrarem grandes momentos de Nalbert. Eu me lembrei de algumas outras passagens vividas como repórter de vôlei do L! durante grande parte do período em que o camisa 12 liderava o time de Bernardinho.

Ele deixa exemplos de como liderar, de não se abater com adversidades físicas, não ter medo de encarar desafios (trocou as glórias das quadras pelo sonho olímpico na praia), admitir erros (como a escolha pelo vôlei de praia) e planejar a carreira pós-aposentadoria. Este último item eu voltarei a abordar em breve.

Obrigado por tudo, capitão!



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