Coluna de domingo: É preciso tanto atropelo na Superliga, CBV?



Pessoal, boa tarde. Coluna Saque publicada no LANCE! deste domingo (24 de fevereiro) de calor senegalês no RJ. Volto a um tema das antigas neste espaço. Um dia espero que ele seja resolvido.

A fase de classificação da Superliga Feminina terminou já na madrugada de sábado, após o jogaço entre Sollys/Nestlé e Unilever, talvez o melhor da competição até aqui. Não dá tempo de exaltá-lo, muito menos de fazer um balanço dos dois turnos, analisar os oito classificados e já temos jogo dos playoffs na segunda. Será que é preciso tanta correria?

A questão do calendário é a que mais me irrita na atual Superliga. Temos jogos às segundas, terças, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos. E nos mais variados horários. Sim, é o valor que se paga para a competição ter mais transmissões pela TV, algo que tanto se pediu em um passado recente. Mas será mesmo que não é possível confeccionar uma tabela de jogos menos atropelada, logicamente respeitando os interesses de Globo/SporTV que pagam uma boa grana pelo evento?

É fato que os times deveriam ter um tempo para respirar antes da fase mais importante da Superliga. É o filé, a hora da onça beber água. Podem escolher o clichê a ser usado. Nos bastidores, figuras importantes apontam o calendário como culpada pelo excesso de lesões dos atletas. E eles têm razão.

Fazendo as contas, é possível ter uma tabela mais racional. O primeiro jogo do torneio feminino aconteceu em 23 de novembro e a fase inicial acabou em 22 de fevereiro. Basicamente três meses de disputa (sem contar as pausas de Natal, Réveillon e Carnaval) para cada participante fazer 18 jogos. Até a final, marcada para 7 de abril, temos mais um mês e meio. E o campeão pode sair após fazer apenas mais cinco partidas (duas nas quartas, duas na semifinal e a decisão em confronto único). No máximo, fará sete, caso não feche em 2 a 0 os mata-matas de quartas e semi. Ou seja: existe espaço no calendário. É preciso vontade dos envolvidos para uma mudança que atenda todos os lados.



  • Emanuella

    eu acho que comercialmente a superliga assim é muito mais interessante. Pra quem assiste é muito melhor jogos todos os dias e duas vezes por semana. Pelo menos penso assim. Para os clubes e para os atletas imagino que seja mais cansativo e complicado.
    O que acho ruim é que torna a temporada curta demais. Acho que precisam pensar seriamente na copa do Brasil de volei. Uma outra formula. Com clubes de outros estados. diversificar mais o calendário.
    Quem acompanha os esportes americanos sabe que o calendário lá é super puxado, Baseball são 162 jogos por temporada. Basquete 82, Hockey a mesma coisa. Essa gente joga muito mais do que duas vezes por semana.
    Como telespectadora gosto do calendário dessa maneira, jogos o tempo todo. Para mim o que é ruim é a temporada muito curta.

    • Melina

      Engraçado, para mim é o contrário. É jogo toda hora, torna-se cansativo acompanhar tantos jogos em um espaço de tempo tão curto. Nada em excesso é bom, pelo menos na minha opinião.

      • Emanuella

        Respeito a sua opinião. Afinal opinião cada um tem a sua. eu achi ótimo, mas e porque tenho o hábito de ver esporte na TV, não vejo novela ninca. Então para mim quanto mais melhor. Se não e vôlei vejo NBA ou Nhl, pra mim por isso que agrada.

    • Caco

      Concordo com a criação da Copa do Brasil. Apoiada!

    • bsb

      Já passou da hora de termos uma Copa do Brasil que possa ser disputada por qualquer time do país e ser disputada no mesmo periodo da SL. Também não podemos ter uma SL com 10 equipes e não ter uma SL B, a CBV precisa pensar mais no esporte e menos no que ela arrecada, que não é pouco.

  • Caco

    Eu gosto de jogos quase todos os dias. Acho que a questão não é essa. Se pararmos para pensar, as equipes brasileiras jogam normalmente duas vezes por semana como as equipes europeias e as asiáticas. As europeias, além do mais, contam com os campeonatos europeus e as copas de seus respectivos países, o que totaliza competições. O calendário é puxado do mesmo jeito e mais longo.
    A grande questão é que fazer esporte em nível profissional atualmente não é fisicamente tão saudável assim. Os investimentos são cada vez mais altos, a visibilidade é maior e, para fazer jus aos salários que ganham, todos querem ganhar.
    Daniel, você realmente acredita que, se houvesse um calendário mais longo, as comissões técnicas iriam dar maior descanso a suas atletas? Até em dias de festas o descanso é curto… Se tivessem a semana inteira para treinar, iriam continuar pegando pesado e, eu diria, até mais pesado pelo fato de não haver jogo. É a alma do negócio! Ganhar significa mais status, maior salário e todos sabem e aceitam isso. É o calendário o culpado pelas lesões das atletas? Não. É a exigência do voleibol atual! As equipes europeias jogam muito mais e por um tempo mais longo. Nesse final de semana, por exemplo, pela Copa da Turquia, Vakifbank, Vitra e Galatasaray jogaram na sexta, no sábado e no domingo. Quando é que você vê uma equipe brasileira fazendo isso?

    • Daniel Bortoletto

      Todos os principais campeonatos mundo afora, vários com mais participantes, começam antes da Superliga. E os jogadores agradecem, pois conseguem se recuperar. Existem muitos especialistas na área física preocupados com isso no Brasil.
      Ter um melhor espaçamento entre os jogos é fundamental. Não acho certo, tendo tempo para adequar o calendário, fazer um time jogar hoje, viajar amanhã e atuar no dia seguinte. Não se treina? Cai a qualidade, aumenta o risco de lesão.
      Aqui não existe fórmula assim por não existir Copa. Em todos os países europeus de ponta, joga-se campeonato, copa do país e torneio europeu. E nem assim existe essa loucura do Brasil. A

  • bsb

    Tambem não entendo a CBV, parece que quer competir com a CBF para ver quem mais prejudica o esporte. Ao inves do volei evoluir e seus campeonatos tambem , estamos ficando cada vez piores. Tambem não entendo como vai ser para o campeão da superliga depois do termino: terá um mês até a disputa do mundial de clubes e antes disso uma disputa de sulamericano. Calendario do volei está tão ruim quanto do futebol. Parece que só os torcedores acompanham o campeonato, pois os dirigentes das confederações não prestigiam o evento.

  • Andréa

    Eu acho ótimo que passe vôlei todo dia, mas os horários estão péssimos, principalmente para quem, como eu, gosta de ir no ginásio. Ou é muito cedo (para quem trabalha, não dá para chegar 18:30), ou é muito tarde. Vários jogos que começaram 21:00, 21:30, acabaram após a meia noite.

  • Eu gosto de varios jogos por semana mas fica muito cansativo para os atletas e quanto ao horario dos jogos eu acho que 21:30 é muito tarde para o jogo começar e acaba sempre depois da 00:00 mas a culpa é da televisão que cada dia que passa da mais valor para o futebol e o vôlei tirando um jogo ou outro que passa na globo só quem assiste quem tem tv acabo é o cúmulo que até hoje vôlei não tenha espaço na televisão ….

  • Guga

    Acho que o pior eh o horario, concordo com o amigo acima, ou cedo demais ou tarde demais, o do sabado Rjx e Cruzeiro quando meu pai olhou no relogio logo disse, esse jogo nao eh ao vivo, nessa hora.. e ja era 23:00, muito tarde, era pra todos comecar as 20:30 por ai

  • Sets e jogos muito longos=Record de contusoes

    Algo esta muito errado. Essa temporada bateu o record em contusoes!!!
    Causas: 1. Excesso de jogos;
    2. Jogos muito longos e desgastantes;
    3. Muitos jogos estao ultrapassando 2 horas de duracao, um jogo com mais de duas horas acaba como atleta fisiologicamente;
    4. Jogos muito tensos e equilibrados provocam desgaste mental e,por conseguinte, fisico tbem: “mente sana in corpore sano”;
    5. Tem que haver alguma forma de se limitar o tempo dos jogos, ficar saltando durante tanto tempo nao e saudavel!
    6. Sets que beiram os 30 pontos sao uma aberracao, isso detona os atletas, tem que mudar!
    7. Cada set dveria durar no maximo 25 minutos, mais que isso e exagero;
    8. O volei tem q mudar, FIVB E CBV, o Sr. Ary Graca, tem que encontrar urgente uma forma de limitar o tempo dos sets e dos jogos, pq os atletas estao pagando isso com um record de contusoes;
    9. As piores sao as fraturas por stresse, caso do Giba e da dominicana Eve!

  • lucas kazan

    dale Carol Albuquerque como eu gostaria que ela jogasse como antigamente na época de osasco.

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