Coluna de domingo: Falta lógica ao nosso calendário



Pessoal, boa noite. Depois de alguns dias de folga, hora de retomar o blog. Para começar, minha crítica ao calendário brasileiro. Problemas ficam claros após anúncio da tabela da Superliga.

Concordam?

Entra ano, sai ano e quase todas as partes envolvidas no vôlei reclamam do calendário. Os clubes querem os selecionáveis por mais tempo, a Seleção tenta aumentar/melhorar sua preparação e desfalca os clubes, os jogadores que são convocados, ficam sem férias, estão cada vez mais expostos às lesões e o ciclo vicioso se completa. E entra ano, sai ano e perde-se uma oportunidade de corrigir distorções já nos campeonatos nacionais.

Vejam o exemplo da nossa Superliga. Na sexta-feira, a CBV divulgou a tabela das competições masculina e feminina, que começarão na última semana de novembro. E, com uma olhada rápida no calendário – que é aprovado pelos clubes, deixando bem claro isso aqui – me deparo com certas incoerências.

Em algumas rodadas, times jogarão na quinta à noite (21h) e voltarão à quadra no sábado à tarde (17h). A maratona seria normal se faltassem datas no calendário, certo? Porém, entre a semifinal e a decisão em jogo único, um time feminino poderá ficar VINTE E DOIS dias sem atuar. Para isso, basta que ele seja competente e feche o playoff da semi em 2 a 0, no dia 16 de março. Então, ele só voltará a jogar em 7 de abril, data da final. No masculino, a pausa máxima para um finalista chegará a QUINZE DIAS. É ou não uma falta de senso?

Outra ponto que discordo é em relação à diversidade de dias e horário de jogos. Temos partidas marcadas para segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Ufa! E eles acontecerão às 10h, 12h, 13h, 16h, 16h30, 18h30, 19h, 21h, 21h30 e, pasmém, 22h. A presença de todos esses horários tem uma explicação: encontrar espaço na grande de transmissão do SporTV. Se quiser incluir os horários sem transmissão, teremos também 11h, 17h, 18h, 19h30, 20h, 20h15 e 21h15. Essa vasta gama de opções impede que se crie uma cultura do vôlei no país, com o torcedor sabendo que dia tal, hora tal, é certeza de ver um jogo pela TV. 

Principal sonho de consumo dos patrocinadores, Globo também teve sua grade de jogos divulgada. A emissora vai transmitir um duelo da fase classificatória de cada torneio, além de duas semifinais e as decisões, nos dias 7 e 14/4. Os felizardos com transmissão ao vivo já garantida são Unilever, Vôlei Amil, RJX e Sesi (masculino). Os demais precisarão estar entre os quatro semifinalistas.

Que na temporada 2013/2014 alguma coisa mude (para melhor).



  • Renato Dias

    Tô esperando mudanças ( boas) há quanto tempo. O esforço da CBV pra estragar cada vez mais a superliga é impressionante.

    • leandro

      Concordo plenamente contigo.

  • leandro

    Daniel, a Superliga tinha que ter o mesmo calendário do Campeonato Italiano, jogos apenas no fim de semana. Na Itália o calendário foi divulgado em agosto/2012 e o campeonato tanto masculino quanto feminino está começando este mês. E no Brasil? A Superliga começa quase 2 meses depois dos Europeus e termina antes. As principais ligas da Europa os play-offs são em melhor de 5 jogos e no Brasil são em melhor de 3 e a final é em jogo único. Por qual motivo?
    Todo mundo está careca de saber: Para que a Rede Globo e Sportv possam transmitir. Quando começa a Superliga é um tal de remarcação de horários para transmissão de jogos, jogos marcados para às 21:00, jogo do masculino e depois do feminino em seguida e no mesmo ginásio.
    Daniel não concordo contigo quando diz que os clubes também aprovam o calendário, na verdade os clubes não podem fazer nada pois quem manda é a Rede Globo e Sportv. A CBV também é outra “pau mandado”.
    A Superliga era muito melhor quando era transmitido pela Band e os play-offs eram em melhor de 5 jogos, etc.
    A Rede Globo sempre atrapalhou o calendário do futebol brasileiro e também tem atrapalhado o vôlei no Brasil.
    A CBV se preocupa mais em formar boas seleções do que uma grande Superliga, só que o Ary Graça esquece que com uma liga forte você forma grandes seleções, exemplo disso é a Turquia.

  • tiago

    E ainda tem gente q diz q a superliga é o melhor campeonato do mundo…

  • Caco

    A escolha pela transmissão de Unilever e Amil é óbvia. Será um ótimo jogo para se explorar o caso Bernardinho e Zé Roberto durante toda a semana; se eles vão apertar as mãos, etc.

    • Felipe

      Ridículo, já que o Sollys é o atual campeão. Deveria passar o jogo entre Sollys e Unilever.
      Palhaçada! A mesma coisa no masculino, cadê o jogo do Cruzeiro o atual campeão. Lixo essa rede globo.

  • Mauro

    Infelizmente para se mudar essa situação, eu convido a todos a fazerem o que vou fazer, como um protesto. Não assistirei a Superliga. Nós ficamos aqui falando que quem manda é a Globo e a Sportv, só que enquanto estamos dando audiência para eles nada muda. Então não vou assistir. Quando puder vou ao ginásio e quando não puder acompanharei pela internet o resultado.
    Espero que alguns me sigam. Quem sabe a Globo e a Sportv desistam do vôlei, e a Record ou Bandeirantes possam transmitir, como já manifestaram interesse.

    • leandro

      Eu estou dentro

  • leandro

    Gente, o Campeonato Paulista é mais organizado do que a Superliga. A realidade é que o Campeonato Paulista é a Superliga sem a Unilever. Os play-offs e a final do Paulista é em melhor de 3 jogos. E por que no Campeonato Paulista consegue-se fazer a final em 3 jogos e na Superliga não? Simples, porque no Paulista a Rede Globo não transmite-se a final.
    Dêem uma olhada no calendário do Paulista.

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