Coluna de domingo: Bolha faz estragos no vôlei nacional



Pessoal, boa tarde. Coluna Saque, publicada hoje, 16 de setembro, no LANCE!, já está no blog. Boa leitura!

O mercado já fala com todas as letras. A temporada 2012/2013 do vôlei brasileiro sofre com os efeitos da bolha, palavrinha que, na minha infância, era relacionada apenas ao tênis apertado que usava para praticar esporte e causava pequenos estragos nos pés, mas que no mundo globalizado virou sinônimo de crise.

A explicação é simples: o Brasil viu, alguns anos atrás, uma explosão salarial, causada pela entrada de dois ou três grandes patrocinadores. Ótimo para alguns atletas, que viram seus salários serem multiplicados algumas vezes. Conversando com gente do mercado, os números ficam mais claros. Quem ganhava R$ 80 mil por ano pulou para R$ 300 mil. O vôlei nacional passou a pagar, guardadas as diferenças cambiais entre real e euro, valores no patamar internacional. A Superliga, então, viu o retorno em massa dos craques que estavam na Europa e ganhou o rótulo de melhor competição de clubes do planeta. Era um verdadeiro eldorado.

Mas toda bolha estoura, seja no pé ou na economia. Bastou a saída de alguns patrocinadores, fechando um time e diminuindo o orçamento de outros dois, para dar um exemplo real do masculino, para a crise aparecer. Salários encolheram, vagas se fecharam e o desemprego aumentou. Some-se também a quebradeira vivida por alguns países europeus, em situação pior do que a nossa, inclusive, e passe a ter um cenário preocupante.

Na sexta-feira, a saída de André Nascimento de Canoas, dias depois de chegar, deixou a situação mais clara. Um bom time foi montado, mas os jogadores, liderados pelo campeão olímpico e mundial Gustavo, sabem que receberão salários apenas se patrocinadores apoiarem o projeto. O oposto não quis esperar, abriu mão da ajuda de custo e optou por seguir desempregado, à espera de alguma proposta do exterior. É bom o Brasil abrir o olho!



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