Coluna de domingo: Fabíola arrebenta e a Seleção agradece



Pessoal, segue a coluna Saque publicada neste domingo, 15 de abril, no LANCE!

Sollys/Nestlé não deu qualquer chance para a Unilever na decisão da Superliga e foi campeão com sobras. Parte da superioridade se deve ao bom momento vivido por Fabíola.

No Maracanãzinho, a levantadora fez uma das melhores partidas da vida. Soube distribuir os ataques com eficiência, não sentiu a pressão de enfrentar Fernanda Venturini e foi eleita com méritos a melhor em quadra. O conjunto da obra dá um alento para quem, como eu, está preocupado com a Seleção na Olimpíada de Londres.

Desde o ouro em Pequim-2008, José Roberto Guimarães tenta achar uma substituta para Fofão. Dani Lins era a primeira opção. Foi testada à exaustão, ganhou status de capitã, mas não conseguiu se firmar como titular. Na Superliga, não brilhou com a camisa do Sesi, caindo nas quartas de final, e deve virar reserva de Fabíola.

A levantadora do Sollys sempre esteve presente nas convocações deste ciclo olímpico. Muitas vezes parecia sentir a pressão, demonstrava nervosismo. Assim, não rendia o esperado. Talvez faltasse a confiança de uma grande atuação, de ser a responsável por comandar um time a um título importante. Na Superliga fez isso.

No discurso pós-final, ela deixou bem claro que sabe estar perto de alcançar o nível de excelência que Zé Roberto, um ex-levantador, exige  para a vaga de titular da Seleção. O técnico também sabe que suas principais atacantes necessitam de uma distribuição rápida e inteligente para superar bloqueios, em sua maioria, muito altos. É isso que ele vai exigir de Fabíola.

Com o Sollys, a MVP da final teve o passe na mão, graças principalmente a Jaqueline e Camila Brait. Na Seleção, Zé vai precisar construir uma linha de recepção que ajude Fabíola a repetir atuações como a de sábado. Se isso acontecer, o bi olímpico pode ser, sim, uma realidade.



  • Luiz

    Eu estou achando que o Zé vai formar a seleção com um time mais baixo, porém mais jogador, com volume e velocidade como a seleção masculina campeã olimpica de 2004. Garay e Jaqueline serão as ponteiras. Mari, no meu pensamento não vai ter vez. Sem fanatismos, gente. Eu gosto muito da Mari, mas o Zé vai preferir uma jogadora com mais volume de jogo. O único problema é que a Mari é a jogadora da rede de dois da seleção. Jaqueline ou Garay vão ter que virar bola quando só estiverem uma delas e a central na rede. Em 2008, a Mari dominou. Agora, alguém vai ter que assumir esta responsabilidade.

    Eu só acho que a Fabiola não terá uma Hooker na seleção. Vamos ver no que vai dar.

    • Fernando Adilio

      KAAAAAAAAAAAkakakaka

      Verdade, Fabíola não terá nem Hooker, nem Brait. Tudo me leva a crer que o Zé levará a Fubazinha.
      Jaque é ótima no passe e defesa, mas acredito que até a metade do campeonato dê lugar para PP.
      Jaque não é definidora em horas difíceis. Pelo contrário, fica no bloqueio, ataca pra fora, pinga pro outro lado… Só ver o final do 2 e 3 set de ontem.
      Realmente eu não sei quem Zé vai deixar de fora:
      Se Mari que está péssima…
      Se Sassá que ao meu ver é uma jogadora completa e traz tranquilidade no fundo de quadra…
      Se Garay por ser a mais nova na Seleção…
      Se Nathália que já não é lá essas coisas quando se precisa e, ainda, ficou sem jogar uma partida essa temporada…

    • Guga

      Eu tow muito curioso pra ver como as Ponteiras irao se comportar, principalmente fora de quadra, Paula, Mari, Jaqueline, Sasá e Garay… Se for pelo que vem jogando atualmente, Paula, Mari e Sassá seriam banco, +sera que o Tecnico vai poupar e deixar o peso da camisa dessas 3 principalmente da Mari e Paula de fora??? Acho pouco provavel.

      Nesse pré-olimpico Zé deveria dar folga pra Sheila e colocar a Tandara como Oposta titular no torneio todo, Acho que ela Vai ser o nome da Selecao nas Olimpiadas

      • Kaio

        Você acha Guga? acho que a Tandara nem vai pra Londres, pois ele deve levar 5 ponteiras (Mari, Sassá, pp4, Jaque e Garay)

  • Afonso RJ

    A minha coluna de domingo:

    Peço licença ao Daniel e desculpas a todos pelo desabafo. Hesitei em enviar e digo de antemão que compreendo se meu comentário for vetado.

    É com uma frequência alarmante que aqui no blog e mais ainda em outros por aí, que nos deparamos com comentários na sua maioria pobres de ideias, sem falar na ortografia e gramática, mas que conseguem expressar com uma até surpreendente clareza uma preconceituosa aversão aos cariocas. Lemos expressões como “tenho ódio”, acusações de egoísmo, arrogância e outras mais que apenas traduzem sua pobreza de espírito.

    O Rio de Janeiro tem sido alvo de um esvaziamento que vem ocorrendo há mais de 50 anos. Perdemos nossas indústrias, perdemos nosso porto, nossos estaleiros, perdemos a bolsa de valores, as corridas de fórmula 1, nossa primazia universitária e muitos campos, perdemos o “hub” aeroviário internacional, entre outras coisas mais. Até mesmo grande parte do turismo foi redirecionado para outros estados, principalmente do nordeste. Deixamos de ser a capital do país.

    Bem que tentaram, mas não conseguiram nos tirar a primazia em telejornalismo e teledramaturgia, nem a maior torcida futebolística do país. E nunca vão tirar de nós nossas praias, belezas naturais, e sobretudo nossa alegria, nossa proverbial hospitalidade, nossa cultura, nossas tradições e nosso espírito. Sabemos que não somos perfeitos, mas sim, temos orgulho de sermos cariocas.

    Agora, o Rio vem renascendo como centro cultural, turístico, artístico, esportivo, com a realização de megaeventos como (mais uma vez) a Final da Copa do Mundo, e as Olimpíadas. Há a recuperação para a cidadania de enormes áreas antes entregues ao banditismo e ao narcotráfico pelo esvaziamento político e econômico. E o petróleo, mais uma vez motivo de polêmica com todos os estados caindo ávidos sobre nossos royalties. E com tudo isso, há um recrudescimento do sentimento anticarioca, baseado antes no medo que na inveja.

    Sim, temos orgulho de sermos cariocas. E temos razões para isso. Mas não são também bairristas os paulistas, os mineiros, catarinenses, paranaenses e sobretudo os gaúchos, só para citar alguns? E todos tem sobejas razões para tal. Afinal, termos orgulho e gostarmos da terra em que nascemos ou vivemos chega às raias da obrigação. Congratulemo-nos, enfim, com mineiros, paulistas, cearenses, amazonenses, etc.., que são justamente bairristas e se orgulham de sua terra.

    Portanto, para os invejosos, preconceituosos e corroídos pelo despeito aos cariocas e à nossa pujança, só me resta sentir pena, e desejar que antes de demonstrar sua pobreza de espírito, deviam sadiamente sentir orgulho da terra em que nasceram, pois certamente há motivos de sobra para isso.

    • Luiz

      Ai, eu sou carioca. Não precisa tanto também. Quanto drama!!!

      • Afonso RJ

        Não sei onde você está vendo drama. Ou está feliz por ser alvo de preconceitos comparáveis aos que lamentavelmente vem rolando nessa superliga? Num momento é o Michael, depois o Wallace, e todos saem indignados em sua defesa. Mas quando alguém publica barbaridades contra os cariocas, o que não deixa de ser um preconceito nefasto, ninguém se levanta com tanta veemência. Pois que fique aqui registrado o meu protesto, ou você acha que o Michael e Wallace também estavam fazendo drama?

        • Elcio

          Caro Afonso,

          Mais do carioca ou mineiro (no meu caso) somos todos brasileiros. O país está acima de qualquer estado. Acho que seria muito mais válido se a sua indignação de voltasse ao políticos corruptos que tanto degradam o Brasil. Infelizmente existe uma frase que é muito verdadeira:

          “O Brasil é um país de espertos que juntos formam uma nação de idiotas.”

    • César Castro

      O Rio de Janeiro continua lindo….

      Deixa de drama, Afonso. Eu sou nordestino, isto é, de uma região que tem muito mais a amadurecer e crescer, ultrapassando um histórico de miséria e fome.
      Penso, porém, que Deus me deu inteligência para ajudar meu povo, contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste com meu trabalho e ideias.
      Quer saber de uma coisa? Já estive em vários estados brasileiros e, ainda que existam diferenças maiores e menores entre eles, há uma brasilidade comum tão densa que dá pra cortar com uma faca.
      Vc é um felizardo, nasceu em uma cidade linda, certamente em das 05 mais belas do mundo, rica em história e memória, pólo cultural e segunda maior metrópole de um país continental.

    • Rodrigo Cavalcante

      Draminha fajuto e desnecessário… Perseguição? Como o sudeste e sul recebem os nordestinos? Viajou legal no comentário!

    • Junior

      Não entendi o drama… Alguém falou alguma coisa do Rio aqui ?

      • Luciano

        Verdade, percebi mesmo que o Rio precisava de um impulso, afinal de contas será a sede mindial em 2016. Amo o Rio, acho que a Leila ama também, porque torceu tanto nos seus comentários que ficou até chato ver sua cara de desapontada.

        Relaxa, na seleção tudo é Brasil. Pois lá teremos, mineiras, paulistas, brasilienses, cariocas, pernambucana entre outras.

    • Jairo(RJ)

      Como carioca entendi sua opinião, mas nesse post, os créditos são devidos à Fabíola, que foi inclusive citada por Fernanda Venturini como a opção que o ZRG deva utilizar na seleção.

      Questões relativas ao regionalismo geram estresse, conflitos e as vezes podem machucar. O importante é você manter-se com é meu amigo. Na segunda-feira teremos que acordar cedo, trabalhar, pagar conta e continuar vivendo. Vida que segue.

    • Virginio

      Eu sou carioca. Eu sou unilever. Ganhar e perder faz parte. Ahhh, paaara.

    • Kaio

      Menos, já que aparecer mais que o Daniel kakakakaka

  • Rafa

    Deus te ouça!! hehe
    Concordo plenamente com o que você disse, Daniel.

  • Fabiano

    É a hora da Fabíola. Se não for agora, não será mais. Concordo que é necessário ter uma boa linha de passe para que ela consiga distribuir com eficiência as bolas para as atacantes. Porém para o bi olímpico é necessário que a equipe esteja toda bem. Vimos que o nível técnico das nossas principais atacantes caiu demais esse ano. Mari, Sheila, Paula Pequeno, Thaisa precisam ser recuperadas. Sinceramente não confio na Jaqueline. Vide essa final, ela foi pouco acionada e por diversas vezes não conseguiu definir. Mas nesse caso é gosto pessoal pela jogadora. Pode ser que o Zé passe a devida confiança a ela e as demais.

  • Guga

    Sinceramente, eh muita ilusão achar que Fabiola vai dar conta do recado num Campeonato de Nivel Olimpico,

    Uma coisa eh o nivel da SL, onde na maioria das vezes (e nao sei o pq, o time adversario sempre saca na Libero, e com um saque que so eh passar a bola pro outro lado), contando tambem com o bloqueio da SL, que eh infinitamente ao das Europeias que iremos enfrentar nas Olimpiads tambm..

    Mas fazer o que, eh o q tem pra hj.

    • César Castro

      Não poderia concordar mais!

    • Adriano

      Olha, sou obrigado a concordar com você. Acho meio que um otimismo exagerado achar que nós temos – ou mesmo podemos vir a ter – boas chances na Olimpíada. O Brasil pode até ganhar, mas, se isso acontecer, será uma surpresa, acredito eu.

      Eu discordo do Daniel quando ele diz que em alguns momentos parecia que a Fabíola sentia a pressão ou demonstrava nervosismo, na seleção. Isso, a meu ver, foi sempre a Lins. O problema da Fabíola sempre foi – e continua sendo – técnico. É uma jogadora limitada. Muito esforçada, muito batalhadora, mas, no ápice dela, pode ser uma boa levantadora. Nada melhor que isso, eu acredito. Por melhor que seja a linha de passe.

      Eu enalteci a Fabíola como destaque na final, no meu comentário – e acho que ela merecidamente ganhou o trofeuzinho de melhor em quadra – porque acho justo que se dê os créditos. Foi assim mesmo. Mas não esperem encontrar como adversários olímpicos times combalidos como a Unilever estava esse ano. (A Hooker vai jogar do lado de lá, não do de cá, não esqueçam.) O buraco é bem mais embaixo, e certamente ela não se transformou numa grande levantadora da noite pro dia. É, ainda, uma levantadora razoável. Tamos aí pra ser desmentidos.

  • Ana

    É engraçado o quanto a imprensa ( e aqui me refiro a imprensa em geral, ninguém especificamente) tem uma visão extremamente limitada do vôlei atual. Parece que ainda vivem nos anos 60, onde o Japão dominava o esporte baseado no volume de jogo. Os ‘jornalistas’ não se dão ao trabalho de ver VÔLEI, assistir um campeonato italiano, ver uma Champions League,ver as finais do turco, alemão, russo… só veem uns jogos da Superliga e acham que podem analisar o vôlei mundial baseado nisso. E, muitas vezes, com clichês baratos, que levam o grande público a achar realmente que Fabiana é destruidora, que Sheilla é a melhor oposta do mundo, que Fabi é um monstro…

    Elas são sim ótimas jogadoras, mas quem vê o vôlei mundial com Rasic, Poljak, Furst… sabe que Fabiana, HOJE, não figura nem entre as oito melhores centrais do mundo; Sheilla é incrível, mas colocá-la MUITO a frente de Gamova, Darnel, Skowronska, Kozuch, Hooker… é EFUSIVIDADE, nada mais; e Fabi, PORRA, NUNCA foi a melhor líbero do mundo. Esses dogmas todos são criados por uma mídia limitada, que não procura embasamento para o que fala/escreve.

    O vôlei de alto nível hoje ( e estou falando sempre de vôlei fem) envolve muito mais ataque, bloqueio e saque. Desde 92, quando Cuba foi campeã olímpica pela primeira vez, TODAS as seleções campeãs olímpicas tinham como forte o ATAQUE. Cuba três vezes; China em em 2004 tinha volume de jogo, mas jogadoras altas e fortes, muito boas no ataque; e o Brasil só conseguiu chegar à final e ser campeão depois que colocou duas ponteiras ATACANTES. Enquanto tivemos Virnas, Erikas, Leilas… lembramos o resultado.

    Certo, porque escrevi isso tudo, porque é INSUPORTÁVEL ver a “imprensa” questionando Paula e Mari enquanto enaltece Jaqueline. Sim, Jaqueline está em ótima fase, jogando bem, é uma ótima atleta. Entretanto, porque enaltecer tanto uma atleta só porque ela é comercial (“bonita”, sofredora, casada…) em detrimento das atacantes que nos proporcionaram nosso maior título? Os convidados da Globo na final da Superliga falaram tanto da importância da alegria, da comemoração, que pensei em ligar para Globo e sugerir que colocassem palhaças para jogar. O problema da alegria já estaria resolvido.

    • mari diva

      tocou na ferida. sem mais.

    • fabiano

      Sensacional! Esse texto merecia um post.

      • Junior

        Muito bom… mas ainda acho a Sheilla uma das melhores do mundo sim ! Acho de todas as opostas do mundo a mais completa da posição !

        Parabéns pelo texto !

    • César Castro

      Ana, a verdade tem que ser dita: a Jaque foi a melhor ponteira dessa SL, fácil!
      Eu sou o primeiro a achar errado ficar jogando pedras nas jogadoras que não estão jogando bem; acho um desrespeito e uma falta de gratidão sem tamanho.
      Agora, o que devemos ser cônscios é em relação quem merece a titularidade na seleção. Hoje, certamente a Jaque e a Garay estão jogando melhor do que as outras.

      Outra coisa, ponteira-passadora tem que passar sim, aliás, precisa equilibrar ataque e passe muito bem.
      2008 foi lindo, foi maravilhoso e tudo o mais, mais todo mundo sabe que nesse ciclo as seleções estão muito mais equilibradas e o passe da seleção nas últimas competições foi uma piada. E mais, com essas levantadoras meia-boca que temos se o passe não funcionar estamos com a vela na mão.

    • Raffael

      Que tudo ana!!!monta um blog tambem!!! 🙂

    • Raimundo

      Tres observação.
      O Brasil ganhou a olimpiada como voce diz ataque, bloqueio e saque.
      Quanto a Jaqueline e nossa melhor ponteira passadora, não me lembro de ter ouvido que ela
      é a grande ponteira de força.
      Agora os narradores são mesmo muito ruim.

    • Hit

      Concordo com você. Na minha opinião, individualmente falando e levando em conta a atual situação (não a história), nossa seleção titular não tem uma única jogadora que se configure entre as 5 melhores da posição do mundo.

      Sobre a final: Nalbert entrevistando e Leila comentando é muito para a minha cabeça, não consigo comentar. Só faltou a Virna lá pra completar.

      • Kaio

        Marcoss Freitas tbm kakakaka

        Único que presta é o capitão Carlão e Jahu

    • Kaio

      Da Kozuch não é efusividade kakakaka

      Só faltou dizer que as brasileiras precisa afrontar, sem mais.

    • Andrei

      Ana, o seu desabafo é o meu desabafo. A imprensa e sua “Ode à Mediocridade”. Enquanto o verdadeiro TALENTO é sempre posto à margem, execrado até.
      Ps.: Adorei o “bonita” entre parênteses. (risos)

  • daniel

    Dani Lins e Ana Tieme, que foram as apostas de ZRG no início do ciclo olímpico, não decolaram. Dani evoluiu, mas ainda falta muito para ser uma grande levantadora. Ana não passou de uma ilusão. E depois de tudo, iremos de Fabíola, que jogou muito nessa supergliga e merece ser titular. Com ela jogando como está, enfim, acabarão as desculpas de jogar a responsabilidade das derrotas nas levantadoras. Hoje o problema da seleção são as atacantes que não colocam a bola no chão. Vamos esperar pra ver.

  • Welmer

    Concordo com tudo o que você disse, Daniel. A Fabíola jogou muito bem essa Superliga e o fato dela ter sido campeã, vai dar mais confiança à ela. Lendo alguns comentários, percebi críticas a Jaqueline, dizendo que ela não é jogadora de decisão. Bem o que eu me lembro do jogo de ontem, eu acho que ela errou umas 4 ou 5 bolas, sendo que 3 dessas bolas ficaram no bloqueio, a Fabíola fez um grande jogo ontem, mas esses 3 bloqueios na Jaqueline a Fabíola tem uma parcela no erro pois, revendo o jogo algumas bolas da Fabíola para a entrada de rede estavam curtas e não tinha como a Jaqueline e a Tandara tirarem pra paralela e tinham que forçar na diagonal onde tinha o bloqueio das centrais. Pra mim, como já disse em alguns comentários em posts anteriores, o Zé Roberto tinha que levar jogadoras mais jovens pra dar rodagem a elas e deixar as jogadoras que não fizeram uma boa Superliga se recuperando.

    Seleção titular (pra mim):
    Levantadora: Fabíola (fez uma boa Superliga);
    Oposta: Sheilla (é a única unanimidade);
    Ponteiras: Garay e Jaqueline (ambas tem um ótimo passe e tem um bom entrosamento com a Fabíola);
    Centrais: Thaisa e Fabiana (tem mais bagagem internacional que a Adenízia);
    Líbero: Camila Brait (está bem melhor que a Fabizinha);

    Reservas:
    Levantadora: Dani Lins;
    Oposta: Tandara;
    Ponteiras: Mari, Paula, Sassá ou Natália (se estiver recuperada);
    Centrais: Adenízia;
    Líbero: Fabizinha;

  • Leandro

    Engraçado, já estão dizendo que a Fabiola será a titular.. Quantas vezes a Dani Lins foi campeã da superliga, inclusive sendo eleita a melhor levantadora da competição assim como foi agora com a Fabiola? Isso no entanto , não lhe garantiu a condição de titular da seleção brasileira. O time ajudou a Fabiola. Pq ela não teve o mesmo desempenho quando estava no Pinheiros? Pq a Dani Lins não rendeu nesta superliga? A resposta é simples. O time. acredito que ambas as levantadores estão em condição de igualdade e ainda precisam evoluir muito para atingir o padrão de Fernanda e Fofão ou das rivais que enfrentarão nas olimpiadas como Takeshita, Lo Bianco e Wey.

    • Junior

      Acho que você nunca viu a Fabíola no Pinheiros né ? Com um time limitado ela fazia estragos ! Perdi as contas de quantas vezes falei que era preciso pagar ingresso outra vezes pelo show da levantadora !

      Gosto da Dani, mas o momento é da Fabiola e o estilo de jogo dela se encaixa melhor na seleção.

      • Raimundo

        Não precisa estar em um supertime pra mostrar qualidades.
        Inclusive a Claudinha que todos comentam não está em um supertime.

    • Adriano

      Concordo com o Leandro, aqui. Não vou ficar me repetindo muito, porque já escrevi um comentário acima, mas acho que é bem por aí, mesmo. Parece que agora porque o Sollys destruiu na final da SL, a Fabíola virou a salvadora da pátria. Devagar com o andor, galera. O exemplo da Lins é excelente. Peguem o Bruno, também. Quantas vezes os dois foram campeões da Superliga, eleitos melhores levantadores, jogando muito em âmbito doméstico, etc., etc.? E o que dizer do desempenho deles na seleção? Uma coisa não necessariamente influencia a outra diretamente. Depois que a Fabíola fizer grandes partidas pela seleção contra Itália, EUA, Rússia e o diabo a quatro, eu me junto ao oba oba.

      E outra, eu nunca tive vontade de pagar ingresso dobrado pelos shows que a Fabíola deu no Pinheiros, mas devo ser só eu, então. 😉

      • Lurian

        Fabiola já fez excelentes partidas pela SFV, como no Mundial Feminino de 2010 contra a Itália onde ela deu show de distribuição. Está no youtube pra quem quiser ver…

    • daniel

      A questão não é simplesmente ganhar ou perder, já que se trata de um esporte coletivo. Fabíola não será titular por ter sido campeã, mas por estar jogando bem. Em relação a premiação individual, quantas vezes não vimos Zagumnys e Gratchevas premiados e Ricardos e Fernandas de fora? O Daniel colocou bem: Dani Lins foi testada à exaustão e ainda não convenceu. Pode até no futuro ser uma grande levantadora, mas, para essa Olimpíada, não está pronta. Fabíola não é craque, mas tem personalidade pra comandar um time e vive boa fase, e é isso que conta no esporte, o momento. Foi o que vimos sábado no Maracanazinho: Fabíola, que não é craque, sobrar, e muito, em relação a Fernanda, uma das maiores jogadoras da história do voleibol. Estou no time dos entusiasmados. Acho que ela pode sim dar conta do recado, e muito bem. Se não der, e sei que isso é possível, é muito simples, o Brasil fica pelo caminho em Londres. Não será Dani Lins a salvar a pátria. Por isso, é bom todo mundo torcer e muito por Fabíola.

  • Euri

    Eu concordo que o momento é da Fabíola. Não sou especialista e analiso apenas como fã, mas acho que, mesmo que ela não seja uma levantadora perfeita, Fabíola leva vantagem pelo simples fato de não se mostrar acomodada como outras jogadoras. Ela está correndo atrás para melhorar o levantamento, além dos outros fundamentos. E reconhece que precisa melhorar.
    O mal da seleção (feminina e masculina) é que os jogadores/jogadoras parecem achar que têm direito de ficar na seleção apenas pelos serviços prestados. Os títulos e o histórico são importantes sim; o técnico deve sempre levar isso em conta na convocação, mas o jogador não deve se acomodar só com isso. Ele tem que apresentar algo mais ou no mínimo manter a qualidade do jogo.
    O caso da Mari é um exemplo. Eu não odeio a jogadora, não a acho antipática ou qualquer outra coisa assim (acho até que merece uma vaga na seleção para as olimpíadas), mas ela tem que conquistar a vaga de titular DENTRO de quadra. Se ela não consegue evoluir no passe, tem que pelo menos se garantir no ataque. A Tandara não tem um passe bom, mas está sacando bem, bloqueando bem e atacando bem. A Jaque não tem o ataque mais potente, mas compensa no fundo de quadra. Ou seja, uma tranquiliza a outra e é isso que faz um bom time: jogadores/jogadoras que se completam.
    Ninguém, ou pelo menos eu, está esperando que um único jogador perfeito ganhe uma olimpíada sozinho. Eu não espero que a Mari (ou a Sheila ou a Fabi/Camila ou a Fabíola) ganhe um título olímpico sozinha. O mínimo que eu espero é que o José Roberto coloque para jogar aquelas que possam contribuir MAIS para que a seleção possa fazer uma boa campanha. Quando o técnico coloca de titular uma jogadora que até um cego consegue perceber que não está jogando bem e, o que é pior, no lugar de uma outra jogadora que, mesmo não sendo campeã olímpica, está jogando melhor, isso só pode acabar com a moral do time. E é isso que faz com que as jogadoras fiquem acomodem. Se tem a vaga garantida, a jogadora vai treinar por quê? Vai evoluir por quê?

  • SH

    A linha de passe do Osasco esteve primorosa, não sei se teremos isso na seleção. Além do mais, Fabíola é inconstante. Para piorar, nos falta uma matadora como Hooker, a maioria das nossas atacantes não vive uma boa fase. Espero que ZRG consiga levantar o moral das atacantes e que nossas levantadoras tenham algum equilíbrio. Sem isso, até passar das quartas de final fica difícil.

  • bernardo

    Seria incrível ver um time formado com FABÍOLA, ADENIZIA, CAMILA BRAIT, como titulares da seleção. SÓ OS CEGOS NÃO VER O OBVIO.

  • Mauricio

    Tem uma razão sim para dizer que a FABIOLA será a titular da seleção… O discurso do Luizomar após a final, os prêmios da CBV, etc. Tudo direciona para o reconhecimento da FABIOLA. O que é bom para a equipe nacional.

    A DANI LINS perdeu muito ao sair do Rio e ir ao SESI justamente na temporada que antecede as Olimpíadas. Enquanto a FABIOLA buscou se entrosar com a JAQUELINE, TAISA, TANDARA, CAMILA BRAIT, ADENIZIA (todas selecionáveis), a DANI LINS só treinou com a SASSÁ, que mal pode atacar na seleção.

    Se o grande atleta se faz também por suas escolhas, acho que ela escolheu errado dessa vez. E para a posição de levantadora, inteligência e sabedoria de escolha é fundamental. Acho que aida falta muita maturidade para menina DANI LINS.

    • Lurian

      Disse tudo. tecnicamente elas não são tão diferentes. Apesar que acho a Fabiola levemente superior no que se refere a bloqueio e saque e a Dani um pouco superior na defesa. Mas Fabíola está muito mais entrosada com as prováveis titulares e passando por melhor momento, sem falar que joga com as meios que é uma dificuldade da Dani.

  • Eduardo Araujo

    A uma semana atras vi uma entrevista da fabiola, acho que deve estar ate na internet ela disse: “Nos anos anteriores quando eu jogava no pinheiros, não tinha nenhuma jogadora de seleção comigo e quando eu ia para a seleção tinha que me adaptar as jogadoras, hj eu jogo com a grande maioria então elas olham pra mim e eu já sei oq elas querem, oq facilita muito na seleção”
    Quanto a Dani Lins eu acho que ela não é ruim, mas é inferior a fabiola, se na seleção ela já sentia uma pressão por ter a fabiola como sombra, agora a coisa vai ficar pesado para o lado dela.

  • Felipe Saad

    Oi Daniel Bortoletto, parece que o mercado já ta agitado no feminino, você vai fazer algum post a respeito disso?o Unilever deve mudar bastante, e a criação do Campinas também tá cheia de especulações….

    • Daniel Bortoletto

      farei assim que tiver notícias concretas, que deixem de ser especulação

  • Luciano

    Problema da seleção: saque e passe. Se passar com tranquilidade e passes A na maior parte dos jogos internacionais, o Brasil vai ter mais possibilidade de passar pelos bloqueios altos e mais simples. Se sacar com precisão e fazer estragos na recepção das outras equipes nosso bloqueio chega bem, e o sistema de defesa que temos de sobra com as líberos ( mais a Brait do que a Fabi), faremos a diferença.
    Senão esquece e vamos plantas jogadoras altas e fortes para 2016.
    hehehe

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