Coluna de domingo: Ambiente na Seleção não é dos melhores



Aposto que quase todos vocês achavam, após a leitura do título, que a coluna seria sobre a Seleção Brasileira feminina, que tanta polêmica levantou dias atrás com o corte de Fabíola e Mari. Mas estão enganados.

O campeoníssimo time de Bernardinho vai disputar a Olimpíada em um dos momento mais críticos desta hegemônica era no cenário mundial, iniciada em 2001. O relacionamento entre técnico e jogadores sofreu um desgaste com o tempo. Algo até natural ao se falar de um casamento tão longo. Todos ali dentro ainda se respeitam, mas não se fala mais em família Bernardinho, termo que virou moda anos atrás. Brincadeiras e sorrisos foram trocados por semblantes mais carregados. Pequenos incêndios são abafados com frequência cada vez maior.

O assunto é quase um tabu se tratado publicamente, ainda mais a uma semana da estreia na Olimpíada. Mas nos bastidores poucos escondem o incômodo. As divergências entre Bernardinho e jogadores aumentaram com o tempo. Vão de pequenos detalhes em treinos até a insatisfação pela presença ou ausência de um ou outro atleta na convocação final para Londres. Que fique claro: as discordâncias na Seleção sempre existiram, em diferentes escalas de grandeza, mas foram “resolvidas“ com a colaboração de títulos mundiais, olímpico, da Liga… Hoje, a fase técnica do time é ruim e jogadores importantes estão distantes do auge físico. E por isso essa turbulência interna me preocupa.

Mesmo com tudo isso jogando contra, a Seleção pode voltar com o ouro da Inglaterra e enterrar mais uma crise. Simplesmente por saber vencer, algo que pesa muito em um grande evento. Se isso não acontecer, o movimento para uma mudança radical, que já começou a ser discutida e articulada, vai ser colocado em prática.



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