Coluna de domingo: Bastidores da apertada eleição de Ary



Galera, boa noite. Um pouco mais tarde do que o normal, publico aqui no blog a coluna Saque, que saiu no LANCE! neste dia 23 de setembro.

O assunto é a eleição de Ary Graça, por um triz, para a presidência da FIVB. Estratégias surpreendentes de Doug Beal quase colocaram em risco a vitória do brasileiro.

Para quem não leu, segue link do post anterior sobre a eleição, com algumas das mudanças que imagino que ele fará na Federação Internacional: http://wp.me/p1b2tr-18K

Ufa! A conhecida expressão de alívio pode resumir bem o sentimento que Ary Graça viveu na noite de sexta-feira, em Anaheim, nos Estados Unidos. Favorito na eleição para a presidência da Federação Internacional, o brasileiro foi o vencedor do pleito por UM voto. É isso mesmo, senhoras e senhores.

O placar final mostrou 103 votos para o brasileiro, 86 para o americano Doug Beal e 15 para australiano Chris Schacht. E como, vão me perguntar, a diferença foi de apenas um? Pelo regulamento do pleito, era preciso ter a maioria dos votos válidos, ou seja, 50% mais um, para faturar no primeiro turno. E Ary teve exatamente essa combinação (50% de 204 = 102 + 1 = 103). Perceba, porém, que 206 países participaram da eleição. E a soma de Ary, Beal e Schacht é de 204 votos. Os outros dois foram considerados inválidos e poderiam ter mudado o resultado do primeiro turno, já que o mínimo para eleição, sem necessidade do segundo turno, passaria a ser 104.

Esse “mísero” voto que fez a diferença poderia ser de Gâmbia, Kiribati ou Aruba. Mas não importa. O equilíbrio na votação, porém, surpreendeu especialistas que trabalharam na candidatura. Era esperada uma vitória bem mais folgada de Ary Graça. Então, o que houve em Anaheim, casa de Beal, para mudar a situação? Duas atitudes do americano, tomadas nos dias que antecederam a eleição, foram consideradas decisivas para mudança de cenário:

1) Ele prometeu extinguir o Comitê Executivo da entidade, que é formado por 12 membros (cinco presidentes das confederações continentais, cinco escolhidos pelo presidente da FIVB e uma mulher, já que a regra prevê a escolha de uma pessoa do sexo com menos representatividade no alto escalão da entidade). Dentro deste grupo, alguns integrantes possuem rejeição altíssima, fazendo com que vários países tenham repensado o voto que seria dado em Ary Graça.

2) Beal ofereceu um apoio financeiro, cerca de R$ 50 mil, caso eleito, para as federações nível 1 e 2 da FIVB, que são as menores. O “agrado” também foi visto com bons olhos por alguns eleitores, que mudaram de lado.

Uma pergunta que ninguém soube me responder com clareza. Se houvesse segundo turno, Beal seria favorito? Talvez.



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