Coluna de domingo: E a Superliga não começou nada bem



Depois de cumprir o dever cívico, hora de trabalhar. Está no ar a Coluna Saque publicada neste domingo, no LANCE!

Era para ter pompa e circunstância. Era para ter espaço na televisão (e estou falando da fechada). Era para ser um show para o público ou no mínimo um jogo especial, com a estreia do atual campeão, por exemplo. Era para reunir dos dois lados da quadra vários protagonistas da Seleção Brasileira, que ainda estão em peso atuando no país.

Assim era para ser a abertura da Superliga, na minha modesta opinião. Uma pena, para os fãs do vôlei, que não foi nada disso. A principal competição de clubes do continente, que um dia chegou a almejar ser a melhor do planeta, começou ontem, quase clandestinamente. Em Belo Horizonte, o Minas fez 3 a 1 na UFJF, sem transmissão pela TV, sem jogadores de Seleção em ação, para um público pequeno, como mostram as fotos da bela arena mineira.

CBV, clubes, jogadores, treinadores, patrocinadores, emissoras de televisão e público consumidor perdem com isso. O produto Superliga se desvaloriza no mercado. Passa, no mínimo, uma impressão muito ruim.

Não dá para a competição nacional de clubes começar sem os Estaduais terem terminado. Ontem foi dia, por exemplo, da final do Campeonato Paulista. Culpa de um calendário ruim, prova de falta de planejamento de quem organiza e de quem aceita tal situação. O SporTV, que tem o direito de transmissão dos dois eventos, optou por mostrar Funvic/Taubaté x Sesi, às 13h, repleto de jogadores da Seleção, e não Minas x UFJF, às 17h. Além disso, no horário da abertura da Superliga acontecia uma rodada cheia do Brasileirão de futebol, que sempre vai ser prioridade na grade de qualquer emissora. Será tão difícil imaginar quem sairia perdendo neste cenário?

É preciso que todos os envolvidos botem a mão na consciência. Não adianta tapar o sol com a peneira e querer vender ilusões.



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