Coluna de domingo: Como a CBV chegou “ao maior contrato de sua história”



Pessoal, boa tarde. Está no ar a Coluna Saque publicada neste domingo, 16 de março, no LANCE!.

No dia 20 de abril de 2012, CBV e Banco do Brasil celebraram a última renovação de patrocínio do vôlei nacional, contrato que está em vigência e terminará em 2017. O acordo fez a entidade, segundo os próprios balanços anuais disponíveis no site oficial, dar um incrível salto na linha de receitas de patrocínio. De R$ 31,6 milhões em 2008, ano da renovação anterior com o BB, para R$ 77,5 milhões em 2012. E como foi possível chegar a número tão expressivo?

Conquistas internacionais das Seleções Brasileiras à parte, o salto milionário se deve em grande parte a uma outra proposta que a CBV tinha nas mãos. Para desespero do BB, ela era de outro gigante bancário: o Bradesco.

O blog apurou que a proposta do banco privado serviu para que o fechamento do acordo com o banco estatal batesse na casa dos R$ 60 milhões. O Banco do Brasil, que ao fim do contrato atual completará 26 anos apoiando a CBV, temeu perder seu maior case de sucesso no marketing esportivo, cobrindo (e muito) a proposta do Bradesco.

Em nota oficial divulgada na noite de sexta-feira, para se defender das acusações, feitas pela ESPN Brasil, de pagamento de comissões para empresas de Marcos Pina e Fábio Azevedo que totalizam R$ 20 milhões, Ary Graça fala da negociação detalhada acima da seguinte forma: “Os valores pagos se referem a dois anos de extensas negociações entre a Confederação e o Banco do Brasil para a renovação do contrato até 2017. Trata-se do maior contrato de sua história”.

Verdade. Mas com um “empurrãozinho” do Bradesco.

 



  • Paulo

    O Bradesco também já tinha tentando em 2008, Ary Graça e o então presidente do banco já tinham um acordo de boca, mas aí o Ary “deu para trás” na última hora e acertou a renovação com o BB, deixando o presidente do Bradesco irritado com a confederação e retirando ao término daquela temporada seu reprentante na Superliga, o Finasa/Osasco.

    Apesar de não ter obtido êxito no vôlei, o Bradesco hoje é parceiro da CBB e bancou o convite para a seleção masculinanir ao mundial.

  • Mister vôlei

    Isso tudo é um verdadeiro absurdo! Enquanto isso os clubes e times que bancam os jogadores fecham as portas todos os anos por falta de patrocínio e ajuda da CBV, pela primeira vez o Vôlei me causou VERGONHA!

  • Edu

    Tive no ano de 2013/14 a chance de acompanhar alguns jogos da Superliga por viver na cidade de um time que participou do campeonato.Fiquei surpreso ao constatar que cada rodada consome deslocamento de cerca de quinze pessoas para organizar a partida no local do jogo.Fora a logística das equipes.Contudo, sem cobrança de ingresso a media de publico é de cerca de umas 500 pessoas por jogo e torna os valores de patrocínio absurdo para uma entidade financeira gerida com recurso de dinheiro considerado público.Fora a excrescência do set de 21 pontos, a revelia das regras das competições mundiais e a incapacitação do uso do sistema de confirmação de pontos em vídeo.Uma das propostas do Ary Graça na eleição da FIVB. Nos anos 90 os circuitos de praia era a sensação no litoral brasileiro abrigando certames com arenas imensas e milhares de torcedores no acompanhamento dos jogos.Hoje, me parece menores na frequência de publico e ocupação de espaço.Tornando, pela extensão da costa litorânea brasileira, surreal promover campeonatos em local onde nem existe a própria praia, como Brasilia.O dinheiro obtido, no entanto, durante os anos foi crescendo de maneira desproporcional.Fora a tirania em casar as duplas de praia para as competições internacionais.Basta avaliar as experiencias de Araçatuba , com media de quase 5 mil pessoas por jogo, nas equipes masculina e feminina e Montes Claros , na empresa do falecido ex vice presidente que retirou o investimento no time, quando o politico começou a adoecer com mais gravidade e não necessitava mais de um apelo de marketing e promoção politica pessoal.Nas duas jamais se conciliou o interesse publico com o privado.Até mesmo na propria sustentação financeira.

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