Coluna de domingo: A TV quer mais entretenimento. Mas e a CBV?



Coluna Saque publicada neste domingo, 23 de novembro, no LANCE!.

Na última quarta-feira, participei de um debate sobre informação  no 2 Seminário sobre Gestão do Esporte, em Belo Horizonte. Ao meu lado, Thiago Meireles, da TV Globo, Paulo Cesar Vasconcellos, do SporTV, e Erich Beting, da Máquina do Esporte. Um dos temas abordados foi como a televisão, sem abandonar o jornalismo, vê e trata o esporte. E a resposta foi: entretenimento.

Dias depois, no Paraná, o Ziober/Maringá, time presidido pelo levantador Ricardinho, foi comunicado pela CBV que estava proibido de levar para seus jogos em casa uma banda musical, novidade para entreter o público durante a Superliga 2014/2015. Caso desrespeitasse essa decisão, seria multado.

Será que o esporte está falando a mesma língua da emissora detentora dos direitos de transmissão para as TV’s aberta e fechada? Eu sinceramente tenho dúvidas.

O regulamento da Superliga, em seu anexo 4, parágrafo 25, proíbe a entrada nos ginásios de instrumentos de sopro, percussão, buzinas ou cornetas. Já no 25.1, fica claro: “será permitida a permanência de banda instrumental no ginásio de jogo para apresentação antes e nos intervalos de tempos e sets, desde que seja incluída como ação promocional do clube e autorizada pela CBV”. No caso do clube de Maringá, a entidade disse não.

A banda, formada por universitários da cidade, esteve presente no Ginásio Chico Neto nos jogos contra São Bernardo, Minas e Sesi. Nenhum com transmissão da TV, eliminando uma desconfiança que eu tinha. O som poderia estar atrapalhando a transmissão do SporTV. O Maringá garante ainda que nenhuma citação de problema foi feita nos relatórios de arbitragem. Somente o Sesi fez um questionamento antes do confronto, no último dia 15. Então, que mal o grupo musical,  estaria fazendo ao espetáculo do vôlei dentro de quadra?

Procurei o Maringá e seu advogado Rogério Rodrigues me disse que o clube continuará solicitando, jogo a jogo, a liberação para entrada da banda, no intuito de tornar o ambiente mais atrativo e dar ao público mais uma opção de entretenimento nos intervalos dos sets e nos tempos técnicos. Ele garante que durante os pontos o grupo “se cala”. Agora é aguardar a decisão da Confederação Brasileira para os próximos jogos dos paranaenses.



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