Coluna de domingo: Fim do Vôlei Amil reforça papo CBV/clubes



Pessoal, boa tarde. Como de costume, no ar a coluna Saque publicada neste domingo, 4 de maio, no LANCE!.

O corte do patrocínio da Amil ao time feminino de Campinas foi mais um duro e surpreendente golpe no vôlei nacional.

Duro pois o projeto parecia sólido e de longo prazo, tinha investimento em infraestrutura (ginásio do Clube Concórdia foi reformado, por exemplo),
José Roberto Guimarães, técnico da Seleção, era o idealizar e principal responsável, além de ter se transformado na casa de várias jogadoras selecionáveis, com um investimento próximo de uma dezena de milhões de reais por ano. Surpreendente pois o time já estava planejando a próxima temporada e fazendo propostas no mercado para renovação (Tandara) e contratação (Monique). Pior: dias antes do anúncio do fim, em meia dúzia de linhas em uma nota oficial, o time havia, em coletiva, anunciado que Paulo Coco seria o treinador. Ninguém, nem na equipe, entende isso até agora.

Se existe algo bom com o fim de um time de ponta é reforçar, neste momento, uma conversa que começa a acontecer entre CBV e clubes. Eles, agora carregando o status de uma associação, pedem à entidade repasse de verbas (direitos de TV), flexibilidade maior nas regras da Superliga para arrecadação com marketing e placas de publicidade. É uma tentativa de os clubes não serem 100% reféns de um patrocinador, que pode surtar e ir embora do nada.

Nesta semana, um novo encontro em Belo Horizonte, pode fazer com que esta relação CBV/Clubes caminhe para algo bem mais saudável do que é e já foi. Passou da hora de discutir o vôlei com todos os interessados em torno da mesma mesa. O passo seguinte será levar a Rede Globo para a discussão.



  • Caio

    Daniel, sabe se a Amil também tirou o patrocínio do Cruzeiro? Valeu!

    • Roberto Barreira

      Caio, não irei falar por ele (certamente ele terá fontes mais confiáveis), mas até onde fiquei sabendo é que segundo matéria do portal R7, é que diretores da Amil perceberam ter melhor custo-benefício inserir um espaço no uniforme do Sada Cruzeiro do que investir (e de forma pesada) em uma equipe “própria”.

      Aproveitando, Daniel você sabe alguma coisa sobre os times do Barueri, RJ e Montes Claros (outros que podem “baixar os portões”) e da possível redução de times na série A da superliga feminina?

  • Aline

    O que mais me interessa, a CURTISSIMO PRAZO, e o FIM DO RANKING!
    Quero o fim do ranking, liberdade de contratacao e direito de ir e vir doas atletas!!!
    FIM DO RANKING, PRIORIDADE JA!!!

  • Lilika

    Ta certo, tantos milhões que correm a soltos por ai na entidade, e os clubes, principalmente os de formação de base, fechando suas portas e passando dificuldades quando seus patrocínios master saem…

  • Cazé Bernardes

    De todos os time que acabaram esse foi o mais difícil de entender, coletiva de imprensa, acerto com jogadoras e de repente isso? A Amil sempre me pareceu ter um trabalho muito profissional, falo isso levando em consideração os elogios constantes que lia por parte de uma jogadora rodada com a Hildebrand a estrutura do clube e como eles sabiam trabalhar bem a marca nas redes sociais. Pelo que foi dito, eles preferiram acabar com o projeto do que investir menos, como diz um ditado, ás vezes é melhor das dois passos para trás do um para frente, já vi Osasco disputar Superliga com várias juvenis e uma francesa que nunca havia ouvido falar antes e muito menos depois da passagem pelo Brasil, mas o time voltou a crescer e hoje se mantém como uma das poucas equipes a ter disputado todas Superligas.

  • Diogo

    Daniel vc sabe se o assunto ranking vai voltar a entrar em pauta nesse “bate papo” agora q limita ainda + as opçoes da jogadoras de 7 pontos no Brasil??

  • JR

    Está na hora do volei rever essa questão dos direitos de tv e alternativas que deixem os clubes menos reféns dos seus patrocínios e consequentemente tendo uma Superliga mais forte.
    Se alguém souber explicar como funciona no NBB do Basquete, mas me parece que lá o campeonato está mais interessante, pois tem um bom número de participantes, presença de clubes tradicionais (Paulistano, Pinheiros, Palmeiras, Flamengo, etc) e vejo cidades até então com tradição no volei também migrarem para o Basquete, tipo Suzano, Sorocaba, entre outros.

  • klaus

    Entendo que uma das soluções seria que os times tivessem vários patrocinadores menores ao invés de um grande que banca tudo sozinho.Assim, caso um resolvesse sair seria mais fácil arrumar outro e o retorno seria condizente com o investimento.Não tenho certeza , mas acho que na Itália funciona um pouco assim, vide o número de anunciantes nas quadras e nas camisas dos jogadores.Isso seria um ponto, mas há muitos outros a serem revistos.

  • Roberto

    O problema não é o ranking, mas o alto salário, o custo é muito alto pros padrões brasileiros e o retorno é mínimo, ai fica aquela coisa que todos já estão cansados de ver: entra ano, sai ano, time acaba, vide Amil. Esse é o maior vilão. A empresa que está a mais tempo investindo e de maneira sólida é justamente a Unilever e sabem porque? É o melhor custo-benefício. Acho que os clubes deveriam sentar-se a mesa e estipularem um teto e se Thaísas da vida ficarem descontentes, o exterior é serventia da casa, não é mesmo dona Sheila! Essa é a minha opinião. Quanto ao Ranking foram os clubes que determinaram assim e não a CBV, portanto não adianta algumas jogadoras ficarem pressionando até porque os clubes sabem que na primeira oportunidade de ganhar mais, essas mesmas jogadoras rompem contrato e dão um belo pé na bunda do clube.

  • Edu

    Teve alguma coisa já com a saida do ZRG.Ele era o maior salário do time e o teto salarial da Tandara e da Natáilia – como comparação da realidade social brasileira – era bem alto.Ninguém esta rasgando dinheiro à toa nos dias de hoje para abrir mão de uma renda nessa quantia.Segundo li era o time que estava trabalhando melhor o marketing com a torcida ofertando uma serie de produtos de fidelização.Coisa que o Osasco peca, e muito, pelo volume e participação enorme de sua grande torcida.Mas foi uma decisão empresarial, sobretudo.Curiosa menção ao basquete num comentário que hoje ,em alguns centros, parece ter público bem maior e participativo que o do vôlei.E no campeonato do NBB se paga ingresso.Na superliga, não.

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