Coluna de domingo: Dez anos depois, uma outra virada daquelas



Em dia de dever cívico nas urnas, a coluna Saque deste domingo, 5/10, um pouco mais cedo no ar.

É difícil esquecer aquele maldito 24 a 19 que o Brasil teve diante da Rússia, na semifinal da Olimpíada de Atenas, em 2004. Ao levar a virada, a Seleção viu sonhos se transformarem em pesadelos e foi aberta uma ferida que incomodou durante muito tempo. Ontem, em Verona, na Itália, dez anos depois, este machucado, já bem cicatrizado após um bicampeonato olímpico – a último deles com outro triunfo histórico sobre as russas em Londres-2012 – além de outras inúmeras conquistas, talvez tenha tido a cura definitiva.

O time de José Roberto Guimarães conseguiu sair de um placar contrário de 20 a 11, no quarto, set, para vencer por 27 a 25 e fechar o jogo em 3 sets a 1. Uma virada para lavar a alma, afastar fantasmas do passado e dar uma baita injeção de ânimo neste grupo rumo ao título inédito.

Basta ver como o Brasil comemorou ainda em quadra para entender a importância psicológica desta virada. E olha que a Seleção iniciou o duelo com a classificação já garantida, bem diferente da situação das maiores rivais dos últimos tempos. Fabiana, Thaisa, Sheilla & Cia. poderiam até perder e sair dizendo que este resultado nada valia, que o importante seria a fase seguinte, blá, blá, blá. Mas demonstraram uma força que só os campeões possuem para a concretização de uma reviravolta que poucos ainda acreditavam.

A única coisa que faltou foi a possibilidade de a virada mandar Gamova, Goncharova e Kosheleva para a Sibéria antecipadamente. Mas as atuais bicampeãs têm hoje uma derradeira chance de classificação, para se juntarem ao cinco que ainda sonham com título: Brasil, Estados Unidos, China, Itália e República Dominicana. A Rússia precisa vencer a Sérvia por 3 a 0 ou 3 a 1. Caso perca dois sets, ela verá as rivais europeias garantindo a última vaga na fase final. Aposto que torcida para as sérvias não irá faltar.



MaisRecentes

Brasil impõe primeira derrota à Turquia na Liga das Nações



Continue Lendo

Entrevista com Kerri Walsh, três vezes campeã olímpica



Continue Lendo

Vaivém: Oposto troca Sada/Cruzeiro por Ribeirão



Continue Lendo