Coluna de domingo: Cacciatori levanta uma ‘boa bola’



Como de costume, a coluna Saque publicada sempre aos domingos no LANCE!

Reproduzo abaixo parte de um texto assinado por Maurizia Cacciatori, ex-levantadora da Itália, publicado no site da Federação Internacional. Ao elogiar o Brasil de José Roberto Guimarães, ela revela como a Azzurra se aproveitava da presença das nossas jogadoras na disputa do Campeonato Italiano, anos atrás, para entender nosso estilo de jogo.
“As brasileiras são o time mais perigoso do mundo. Elas jogam com muita rapidez e essa é a principal diferença entre a Itália e o Brasil do Zé Roberto. Todos os outros aspectos, como o sistema de jogo, são similares, mas a velocidade da bola é realmente alguma coisa. Quando eu jogava, muitas das jogadoras top do Brasil eram minhas companheiras ou rivais no Campeonato Italiano. Isso ajudava para termos uma noção de como elas jogavam. Então, quando aconteciam os duelos entre as seleções, não existiam muitas surpresas. Mas, atualmente, as jogadoras não se conhecem tão bem, por não jogarem mais o mesmo campeonato no inverno (período na Europa em que é jogado os torneios de clubes)”.

O raciocínio de Cacciatori reforça a importância de termos uma Superliga cada vez mais forte, com a presença da maioria das nossas atletas top por aqui. Anos atrás, tínhamos Mari, Sheilla, Paula Pequeno, Jaqueline, Walewska, entre outras, atuando no exterior. Nosso campeonato nacional, bem mais esvaziado do que o atual, perdia em charme, competitividade e potencial de exploração de marketing.

Atualmente, temos até mais jogadoras top querendo atuar aqui do que vagas disponíveis para elas. Vide a situação da campeoníssima Fofão. A Superliga feminina, com mais dois times de nível médio para alto, ganharia o rótulo de melhor do mundo. Fica a dica para os patrocinadores, que ajudariam ainda a Seleção a “esconder os segredos” das atuais campeãs olímpicas.



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