Coluna de domingo: A trégua na briga entre CBV e FIVB



Coluna publicada neste domingo, 8 de março, no LANCE!

Dia 12 de dezembro de 2014: “Em solidariedade aos nossos jogadores, ao nosso técnico multicampeão e em respeito ao torcedor brasileiro, a CBV, por decisão do presidente Walter Pitombo Larangeiras, comunica que não realizará em solo brasileiro a fase final da Liga Mundial, prevista para acontecer no Brasil em julho de 2015. A CBV não compactua com as práticas desenvolvidas pela FIVB e toma essa atitude para resgatar o respeito que o Brasil tem e merece no cenário esportivo internacional”.

Dia 6 de março de 2015: “Entendemos agora ser hora de priorizarmos o projeto olímpico. É olhar para frente, para 2016. Retomamos as negociações assim que tivemos a informação que estaríamos fora da Copa do Mundo. Não poderíamos comprometer um planejamento que está há três anos mantendo o Brasil no pódio das competições e que encerra o ciclo olímpico jogando em casa”.

Menos de quatro meses e algumas reuniões foram suficientes para essa guinada radical no discurso da CBV. Fim do enfrentamento e volta da paz na relação com Ary Graça e a Federação Internacional? Como já escrevi anteriormente, a trégua vai sempre depender do movimento seguinte do outro lado. No caso específico da realização das finais da Liga Mundial, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a CBV recuou. Já tinha contrato assinado, direito de televisão vendido e multa rescisória salgada em caso de rompimento. Tudo isso, é claro, além do lado esportivo, citado na nota oficial de sexta-feira. Disputar as finais na sede olímpica, um ano antes dos Jogos, é certamente um teste que não poderia ser desperdiçado. E não será mais.

Mas a queda de braço nos bastidores ainda não acabou. Bernardinho (10 jogos), Mario Júnior (6) e Murilo (1) seguem suspensos após confusão no Campeonato Mundial da Polônia. A CBV prometeu apelar, mas até agora o Painel Disciplinar da FIVB não publicou nenhum novo posicionamento. Eu não me surpreenderia com um abrandamento nas punições, principalmente na do treinador.

E assim, voltaríamos a ver dirigentes posando juntos e dando tapinhas nas costas uns dos outros em eventos oficiais? Talvez, mas para inglês ver.



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