Coluna de domingo: Grand Prix e Liga Mundial anabolizados



Coluna Saque publicada neste domingo, 8/12, dia da última rodada do Brasileirão de futebol (e muito trabalho aqui na redação).

Expandir, ampliar, alargar… Escolha um dos sinônimos para definir o estilo Ary Graça Filho no comando da Federação Internacional de Vôlei. Na última semana, mais duas provas: Liga Mundial e Grand Prix, as principais competições anuais do vôlei mundial, quase dobraram de tamanho. Em 2014, cada uma será disputada por 28 seleções.

Junte neste pacote a criação de um Campeonato Mundial sub-23, uma Copa do Mundo de vôlei de praia e a ampliação no número de etapas do Circuito Mundial, também nas areias. E assim fica claro o porquê dos verbos usados na primeira linha desta coluna.

A tentativa de levar o esporte para países com pouca tradicional, ajudando a democratizá-lo e possibilitando a abertura de novos mercados consumidores, é totalmente defensável. É business, diria um amigo próximo. Uma questão de sobrevivência, ao analisar o esporte sob a ótica da debilitada economia de muitos países-chave para a FIVB. E não exclua da sua linha de pensamento uma eleição apertada para a presidência e a obrigação de atender desejos de vários dos seus correligionários. Faz parte do jogo, já dizia o político.

Esportivamente falando, meu único porém está no regulamento. Não acho justa a divisão dos grupos pela força, permitindo que a seleção mais fraca, que jogará apenas com rivais do mesmo nível, possa se classificar para a final sem enfrentar nas fases preliminares os mais fortes. Não seria melhor criar primeira, segunda e terceira divisões, com regras claras de acesso e descenso? Se você foi bem na Segundona em 2014, jogará a Primeirona em 2015. E assim evitaria um time da Terceirona, após vencer a primeira fase, passar diretamente para as finais da elite.



  • Lilika

    Ary e as suas cagadas…já não bastasse a zona que ele faz da superliga, expandiu mais para fazê-la mundo afora…a criação de alguns torneios achei interessante aliás, mas colocando tudo o que foi feito nesta temporada, teremos avaliações mais negativas que positivas no meu ponto de vista…voltando ao assunto do post em si, a seleção mais fraca chegando à fase final com a elite do volei, mesmo se acontece uma zebra, está fadada a ser saco de pancadas desde já…

  • Afonso RJ

    Reza a lenda que quando João Havelange tomou posse como presidente da FIFA ainda na década de 60, a entidade máxima do futebol mundial tinha apenas um pequeno escritório em Paris e um orçamento modesto. Poucos países faziam parte de um grupo seleto, dominado por sulamericanos e europeus. Ao sair da FIFA, Havelange deixou um império multimilionário, além de expandir enormemente as fronteiras do futebol para a África, Ásia e até Oceania. Isso foi feito entre outras coisas, com o “inchaço” da Copa do Mundo, além da criação de novos torneios (não sei bem se a Copa das Confederações entra nesse caso), e fortalecimento político de entidades “periféricas”.

    Falo mais em relação ao feminino, que acompanho mais de perto. Atualmente o calendário internacional já está inchado de competições meio que “particulares”, como Alassio, Montreux, Yeltsin onde os participantes são sempre as mesmas figurinhas carimbadas com uma ou outra variação. Como sempre, ressalto o perigo de comparações entre esportes, principalmente com o futebol. Mas me parece que o Ary Graça está tentando seguir os passos do Havelange com uma política de diversificação e inclusão.

    Se vai dar certo não sei, mas acho a iniciativa extremamente válida. Em todo o caso acho muito bom ver novamente times como Holanda, Alemanha, Espanha, Azerbaijão e outros mais participando de competições importantes. Quem não sente falta de ver jogando Fürst, Mammadova, Manon Flier entre outras? Como sempre, os maiores problemas são o calendário e as fórmulas de disputa das competições. Penso que sempre haverá prós e contras seja qual for a fórmula usada, mas nada que não possa ser aperfeiçoado em temporadas ou edições futuras.

    Só mais um comentário que não tem nada a ver com o post, mas acho pertinente:
    Está difícil assistir aos jogos da superliga. É cada “pelada” de dar dó. Até aqui só o Molico está jogando um volei mais ou menos redondo. Mesmo times com elenco de ponta como Amil, Banana Boat, Unilever e Sesi tem feito partidas recheadas de erros e tecnicamente sofríveis a ruins com apenas alguns lampejos de bom voleibol. Seria reflexo dessa porcaria de sets de 21 pontos? Espero que com o decorrer da competição e um consequente maior entrosamento das equipes o nível melhore, porque senão vai ser duro…

  • Aline

    Acho válido o crescimento do torneio e do voleibol mundo a fora.
    Com o crescimento da LIGA MUNDIAL fica cada vez mais popular no planeta e eu como profissional do esporte e amante do vôlei só tenho a comemorar o crescimento da LIGA MUNDIAL.
    Acho o regulamento JUSTÍSSIMO, a divisão dos grupos é feito pelo RANKING MUNDIAL.
    Além disso é muito mais interessante ver o BRASIL enfrentar equipes fortes como o IRAN, POLÔNIA e ITÁLIA do que “SACOS DE PANCADA” como PORTO RICO, CHINA e AUSTRÁLIA.

    Leia de novo o regulamento atentamente Daniel, porque ao contrário do que você disse “um time da Terceirona, após vencer a primeira fase, NÃO PASSA diretamente para as finais da elite!!!”.
    Somente os times da chave A e B passam diretamente para as finais após a primeira fase.
    As chaves A e B tem 2 vagas cada uma nas finais.
    Enquanto isso os times das chaves C, D, E, F e G brigam por APENAS UMA VAGA na final disputando play-off’s após a primeira fase, ou seja um caminho muito mais longo e árduo para chegar às finais.
    Com mérito, aquele time que passar por essa verdadeira “via crúcis” merece estar nas finais.
    Além do mais, times que já contribuíram muito para o vôlei como FRANÇA, ARGENTINA, CUBA, ALEMANHA, JAPÃO e COREIA estão espalhados nessas chaves C, D, E, F e G e tentam subir no ranking para fazer, de novo, parte da ELITE.
    Outro fator positivo é dar oportunidade de países de outros continentes como AUSTRÁLIA e TUNÍSIA popularizarem o esporte e fazer o vôlei crescer pelo mundo.
    Por enquanto a ELITE DO VÔLEI está nas CHAVES A e B:
    CHAVE A:
    CAMPEÃO SUL-AMERICANO/2013: BRASIL
    CAMPEÃO ASIÁTICO/2013: IRAN
    CAMPEÃO EUROPEU/2009: POLÔNIA
    VICE-CAMPEÃO EUROPEU/2013: ITÁLIA

    CHAVE B:
    CAMPEÃO DA AMÉRICA DO NORTE E CENTRAL/2013: EUA
    CAMPEÃO EUROPEU/2013:RÚSSIA,
    CAMPEÃO EUROPEU/2011: SÉRVIA,
    TERCEIRO NO EUROPEU/2009: BULGÁRIA

    Estes 8 países tem equipes fortíssimas e tem dominado o vôlei mundial recentemente, por isso vão proporcionar jogos muito interessantes e de alto nível na primeira fase. Enquanto isso, as demais equipes lutam por um lugar ao Sol.

  • daniel

    É o sistema de cotas para as seleções menos abastadas. Justiça social no mundo do voleibol.

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