Coluna de domingo: Como virar um jogo que estava perdido



Pessoal, está no ar minha coluna Saque publicada neste domingo, 19 de fevereiro, no LANCE!

O assunto não poderia ser outro: a virada da Usiminas/Minas sobre o Vôlei Futuro, no tie-break. Uma análise depois de ter assistido novamente ao duelo.

O imponderável, aquele mesmo que vimos na fatídica derrota da Seleção Brasileira feminina na semifinal da Olimpíada de Atenas, em 2004, diante da Rússia voltou a acontecer, desta vez na Superliga. Na última quinta-feira, o Vôlei Futuro tinha 14 a 8 no tie-break, desperdiçou sete match points e perdeu para a Usiminas/Minas.

Oito anos atrás, as brasileiras tiveram 24 a 19 e levaram a virada no quarto set, perdendo na sequência o tie-break e a chance de jogar a final. Na ocasião, a ponta Mari foi crucificada. INJUSTAMENTE. Nas redes sociais já começaram a fazer o mesmo com as atletas de Araçatuba. Outra desnecessária caça individual às bruxas. Fica claro o apagão coletivo do time. Vamos as fatos.

Do 14-9 até o 17-15, as mineiras somaram nove pontos. Destes, um foi em cortada de Herrera e dois em bloqueio. Os demais foram falhas das paulistas. Paula Pequeno errou um ataque; Andressa atacou uma bola para fora (por míseros centímetros) e teve uma condução marcada no lance seguinte; Ju Odilon entrou para sacar e jogou a bola para fora; Ana Tiemi teve uma invasão marcada (vi e revi a jogada e acho que a arbitragem errou) e, por fim, no rally final, Fê Berti errou o ataque. Os dois últimos ainda contaram com passes ruins da líbero Verê ao receber o saque da cubana Herrera. No 14 a 11, o técnico Paulo Coco pediu tempo, conversou particularmente com Ana Tiemi para armar a jogada final e mesmo assim… Ainda acham possível culpar apenas UMA jogadora?

Já os méritos do Minas foram o saque tático de Claudinha (do 14-9 ao 14-14) e as mudanças do técnico Jarbas Soares. Três reservas entraram quando o “set já estava perdido” (Carol, Carla e Dani Suco) e não sentiram a pressão. E talvez a principal qualidade foi não desistir jamais, mesmo quando a virada parecia (e era) praticamente impossível de acontecer.



  • voleyball

    bom Daniel.
    acho que foi um conjunto tudo que aconteceu, mas o vf perdeu pelos seus erros.
    o minas acreditou o tempo todo e não podemos deixar de ressaltar isso.
    quanto a arbitragem temos que lembrar que não tem recurso de tv (coisa que ja deveria ter acontecido a anos luz atras), então é muito dificil voltar atras numa marcação.
    buscar culpadas não adianta, apenas vejamos que coisas vistas como “impossiveis” acontecem. na sexta-feira no jogo entre Mackenzie x Rio do Sul ia acontecendo o mesmo e com uma diferença bem maior.
    o vf falhou em não fazer um pontinho em 7 match points.
    espero que depois desse acontecido as equipes com qualidade melhor não menosprezem os medianos.

    Dá-lhe! Dá-lhe, dá-lhe minas, com muito ORGULHO, com muito amor.

  • Rafael Reis

    No lance da invasão da Ana Tiemi, a Andressa atacou pra fora após o levantamento. Então não faria diferença…

  • Léo

    BRUNO mesmo “se” o árbitro não hovesse marcado a invasão da ANA TIEME, a bola teria ido pra fora repare o lance.

    • Daniel Bortoletto

      Bruno? acho que está em blog errado
      e eu só falei do lance marcado, não da continuação

      • Léo

        Ops….PERDÃO!!!
        Tá certo isso produção?!?!

  • Afonso (RJ)

    Já comentei anteriormente e torno a repetir: Essa inconstância tem sido uma constante na superliga. O vôlei feminino tem um componente emocional que não é de se menosprezar. O Vôlei Futuro “sofreu a virada” no tie break? Mas o Minas venceu os dois primeiros sets e também “sofreu a virada”, deixando o jogo ir para o 5o set.

    Tem também aquela famosa síndrome do 3o set, quando um time após a vitória nos dois primeiros sets, relaxa no terceiro.

    Venho percebendo em vários jogos que um time abre no placar e depois permite que o adversário encoste. Noutro dia, não lembro bem o jogo, um time fez seis pontos seguidos e permitiu que o adversário fizesse logo a seguir seis pontos também seguidos.

    Dos que eu vi, único time que vem mantendo uma constância, não importa o nível do adversário ou a contagem no placar, é o Unilever. E acho que aí tem o dedo do Bernardinho e seus famosos faniquitos quando o tim ameaça desconcentrar. Talvez seja um fator importante a contribuir para a posição confortável que o time ocupa na tabela.

    • Felipe Lima

      “…Essa inconstância tem sido uma constante…”

      Paradoxal!!! Hehehehe!

      • Afonso (RJ)

        Na hora em que escrevia percebi a coisa e resolvi deixar assim mesmo… de vez em quando não faz mal brincar com o estilo 🙂

        • Felipe Lima

          Sem neurose! De certa forma, a afirmação faz todo o sentido, e venho a concordar com sua análise.

  • Guga

    Enquanto o Paulo Coco, insistir com a Ana Tieme esse time nao passara de um Futuro mesmo, pq Presente não dá. Bolas super-ulta-mega Lentas, e ainda por cima encostadas na rede. Curto muito a Ana Cristina, ela as vezes erra, mas tentando inovar e nao ficando no feijao com arroz… mas ainda assim prevejo que o VF estara na final.

  • Ana

    Eu acreditava no Minas disputando o posto de quarta força com o sesi, mas elas estão melhor do que a expectativa. Que bom! herrera/Ramirez/Mari tinha que dar algo bom.

  • Paula

    Eu acho que essa derrota, muito difícil de engolir, deve servir como um último toque para a equipe do Vôlei Futuro repensar e muito sua postura em quadra. Esse, na minha opinião, é o segundo golpe feio no moral da equipe. O primeiro foi a derrota patética para o Unilever. Tudo bem, era o Unilever, o time estrelado do Bernadinho, mas perder de 3 sets a 0 daquela forma, só não é mais dificil de engolir do que a derrota para o Minas desta quinta-feira. As meninas são ótimas jogadoras, já vimos o time inspirado. Mas muito inconstante e, ultimamente, sem brilho e garra. Não vejo mais aquela alegria toda que sempre gostei. Ou o meu querido time feminino do Vôlei Futuro repensa e muito seu jogo, ou não vamos passar das quartas. Vai Vôlei Futuro! Que essa derrota marque um recomeço com um time mais engajado e, principalmente, concentrado!!!

  • Rodolfo

    Mesmo no lance em que a arbitragem possa ter errado a meio de rede Andressa errou o ataque.
    Não devemos crucificar apenas uma pessoal. Todos foram culpados, desde a comissão até as jogadoras.

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